To com saudade do teu cheiro na minha pele. Saudade de arder na tua febre quando tua boca me põe louca, teu suor invade meus poros, tua língua explora meu corpo e teus lábios me fazem amor... Saudade da tua voz sussurrando no meu ouvido, me pedindo pra dizer que eu sou tua, arrancando minha roupa, me arrepiando inteira quando me puxa para a tua fome, me deixando nua no momento em que queimo no teu beijo, me afogo no teu fogo, mergulho no teu gosto, arranho tuas costas, e sussurro que sou tua... (completa e irremediavelmente tua...!) Saudade de dormirmos agarradinhos, acordar no teu toque, na música que nos desperta, no instante em que me vejo nos teus olhos e o desejo arde de novo em nós... Saudade até, de quando você me deixa de lado por causa do violão (um dia ainda sumo com ele... eu juro! rs). Saudade da canção que brota gostosa da tua boca, do tom dos teus olhos que muda conforme você sorri (cor de mel quando você está sério, mais verdes quando está feliz), do timbre da tua voz me arrepiando, do teu coração no ritmo do meu corpo quando te enxergo por dentro e você me olha tão fundo e me canta o amor. Saudade de tudo que me faz lembrar você, até do blues que nem curto muito, mas que agora escuto só porque de um certo modo te traz pra mais perto de mim. Saudade do mundo inteiro cabendo aqui no meu quarto quando você na minha cama está, me amansa na tua loucura, me enlouquece no teu cheiro, na hora exata em que te caço entre lençóis e me derramo nua em teu suor. Saudade do teu sorriso, aquele que torna tudo mais fácil, num instante de ternura única, que não sei bem o porquê você parece querer esconder (teu sorriso revela o teu lado mais bonito). Saudade até do teu mau-humor quando quero conversar e não deixo você dormir. Saudade até mesmo de você me dizendo que faço tudo errado, e eu retrucar, só para não ficar por baixo, que você não acerta uma. Saudade do vinho, do cheiro, do beijo, do fondue e da pizza. Saudade de ouvir você corrigindo a pronúncia do meu francês que eu nem sabia ser francês (RS), saudade de corrigir os pequenos deslizes do teu português. Saudade de cada detalhe da nossa história, do que fomos e de tudo que ainda podemos ser. Memória do que está por vir. Saudade do que não aconteceu (ainda!). De pegar a estrada pra praia ouvindo Laura Pauzini ( e nem adianta fazer cara feia, você deu idéia, agora agüenta RS ). De pão de queijo no Hotel Fazenda. De fazer amor, na serra, em frente à lareira. Da casinha na montanha, no mato, na cidade ou no campo (com você em qualquer lugar). Do fogão à lenha, do melhor feijão que você já comeu na tua vida (aquele que vou aprender a fazer só pra você). Da nossa cozinha e da varanda. Do jardim, cheiro de mato e lavanda, e o melhor cheiro: o teu!. Do periquito Ludovico e do papagaio Gervásio (RS). Do beija-flor todas as manhãs na nossa janela. De ouvir Beatles com teu filho. De ter você e ele comigo, contar histórias pra ele dormir, brincar de bicho-papão, fazer caretas no espelho, chorar de tanto rir. Deitar na grama e contar estrelas, pular amarelinha, soltar pipa, jogar bola, ralar o joelho, rolar no chão. De ser cúmplice dos teus atos, descobrir o mundo na ternura do teu abraço. Ser o motivo do teu riso, a rotina da tua pele, a promessa dos teus olhos, a proposta da tua boca, a resposta do beijo. Pulsar no teu íntimo... Fazer do teu lugar o meu... Por tudo isso, pelo que eu sinto e que sei você sente também. Por você, por mim, é que te ensaio um poema, arrisco na rima, me perco no verso. Só para te dizer dessa saudade. Pra te falar o quanto você me faz falta, do quanto te quero, pra te mostrar que não é a ausência de afeto o que há, talvez o que sobra dentro de nós morra um pouco no gesto falho, na entrega pela metade, nas palavras repetidas, no silêncio egoísta, do medo de ser nós mesmos, de expor nossos defeitos, e de repente descobrir que em meio a tantas diferenças somos tão iguais...Sinceramente não sei. Só sei que não quero desistir, quero continuar tentando, descobrir o jeito certo do teu jeito se encaixar no meu. Porque estamos apenas começando. Porque não quero deixar que se perca em mim o desejo de permanecer em nós dois. Cris... - Postado por: Cris ® às 21h35 [ ] [ envie esta mensagem ]
Não quero agora pensar nas tuas razões, te fazer entender.meus motivos, meus argumentos podem ser óbvios, mas talvez apenas pra mim. Difícil esperar, mais ainda dar o primeiro passo. Não que eu não acredite que você não vai dar, não que eu duvide que eu não vou saber esperar.Ou quem sabe a espera deva ser tua e o passo deva ser meu? Nem estou bancando a ofendida, querendo te mostrar como posso da forma mais difícil te fazer entender. É que certas coisas simplesmente se embaralham, e fica um misto de vontade e inércia, algo como um desejo que já nem sabe se quer ou o que quer de verdade. É incrível como sempre batemos de frente, eu que achei ter aprendido a contornar... Tenho feito muito isso, no trabalho, com as pessoas que me irritam, com as situações que me tiram do sério, exercito diariamente a minha paciência mais que impaciente, respiro, conto até 1.000, e contorno, e olha que (euzinha, esse ser naturalmente impaciente) tenho conseguido alcançar, até sem maiores esforços, o equilíbrio de algo que em mim nunca existiu ( a paciência em meio a tanta falta dela), mas com você é tão difícil (você que me é verdadeiramente importante). Procuro a calma e só encontro terremoto, você atropela o que sinto e eu ultrapasso teus limites, te peço a paciência que com você já não tenho, e você não me pede mais nada, diz que eu preciso a aprender viver com minhas dúvidas, porque nada é certo e nem sempre tudo se explica. E eu me calo pra tentar me ouvir no teu silêncio porque se eu falo eu te invado, e se eu silencio você não me sente, e se você se arrisca, eu não me entrego, e quando eu me atiro, você se segura.Perco a minha naturalidade, você retoma o seu controle, se fecha de novo em você. E eu tento te alcançar outra vez, tento te encontrar sem me perder, tento ter você sem deixar de ser eu, me procuro nos teus olhos pra não deixar no escuro de novo o seu coração, mergulho no que eu não entendo pra nunca mais voltar a viver na superfície, me afundo, me afogo, mas nunca mais volto pro meu mundinho particular, e se, de repente, faço tudo errado como você diz, é pra tentar não deixar você voltar ao teu, mas daí acabo te invadindo e você me fala coisas que me fazem doer, e eu acabo te ferindo tentando te mostrar os motivos que me trouxeram até aqui, meus medos, minhas angústias, tudo aquilo que você não me pergunta, porque espera o meu tempo, coisas que não compreendo em você porque, na verdade, de uma certa forma, refletem eu mesma, tantas diferenças nossas, e a mesma maneira de querer tudo do nosso jeito, urgência latente de querer tudo pra ontem, de não querer mudar nada por ninguém, mas sei lá, de uma forma ou de outra tenho aprendido a ceder e, estranha e contraditoriamente, com você tenho aprendido a ser menos ansiosa, a olhar mais atentamente pro outro pra não me perder de vista, a te entender mais pra compreender melhor a mim. (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 21h35 [ ] [ envie esta mensagem ]
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