Mais um ano termina, 2007 se despede! Daqui a algumas horas segue seu caminho e não volta nunca mais... Mas, num breve momento seus olhos irão se deparar com o olhar de tudo aquilo que um dia quis ser e que hoje talvez signifique o oposto do que, de fato, se tornou... Mas, já não importa se não traz mais nos olhos os sonhos, os planos, as flores, mudanças e esperanças que tanto imaginou... Já não importa porque já cumpriu seu tempo, e foi exatamente, aquilo que fizeram dele... Errou, acertou, sorriu, chorou... foi ao céu, brincou com as estrelas, não teve asas, não soube sonhar... plantou flores, respirou amores, se embriagou de vida... reteve-se nos espinhos, não se abriu pro vento, não teve tempo, não se permitiu sentir... foi colorido, foi dolorido, foi branco, foi preto, foi cinza e azul... foi inteiro, gigante, pequeno... foi metade, tempestade, sereno... foi leve, foi pleno, verdade, mentira, foi cru... foi sol, foi chuva, rotas marcadas, caminhos inesperados, retas intermináveis, curvas sem fim... E foi assim mesmo, como lhe deixaram ser... foi tudo e foi nada também... Muitos nem sequer o notaram, e foi assim que ele partiu... Ou quase... ainda resta um tantinho dele, um pouquinho dele que ainda resiste até que se feche seu ciclo e o “Novo” possa chegar... E, ainda que se diga que tudo se repetirá outra vez, o fato é que algo acontece e ainda que por um breve instante (ou por um longo, quem sabe?), planos, sonhos, mudanças e esperanças brilham num novo olhar... Quem dera, esse brilho fosse constante e que se renovasse a cada manhã, quem dera que todo o instante fosse aquele não somente de sonhar... Sonhar também, é claro! Não me entendam mal, mas queria mais crença nesses sonhos, mais atitude nas minhas crenças...! Então é isso... pé no chão, coração nas nuvens (nuvens sim, pq. não? Lá, mais pertinho Dele...) e a vida nas mãos... Porque se os sonhos te pulsam a alma, porque se é eles que te dão asas, é chegada a hora de voar...!
Uma prece para 2008... Senhor! Que ao me deparar com meu semelhante De olhar cansado, rosto marcado pelo tempo, Cabeça branca, pele castigada pelo sol, Alma castigada pela vida... Que eu possa mais do que me compadecer, Mais do que lágrimas rolarem Que eu possa, de fato, fazer algo por ele, mas não somente por ele... Que eu possa buscar verdadeiras mudanças Primeiro internas(para que as externas realmente aconteçam) Que eu me afunde mais e mais pra dentro de mim Buscando-me, transformando-me... Para que só assim eu possa emergir mais limpa, e saiba por onde começar... Para que eu possa ir além das intenções e abandonar de vez esse meu discurso vazio de ações...! Amém...!
Que 2008 seja um ano de verdadeiras transformações...!
- Postado por: Cris ® às 18h25 [ ] [ envie esta mensagem ]
E tuas frestas agora para o que resta das minhas dúvidas... Nas tuas fendas, verdades inteiras do que sinto... Nas metades todas tuas, flores sobram de meus meios... E assim, entre enganos e planos, entre emendas e fendas, almas e frestas, arestas... E bem assim, entre caminhos e escolhas, carinhos e folhas, entre saudades e ausências, entre passos e acasos, vontades, carências e afagos, entre mágoas e sonhos, dores e flores... Entre estrelas e pétalas, luas e chuvas, ruas e curvas... Entre paraísos e abismos, dramas e medos, tramas e beijos, desfechos/desejos, rumores/segredos... suores e amores... Nós dois...! E, tudo tão junto, tão simples, completo e complexo, tão sem nexo, tão normal... tudo tão justo, tão rente, tão longe, tão perto... tão confuso, tão pleno...! E, tudo aqui... tão de cara para mim, tão de frente pra você... Como um sonho depois, dentro e além de outro sonho... Como a vida na superfície invisível da dor que não se mostra (apenas lateja)... Como tristezas inexatas e certezas densas (dessas que não se encara...) Como casca tateando feridas, tão rasa, tão escassa... Cicatrizes finas de algo que não se enxerga(sente-se apenas), vozes que se calam em olhares, silêncio caindo feito prece(muda e funda...) calando na pele, despertando fomes e febres... Tudo tão irreal, tão desigualmente igual..., tão estranho e triste, como algo que fere e machuca , dor insistente que ao mesmo tempo cura... LOUCURA? É... como certas loucuras, daquelas sem culpas, entende? Daquelas tão estreitas nas falhas, tão desfeitas das farpas, tão largas de afetos, tão cheias... tão inteiras em suas metades, tão intensas de carinhos, verdades e gestos... Loucura... insana e mansa... imaculada e pura...! Tão doce... como o sal que escorre de tua face no momento que tua saudade morre no meu beijo, e minha vontade cresce na tua... E o momento... Momento de olhares sem pressa, de carinhos tão cúmplices Momento em que todas as promessas se cumprem na pele... Momento em que me dizes que passam dias, passam meses, passam anos e o teu amor continua tão meu... Momento em que te falo, que TE AMO TANTO, que TE AMO AINDA e MAIS... através do tempo, para todo o SEMPRE e ALÉM... Momento do meu corpo sob o teu...!
(Cris...)
"Uma emoção assim só se compara a tudo que nós já passamos juntos..."
- Postado por: Cris ® às 17h36 [ ] [ envie esta mensagem ]
Há dias de espera Há dias de busca Dias de luta Dias de fuga Dias de noites sem lua... Desato em chuvas Espero meu sol Estrelas não vê(e)m...
(Cris)
- Postado por: Cris ® às 13h35 [ ] [ envie esta mensagem ]
E aquele seu “ TE AMO” bem ali... Sussurrado no meu ouvido Escorregando pelo meu pescoço Descendo pelo meu ombro Beijando... ... Meus seios (meu mundo) Arrepiando pela minha pele Escorrendo suavemente pelo meu ventre Brincando no meu umbigo Abrindo caminho... Mexendo comigo Invadindo meus meios (meu tudo...) Penetrando... Preenchendo... Minhas fendas Minhas frestas Minha vida...
(Cris)
E... "... Aonde quer que eu vá levo você no olhar..."
- Postado por: Cris ® às 08h40 [ ] [ envie esta mensagem ]
E agora essa vontade estranha Quase profana De te pegar de jeito Te arrancar do meio desses teus devaneios E te mostrar de verdade Sem rodeios Como é de fato uma saudade (ato urgente, ardente, premente...) É Seu Moço! Porque saudade tem vezes, É química esquisita Reage na pele E os poros todos querem gritar Mas, ela teima Sangra silêncios...
(Cris) - Postado por: Cris ® às 20h41 [ ] [ envie esta mensagem ] Hoje é dia Dia em que estou... Na verdade, nem sei se “estou”... Se estou aqui ou aí Por que será que há dias que nada parece existir, e tudo parece se perder? Nem eu, nem você Nem “sou” ou “estou”... Hoje é dia que leio e releio... a mim, a você... E não encontro nenhum de nós dois... Dia em que me afogo em versos perdidos em rimas sem sentido Sonhos desconexos, sentimentos incontidos... Hoje é dia que me perco em trechos de Caio Dia em que me ensaio, dia em que palavras se tornam prece (silenciosa), algo que você (pre)sente, e nem ao menos entende... não consegue (d)escrever... Mas, eu precisava tanto... Precisava tanto reter o encanto... e te dizer..., mas estranho, as palavras já não me são tão fáceis nesse momento.Estranho nada! Há muito que já não sei o que te dizer (o que poderia te dizer que já não tenha dito?), mas sei lá... ainda assim queria... (quero, preciso...). Hoje eu queria, precisava te falar... tentar ao menos...,e te escrever... para quem sabe te fazer entender, mas entender o que? Escrever o que? Já nem sei mais... Na verdade, as únicas palavras que me ocorrem agora não são minhas, são dele, sempre dele (Caio Fernando de Abreu). É, as palavras não são minhas, mas com certeza, se eu fosse te escrever, te diria: “(...)Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para vc, para mim.
SOL...! É, amanhã tem sol Apesar de todas as ventanias desses nossos dias... Porque tem dia que é assim Doido, doído, louco, varrido, sem razão, todo coração, sem sentido, sentido, sofrido, vivido até o fim... Dia da mais pura contradição, da loucura mais doce... Dia em que deliberadamente não procuro tua saudade na minha pele Propositalmente não te espero, minto que não te quero É, mas tem jeito não, finjo... prendo o coração... escondo a alma, não encontro a calma... me encolho, me despeço, nada peço, não espero tuas respostas, te dou às costas, não insisto, me (des)faço... me (re)viro, nem disfarço... acabo de novo de frente com você... VOCÊ, SEMPRE VOCÊ...! Contraditoriamente me repito em você... (Ah, hoje é dia... Dia em que a noite cresce indecente E, essa vontade escandalosa se perde na tua boca...) (Cris) E, ela esteve o tempo todo ali Pactuou carícias com o vento Tramou sonhos com as flores Confidenciou segredos com a lua Chorou ausências com a chuva Renasceu em amores com o sol Tudo, enquanto ele não vinha De repente o céu se abre em prece Estrelas se dispersam num poema sem tema E o vento sopra mais forte outra vez... E ela partiu, e ele não viu Nem mesmo ela Mal se deu conta que aos poucos partia Mas, o vento não parava de soprar... E sem que ela ao menos quisesse se viu em outro mundo A rota era nova Um novo rumo Um outro tempo... Já não conseguia voltar ao momento Pensamento solto Momento sem volta Como um vício, queria ainda o início Já não conseguia Sem forças, deixou-se levar... O caminho não estava definido Mas o vento continuava a soprar... (Sabe, ele sopra incessantemente...) Voltar? Quem é que sabe? Ela não sabia É, ela não sabia se voltaria A decisão já não era dela... Quando esperas ficam demasiadamente longas E saudades se prolongam sem a resposta da pele Conversas, promessas Propostas, respostas Razões, emoções Ilusões, contradições Caminhos, carinhos Atenções, intenções Momentos, sentimentos... Ficam a mercê do vento... (É, mas ainda tem o amor...!) (Cris) |