:::Cris... ® :::


.::Preciso

Tanto

Aproveitar

Você ::.


Beijar teus olhos, olhar tua boca....

"Toda vez que te olho crio um romance"

Cris...®


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Um dia o sentimento deixa de ser raso

Deixa  de ser “meio”, metade-partida-vazia

Um dia deixa de ser “casca”, pequeno nas sobras e escasso na entrega...

Deixa de ser vento-desatento-sem jeito-momento vago sem tempo.

Um dia deixa de ser gesto gasto e volta a ser afago- afeto-olhar...

Insinuação da pele, canção de (a)mar

Um dia volta a ser madrugadas de estrelas,

encontro de corpos, bocas, almas e sonhos...

Manhãs de olhares-promessas-intenções...

conversa sem pressa, riso fácil, momento-colo-refúgio...

toque-poro-pele-febre-arrepio,

olhar doce, sorriso de sol,  gosto de céu...

Um dia deixa de ser verbo pra voltar a ser

beijo-desejo-malícia-carícia-delícia-sussurro-magia...,

pra voltar a ser TUDO, pra voltar a ser AMOR...!

 

Dia em que  o AMOR  volta a ser de AMAR... !

 

Um dia...

  

Por agora  a vida segue nos “enquantos”...

Segue seu rumo e todo momento fica meio bobo,

e o mundo gira sem “quandos”

Roda gigante de sentimentos distantes,  

saudades se movendo em círculos, vontade esquisita,

e o tempo passa  sem “instantes”

e a vida inteira ali, na palma das mãos

 Frágil como flor, novamente espera, sua cor...

 

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 16h36
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Palavras (procuro-as, mas já não as espero) . Sentimentos (ainda os tenho, todos aqui, mas tão dentro, tão fundo, mais meus...). Canções (todas elas ainda aqui, mas tão silenciosas agora...). Palavras, sentimentos, canções, mas me faltam as “razões”... Sinto, pulso, grito por dentro, mas é tudo tão fundo, tão interno, sentimentos submersos pulsando silêncios dentro do peito, garganta presa, lábios que se movimentam sem som. Como um filme mudo, voz que não sai, boca presa no beijo guardado, sonho contido numa realidade inventada... Tramas de um drama mil vezes sofrido por não saber ao certo o que te queima, o que te arde, o que te prende e te amarra, o que te engasga e te impede de sentir e “ser” por inteiro você. O mundo gira inteiro dentro de mim, mil voltas dou, e de repente (ou tão lentamente, quem sabe?) me vejo no mesmo lugar (fica sempre aquela sensação que por mais que eu tente, por mais que eu busque não saio de onde comecei). Olho a porta, examino as frestas, vigio fendas e falhas, não vejo flores, não encontro respostas... Terá sido porque desisti delas? Porque bebendo de tantos silêncios as perguntas se perderam no vazio das águas do teu (a)mar? (“mar aberto” de rasas emoções, semiventos de meios sentimentos?). Terá sido pela ausência cada vez mais constante, por aquele “primeiro minuto daquele primeiro instante”  em que já não vejo teu rosto, em que já não sinto teu gosto? Terá sido pelo carinho interrompido no gesto que se deteve em medos, segredos, ilusões?  E teu olhar triste pela distância que escolheste e a solidão que impuseste a ti mesmo? É, por mais que eu procure, não encontro as “razões”. Sei que também sangras, mas talvez não te doa tanto assim, ou talvez ainda não parou pra pensar naquilo que um dia pode não estar aqui ( ou estar ainda, mas tão diferente...). Caminhos não são sem volta e escolhas não são para sempre, mas certos caminhos sim, mas certas escolhas sim... Portas se fecham... O definitivo não existe! O sentimento é tão forte, mas o gesto tão pobre... Não entendo! Nem mais tento... Deixa o vento soprar...!

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 13h06
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_ Como você está?

_ Não estou...

_ Como assim não está?

_ Assim mesmo, não estou

_ Assim como?

_ Sem “comos”, nem “assins”, sem “estar”...

_ Hum... (pausa). Você está triste?

_ Não!

_ Está com algum problema?

_ Não!

_ Me conta algo bom então...

_ Por que quer que eu te conte algo bom?

_ Oras por que? Porque quero saber de você

_ E o que quer saber de mim?

_ Quero saber como você está. Está estranha...

_ Então já sabe como estou

_ Como?

_ É, disse que estou estranha

_ E por que está assim?

_ Assim como? Estranha?

_ É...

_ Será que é por que “chove lá fora e aqui faz tanto frio”?

_ É?

_ Não

_ Então por que é?

_ Será que tudo tem um por que?

_ Não tem?

_ Achava que tinha...

_ E não acha mais?

 

  ( Silêncio...)

 

_ Você ainda não me respondeu...

_ O que?

_ O que o que?

_ O que não te respondi?

_ Porque mudou de idéia

_ Mudei?

_ Ai, ai... hoje ta difícil... Deixa pra lá!

_ Deixo!

 

   (Silêncio...)

 

_ Chove por aí ainda?
_ Sim

_ E faz tanto frio?

_ Não!

 

 (Silêncio...)

 

Continua...

 



- Postado por: Cris ® às 19h39
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(Continuação...)

 

_ Estou preocupado com você!

_ Por que?

_ Porque você continua estranha...

_ Ser ou estar ou continuar estranha... é tão preocupante assim?

_ Muitas vezes é...

_ Não se preocupe!

_ Tarde demais!

_ Estamos assim então: eu: estranha! Você: preocupado! E lá fora continua chovendo...

_ Putz! Pára com isso, e me diz logo o que você tem

_ Aí que está, não tenho nada... nem rosas, nem abismos, nem pétalas, nem espinhos... Nothing!

_ Hum... Então tá! Se prefere não falar, não vou insistir. Como queira!!

_ Não quero nada!

_ Caraca! O que você quer que eu te fale?

_ Nada!

_ Você está querendo me perguntar algo?

_ Não!

_ Milagre! Você tem sempre alguma pergunta (risos)

_ É, tenho sempre... mas ultimamente ando sem me importar com as respostas... Esgotaram-se as perguntas!

_ Essa não é você. Ta doente? (risos)

_ Talvez... mas, já não dói...

_ Sabe de uma coisa?

_ Nada! Não sei de nada!

_ Desisto! To indo!

_ Como quiser!

_ Só queria entender...

_ Eu também já quis um dia...

_ E quando foi?

_ Quando ainda havia perguntas...



- Postado por: Cris ® às 19h35
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