:::Cris... ® :::


.::Preciso

Tanto

Aproveitar

Você ::.


Beijar teus olhos, olhar tua boca....

"Toda vez que te olho crio um romance"

Cris...®


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E mais uma vez essa dor que dilacera a alma e faz todo o corpo sentir... Olhos inchados, cabeça rodando, no peito um buraco, no coração só o vazio que restou depois que, de novo e de novo, o amor fraquejou. Se ainda pudesse acreditar nesse amor, amor que não sabe amar não é amor. Amor da boca pra fora, amor que não se incomoda com o que causa no outro. Amor que foge, amor que magoa, amor que fere e nem sequer mostra arrependimento. Amor covarde de um coração frustrado que não tem atitude. Amor que teima no que nunca quis, que desiste do que sempre esperou. Covardia  e só! Covardia que faz da tua vida uma mesmice, que te faz sentir um babaca, que te retira os sonhos, que te faz sentir apenas a falta daquilo que poderia ter sido. O tempo passa e a história se repete, e você continua se sentindo um idiota e eu tentando me convencer que um amor verdadeiro não pode ser assim.... E na acomodação dos teus dias apenas o abismo de alguém que segue tentando se convencer das impossibilidades que você mesmo criou. Segue e procura  não pensar. Não pensa, não sente, enterra tua vontade para não ter que encarar a própria verdade... Segue na superfície das coisas, na rotina dos dias, no vazio de abdicar de si mesmo. Você volta pra aparente calma dessa tua vidinha sem graça, e, olha só, mesmo sem querer pensar, sem querer sentir continua sentindo o mesmo vazio, a mesma frustração de antes... E eu dilacerada, partida, quebrada... mas muito mais inteira que você! Porque assumo o que sou, e, principalmente, o que sinto! Senti, me entreguei, lutei, chorei, choro! Mas, jamais deixei de ser o que sou, sei que errei muitas vezes, disse o que devia e o que não devia também, mas vivi sempre de acordo com a verdade do que sinto. Verdade! Foi tudo que sempre pedi a você. Mas, sei lá, o medo, a covardia, a mentira de uma vida que não é tua modifica as pessoas, será? Mesmo aquelas com a essência mais pura? O moço certinho, que não sabia mentir de repente não consegue falar a verdade? Ou nunca conseguiu? Ou nunca se deu conta da grande farsa em que se transformou? Não sou e nem quero ser a dona da verdade, até porque andei me enganando também, insisti em acreditar num amor que era só meu, em alguém que me dizia impossível não me amar já que sempre me quis, tantas vezes te perguntei se você tinha dúvidas e sempre me respondeu que não, como se fosse normal amar alguém e nada fazer pra viver verdadeiramente esse amor. As mesmas palavras, o mesmo desfecho sem adeus! E espero mesmo que seja assim, a ficha caiu, a ilusão acabou, ainda dói, mas não preciso dizer adeus pra, finalmente,  me convencer do que você sempre me disse... é... sempre me avisou que você não valia a pena. Parabéns! Você me convenceu!  Não consigo mais acreditar nesse amor que você diz sentir... Amor que tem medo de amar? Impossível seguir acreditando num amor que não faz  meu espírito sorrir...

 

 

 



- Postado por: Cris ® às 14h05
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Ser você mesmo sempre implicará conseqüências

Infernos, por vezes, virão, mas será por acreditar na tua verdade

Não ser, é nunca alcançar o céu...

Pros meus abismos nunca hão de faltar asas

Pros teus, só impossibilidades...

Nenhum céu que te traga de volta pra você...

Uma mentira acomodada, nenhuma verdade no que vive

E quando você acorda já se perdeu

Conformar-se com aquilo que você, e só você pode mudar, é como matar todo dia um pouquinho de si mesmo, perder sua essência, e depois de tudo, depois de muito tempo passado é que você se dará conta do nada  que sobrou de você. No espelho já não se reconhecerá e distante de tudo o que já foi um dia e de tudo que tanto desejou sentirá tanta falta daquilo que você poderia ter vivido, da história que desperdiçou... E, mesmo assim se calará e continuará no teu abismo silencioso, nessa vida que não é tua, vivenciando sonhos que não são teus...

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 20h18
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Parada, calada... Ela pensava...

Tentava encontrar um motivo, um único que fosse, que justificasse a distância vazia que se instalou entre eles... Distância nunca havia sido problema, sempre estiveram próximos, a despeito de todas as ausências... Nunca se sentiram tão próximos de alguém, ainda que nem sempre estivessem juntos...

Não era a distância mas o distanciamento que a fazia muda naquele momento, tentando encontrar a “razão” que ecoava em seu pensamento...

O estranho é que o instante que estavam mais distantes era também o que mais se sentiam perto. Separados, distantes, ligados...! Ela se perdia, sem palavras, nesse paradoxo... não conseguia entender, universo paralelo do seu mundo, quanto mais queria fugir mais ele permanecia ali... o sentia tão dentro, sem gestos ou palavras tão distante... e ainda assim, tão presente, tão menino... Aquele mesmo menino que a olhava tão fundo, mesmo tão longe ela podia sentir aquele olhar, era como se ela entrasse nos sonhos dele, como se lesse o silêncio e atravessasse o vazio, para simplesmente, sentir o que ele tão quieto tinha tanto medo de dizer... Era como se enxergasse suas próprias fraquezas nas fragilidades dele... Sentia-se nele e a despeito de todos os desencontros os caminhos permaneciam...

(Cris...)

"Aos caminhos entrego o nosso encontro"

Caio Fernando de Abreu

 



- Postado por: Cris ® às 23h20
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E nessa tentativa de voltarmos pra nós, você se perde mais e eu não encontro o caminho de volta pra mim. Nossa história nos procura... Ronda. Sonda. Encontra a brecha, se espalha em nossas frestas, se instala desesperada no que sentimos, se agarra louca  ao que podemos ser pra depois  se rachar ao meio  toda vez que você desperdiça o momento, toda vez que eu deixo que o instante se desmanche no teu medo. E o sentimento vira vento, movimento preso no gesto falho, no afeto que vira nó... Tanto ainda pra ser vivido, mas como se conta uma história teimosa que termina sem acontecer, que não começa e não chega ao fim? Como se vive algo que se desmancha a cada palavra impensada, a cada silêncio de abismo, a cada fuga de si mesmo? E como se mata  o que é tão vivo no lado de dentro e só poeira no lado de fora? E nessa busca incessantemente inerte, vou ensaiando sonhos de não te lembrar, você vai treinando fantasias de me esquecer...

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 20h27
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E lentamente toda palavra cala

E de repente nenhum silêncio fala

E a vida passa apressada

E o mundo gira sem abraço

E os olhos desviam o encontro

E o coração sangra um sonho

no sopro de um Adeus...

 

(Como se entre eles pudesse existir Adeus)

Cris Luz

 



- Postado por: Cris ® às 22h16
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Somos o que sentimos...

 

É como diz a música: “de tantas mil maneiras que eu posso ser, estou certa que uma delas vai te agradar...”. Mas, quem disse que eu quero te agradar? E quem disse que não? Se nem sempre as coisas são como parecem ser, por vezes são. Exatamente como. Simples assim. Ou não... Quem sou? Posso ser muitas coisas, posso falar tantas outras pra que, de repente, você tenha uma vaga idéia de quem eu seja. E daí? Posso mentir, ocultar, exagerar, divagar, iludir... Mas, como poderia te dizer, de verdade, quem sou em simples palavras? Poderia até tentar, quem sabe criar um conceito sobre mim, sobre quem fui, sobre quem posso ser. Mas, a questão é que não caibo num único verbo, ninguém cabe... Não é uma questão de ser, e aí até poderia dizer que é uma questão de estar, mas o ser humano é bem mais que isso (ser, estar, permanecer, se tornar...). Eu até poderia tentar, com toda sinceridade, me definir. Se eu acreditasse em definições, quem sabe eu tentaria. Não acredito! Não tento! Definir é rotular. E pessoas não cabem em rótulos (algumas até...), conceitos fechados são só pra aquelas pessoas que se apegam a toda forma de convenções. Rotulam-se, se amoldam ao que é dito “normal”, fazem exatamente o que esperam delas, deixam de viver. Acredito no sentimento, no gesto, no afeto, nas pessoas que amo e que jamais quero perder, no coração acelerado cada vez que “aquela” pessoa te olha, e um simples toque daquele alguém faz seu corpo inteiro estremecer, acredito na cumplicidade, na intimidade que somente duas pessoas que realmente esperaram uma pela outra conseguem ter, acredito no carinho imediato e na identificação que surge logo no primeiro momento, na entrega de cara sem dúvida alguma, acredito na força das palavras e no silêncio do olhar que grita vontades dentro da gente, acredito nos instantes bobos ou nos momentos mais sérios, no papo cabeça ou naquela conversa sem nenhuma pretensão em que falamos o que nos vêm a mente sem o medo de parecermos “idiotas”, acredito em todas essas “coisinhas” que de tão tolas não poderiam ser mais sábias, que de tão simples gigantescas se tornam quando nos vemos inteiros no outro, pequenos-enormes momentos que nos fazem querer permanecer pra sempre em alguém. Acredito no que sinto, e só... Porque o que determina quem somos é o que sentimos, as pessoas que nos cercam, e os momentos que passamos com elas. Pessoas, gestos, afetos, momentos nos fazem “SER”. Frustrante quando por medo, por covardia, pressão, obrigação, ou seja lá porque for, até pelo que não entendemos ou pelo que pensamos ser nobre, lutamos contra o que sentimos, deixamos de cultivar momentos, silenciamos saudades, reprimimos vontades, desperdiçamos afetos, abandonamos o gesto, deixamos de ser nós mesmos (nossa essência se perde quando fazemos o contrário do que o nosso coração sente e quer)... Porque não se trata apenas de quem somos, mas do que sentimos, do caminho que escolhemos, onde queremos chegar e, sobretudo, das pessoas que vamos querer que estejam lá, pra dividir nossos melhores e piores momentos. Por isso, não deixe que pessoas que verdadeiramente te são importantes saiam da sua vida, jamais deixe que falte o gesto, o carinho, o abraço, ou simplesmente o olhar, aquela palavrinha que em dado minuto pode mudar tudo. Reconstruir o que se julgava perdido. Não permita nunca que medos, obrigações, imposições, e a falta de atitude te impeça de viver o que você sempre esperou. Pessoas e histórias se perdem o tempo todo. Não se perca de você. Não se perca de quem você sempre desejou. Espere o seu tempo, mas não deixe passar a hora. Não arrisque demais. Dizem que só existe um momento para ser feliz: o agora! Sei que não é simples assim, embora eu relute tanto, sei que algumas coisas só podem acontecer no depois (é preciso que um ciclo se feche completamente pra que outro se abra por inteiro, eu sei! Mas nem sempre é fácil esperar)... Seria o tal tempo certo das coisas? Sem dúvida! O segredo é não deixarmos que o tal momento certo se perca em tantos “depois”. Tomara que saibamos fazer isso... Tomara...!

(Cris Luz)

Um texto antigo que continua dizendo muito de mim...

Nunca havia postado aqui e como ando com tanta saudade de tudo, saudade de escrever, saudade de mim mesma, repito-me então...


 



- Postado por: Cris ® às 20h13
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E “voce me daria a mão”...

E tudo que deixamos de dizer um ao outro, silenciosamente seria ouvido...

Para as “palavras do coração” não é preciso fala, um único gesto basta

Na saudade silenciosa de nós dois é quando melhor nos entendemos...

 

(Cris...)

 

 



- Postado por: Cris ® às 16h13
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Quando  sonhos adormecem não há como despertar estrelas.E de repente tudo fica tão distante... Porque tantas coisas nos escapam, porque fugimos tanto do que somos, porque deixamos passar o instante...Porque cobramos confiança e duvidamos de nós mesmos. Porque buscamos certezas e abandonamos crenças. Porque pedimos desculpas pra poder voltar a dormir. Porque falamos em perdão sem pensar, de fato, na redenção. Porque queremos asas e nos detemos em abismos. Porque buscamos flores e desfiamos espinhos. Porque esperamos chuva mansa e  provocamos tempestades. Porque procuramos sol e cuspimos trovões. Porque pedimos calma e desencadeamos terremotos. Porque fazemos promessas e tecemos impossibilidades. Porque esperamos o toque e contemos a pele. Porque queremos música e compomos silêncios. Porque buscamos leveza e nos tornamos rocha. Porque ensaiamos pétalas e desperdiçamos rosas. Porque abrimos caminhos e impedimos o acesso. Porque almejamos céus e negamos sonhos. Porque queremos presença e cumprimos distâncias. Porque detestamos ausências e impomos solidões. Porque desejamos noites de lua cheia e esvaziamos corações. Porque cobramos afeto e desaprendemos o gesto. Porque queremos que o outro seja o que frequentemente não conseguimos ser.

Cris...

 

 



- Postado por: Cris ® às 10h06
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Amar você naquilo que se perdeu em mim.Estar em você naquilo que nem mesmo você acreditava existir.Subsistir no abismo de nós dois...

Você que não precisa falar.Eu que não me encontro no teu silêncio. Eu que necessito tanto da tua voz. Você que diz que não sei ouvir.Você que demonstra afeto no toque. Eu que me antecipo a tuas mãos.Você que gosta tanto do meu cabelo.Eu que não vivo sem teu sorriso.Você que repara nas pintas das minhas costas. Eu que percebo cada detalhe do teu olhar.Eu que amo você de boné.Você que me adora de botas.Você que é tão sério.Eu que me divirto com tua cara de mal.Você que não é fácil. Eu que posso ser bem difícil.Você que é tão compenetrado. Eu que sou tão distraída.Você que me diz ter mudado. Eu que te falo: continuo a mesma.Você que está mais leve e não quer mais as coisas pesadas de antes. Eu que flutuo no céu dos teus olhos. Você que se faz de durão. Eu que só me dobro com gentilezas. Você que procura a conexão de uma saudade. Eu que só quero me desconectar da loucura de qualquer  explicação. Você que enlouquece no meu cheiro. Eu que te tenho  inteiro na minha pele. Você que me procura e recua. Eu que te recebo e não tenho medo. Você que tem medo que a história se repita. Eu que me entrego à memória do que ainda não aconteceu. Você que já não sabe o que quer. Eu que sei exatamente o que não quero. Você que tinha tantos planos. Eu que só queria o momento. Você que não sabe dos meus erros. Eu que não conheço teus enganos. Você que queria casar. Eu que já te pertencia. Você que agora precisa de tempo. Eu que hoje  já não quero esperar.  Eu que não soube me entregar. Você que se arrisca em me perder. Você que finge que não liga. Eu que não te digo do meu ciúme. Você que me ama e não quer. Eu que te amo e me afasto. Seguimos os dois... Desencontrados! Nesse amor sem concessões...

(Cris...)

 

 



- Postado por: Cris ® às 22h00
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Estranho é não saber te dizer dessa saudade, daquilo que mais me faz falta em você. Esquisito é ter que te deixar partir pra poder voltar  a me sentir. Insano é consentir que você me perca, te perder mil vezes pra quem sabe me encontrar nesse labirinto de nós dois...

 

Loucura foi permitir que nos déssemos às costas por pura impaciência de desvendarmos os caminhos...

(Cris...)

 

$ei que não entendo nem metade do que já sentiu por mim.

Por absoluta ausência de comunicação.

Sei que não entende nem metade do que sinto por você.

Por absoluta ausência de paciência.

Eu preciso ouvir, você não precisa falar,  

nos amamos desinformados.
Maldita chuva que começou (...)

A sobriedade das sobras. (...)

A chuva sempre está vestida para velório.

A chuva lava bagunçando.

Deixa tudo mais sujo.

Muito mais verdadeiro.

Pretendia dizer que
A solidão é cheia de boas intenções
.

(Fabrício Carpinejar)



- Postado por: Cris ® às 22h56
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Procura mais de si mesma pra não se perder do pouco que restou . Pra não endurecer. Pra não admitir que tudo foi engano. Pra  não desacreditar. Pra não deixar morrer dentro dela o que sempre lhe foi verdadeiro. Pra aceitar suas limitações. Pra reconhecer que não é tão nobre assim, que, por vezes,  abandona suas flores e é só tempestades (procura seu sol, só encontra trovões...  )Pra parar de querer ser senhora da situação. Pra entender que o coração erra também e que os sentimentos traem (certezas se dissolvem na covardia daqueles que não sabem olhar mais fundo). Pra não insistir em perguntas. Pra não buscar desculpas. Pra encarar as respostas não dadas (suadas-não ditas-sentidas). Sangrar constatações, isso dói. Abandonar suas crenças, dói ainda mais ... Não há como se encontrar quando se perdem convicções.As horas andam e as fendas são tantas...  Atenções desperdiçadas, história interrompida, já não há mais como voltar. Frestas apenas, nenhuma porta aberta, segredo algum pra guardar ... Sobram falhas, restam medos, e o tempo vai tecendo vazios, e só...

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 15h43
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To com saudade do teu cheiro na minha pele. Saudade de arder na tua febre quando tua boca me põe louca, teu suor invade meus poros, tua língua explora meu corpo e teus lábios me fazem amor...  Saudade da tua voz sussurrando no meu ouvido, me pedindo pra dizer que eu sou tua, arrancando minha roupa, me arrepiando inteira quando me puxa para a tua fome, me deixando nua no momento em que queimo no teu beijo,  me afogo no teu fogo, mergulho no teu gosto, arranho tuas costas,  e sussurro que sou tua... (completa e  irremediavelmente tua...!)  Saudade de dormirmos agarradinhos, acordar no teu toque, na música que nos desperta, no instante em que me vejo nos teus olhos e o desejo arde de novo em nós... Saudade até, de quando você me deixa de lado por causa do violão (um dia ainda sumo com ele... eu juro! rs). Saudade da canção que brota gostosa da tua boca, do tom dos teus olhos que muda conforme você sorri (cor de mel quando você está sério, mais verdes quando está feliz), do timbre da tua voz me arrepiando,  do teu coração no ritmo do meu corpo quando te enxergo por dentro e você me olha tão fundo e me canta o amor. Saudade de tudo que me faz lembrar você, até do blues que nem curto muito, mas que agora escuto só porque de um certo modo te traz pra mais perto de mim. Saudade do mundo inteiro cabendo aqui no meu quarto quando você na minha cama está, me amansa na tua loucura, me enlouquece no teu cheiro, na hora exata em que te caço entre lençóis e me derramo nua em teu suor. Saudade do teu sorriso, aquele que torna tudo mais fácil, num instante de ternura única, que não sei bem o porquê você parece querer esconder (teu sorriso revela o teu lado mais bonito). Saudade até do teu mau-humor quando quero conversar e não deixo você dormir. Saudade até mesmo de você me dizendo que faço tudo errado, e eu retrucar, só para não ficar por baixo, que você não acerta uma. Saudade do vinho, do cheiro, do beijo, do fondue e da pizza. Saudade de ouvir você corrigindo a pronúncia do meu francês que eu nem sabia ser francês (RS), saudade de corrigir os pequenos deslizes do teu português. Saudade de cada detalhe da nossa história, do que fomos e de tudo que ainda podemos ser. Memória do que está por vir. Saudade do que não aconteceu (ainda!). De pegar a estrada pra praia ouvindo Laura Pauzini ( e nem adianta fazer cara feia, você deu idéia, agora agüenta RS ). De pão de queijo no Hotel Fazenda. De fazer amor, na serra,  em frente à lareira. Da casinha na montanha, no mato, na cidade ou no campo (com você em qualquer lugar). Do fogão à lenha, do melhor feijão que você já comeu na tua vida (aquele que vou aprender a fazer só pra você). Da nossa cozinha e da varanda. Do jardim,  cheiro de mato e lavanda, e o melhor cheiro: o teu!. Do periquito Ludovico e do papagaio Gervásio (RS). Do beija-flor todas as manhãs na nossa janela. De ouvir Beatles com teu filho. De ter você e ele comigo, contar histórias pra ele dormir, brincar de bicho-papão, fazer caretas no espelho, chorar de tanto rir. Deitar na grama e  contar estrelas, pular amarelinha, soltar pipa, jogar bola, ralar o joelho, rolar no chão. De ser cúmplice dos teus atos, descobrir o mundo na ternura do teu abraço. Ser  o motivo do teu riso, a rotina da tua pele, a promessa dos teus olhos, a proposta da tua boca, a resposta do beijo. Pulsar no teu íntimo... Fazer do teu lugar o meu... Por tudo isso, pelo que eu sinto e que sei você sente também. Por você, por mim, é que te ensaio um poema, arrisco na rima, me perco no verso. Só para te dizer dessa saudade. Pra te falar o quanto você me faz falta, do quanto te quero, pra te mostrar que não é a ausência de afeto o que há, talvez o que sobra dentro de nós morra um pouco no gesto falho, na entrega pela metade, nas palavras repetidas, no silêncio egoísta, do medo de ser nós mesmos, de expor nossos defeitos, e de repente descobrir que em meio a tantas diferenças somos tão iguais...Sinceramente não sei. Só sei que não quero desistir, quero continuar tentando, descobrir o jeito certo do teu jeito se encaixar no meu. Porque estamos apenas começando. Porque não quero deixar que se perca em mim o desejo de permanecer em nós dois.

Cris...



- Postado por: Cris ® às 21h35
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Não quero agora pensar nas tuas razões, te fazer entender.meus motivos, meus argumentos podem ser óbvios, mas talvez apenas pra mim. Difícil esperar, mais ainda dar o primeiro passo. Não que eu não acredite que você não vai dar, não que eu duvide que eu não vou saber esperar.Ou quem sabe a espera deva ser tua e o passo deva ser meu? Nem estou bancando a ofendida, querendo te mostrar como posso da forma mais difícil te fazer entender. É que certas coisas simplesmente se embaralham, e fica um misto de vontade e inércia, algo como  um desejo que já nem sabe se quer ou o que quer de verdade. É incrível como sempre batemos de frente, eu que achei ter aprendido a contornar... Tenho feito muito isso, no trabalho, com as pessoas que me irritam, com as situações que me tiram do sério, exercito diariamente a minha paciência mais que impaciente, respiro, conto até 1.000, e contorno, e olha que (euzinha, esse ser naturalmente impaciente) tenho conseguido alcançar, até sem maiores esforços,  o equilíbrio de algo que em mim nunca existiu  ( a paciência em meio a tanta falta dela), mas com você é tão difícil (você que me é verdadeiramente importante). Procuro a calma e só encontro terremoto, você atropela o que sinto e eu ultrapasso teus limites, te peço a paciência que com você já não tenho, e você não me pede mais nada, diz que eu preciso a aprender viver com minhas dúvidas, porque nada é certo e nem sempre tudo se explica. E eu me calo pra tentar me ouvir  no teu silêncio porque se eu falo eu te invado, e se eu silencio você não me sente, e se você se arrisca, eu não me entrego, e quando eu me atiro, você se segura.Perco a minha naturalidade, você retoma o seu controle, se fecha de novo em você. E eu tento te alcançar outra vez, tento te encontrar sem me perder, tento ter você sem deixar de ser eu, me procuro nos teus olhos pra não deixar no escuro de novo o seu coração, mergulho no que eu não entendo pra nunca mais voltar a viver na superfície, me afundo, me afogo, mas nunca mais volto pro meu mundinho particular, e se, de repente, faço tudo errado como você diz, é pra tentar não deixar você voltar ao teu, mas daí acabo te invadindo e você me fala  coisas que me fazem doer, e eu acabo te ferindo tentando te mostrar os motivos que me trouxeram até aqui, meus medos, minhas angústias, tudo aquilo que você não me pergunta, porque espera o meu tempo, coisas que não compreendo em você porque, na verdade, de uma certa forma, refletem eu mesma, tantas diferenças nossas, e a mesma maneira de querer tudo do nosso jeito, urgência latente de querer tudo pra ontem, de não querer mudar nada por ninguém, mas sei lá, de uma forma ou de outra tenho aprendido a ceder e, estranha e contraditoriamente, com você tenho aprendido a ser menos ansiosa, a olhar mais atentamente pro outro pra não me perder de vista, a te entender mais pra compreender melhor a mim.

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 21h35
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Eram duas esperas que não tinham como dar errado...Ele sempre a quis, desde o primeiro momento que a viu. Ela nunca mais deixou de ser dele, desde aquele primeiro instante em que descobriu que era ele tudo o que sempre esperou, mesmo sem saber...

Ele não... sabia que seria ela, ela sempre fora a sua espera... Ela nem imaginava, mas teve a certeza no momento em que ele a olhou e o que ela viu foi a si mesma, ela vivia inteira naquele olhar...Ela se via nele e poderia tê-lo amado pra sempre... E, ao contrário do que ele pensava, ela não queria que ele mudasse, só queria que ele fosse ele mesmo, sem medo... Mas, esse medo conseguiu ser maior... E ele?  Covarde-frustrado, provavelmente vai amá-la assim: naquele pra sempre que, contrariando a canção, nunca acaba... É que não se terminam coisas que não se exaurem... Essa é a sina daqueles que não se permitem ir ao fundo do que sentem: permanecem sem ficar, amam sem viver, de fato, o amor (covardia tem seu preço). E ela seguirá sem arrependimentos. E ele até conseguirá seguir por algum tempo, mas seguindo e voltando acabará vivendo daquilo que, estranhamente, não se permitiu viver... viverá da lembrança dela, perdido no precipício de si próprio  continuará amando-a em silêncio. Aquele silêncio de abismo... Aquele que desperdiça afetos, que destrói sonhos, que não dá atenção  ao vento... Porque como alguém já disse um dia: “não basta amar, é preciso cuidar do amor, há que se dar muita atenção ao vento...” E é assim que nesse amor medroso, descuidado, desatento de si mesmo, que de repente o vento sopra mais forte, corações escapam... E o mundo gira tão rápido que já não cabe mais naquele abraço. E é assim que duas esperas se perdem sem ao menos terem dado errado...

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 14h53
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E de repente vem essa coisa esquisita

Nostalgia, saudade, vontade de voltar no tempo

Tempestade muda no peito

Um silêncio que já não entendo

Uma desculpa que já não encontro

Movimento distraído do vento

E o outono chega

E os dias passam...

 E tudo parece estranho

Como uma história que se perde sem que termine

Como um sonho que não chega ao fim

Como se verdades partissem

E eu, desavisada, ficasse

Como se o sol, subitamente, chorasse

E eu, distraída, esperasse flores

Como se a chuva, insistente, inundasse

E eu, sonhadora,

Colhesse estrelas..

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 21h28
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E eu escrevo... Mais uma vez... Nem sei por que ainda insisto,  tanta coisa já foi dita, mas quanto mais se fala parece que menos se pode ouvir... Quem sabe, agora, só mesmo o silêncio possa ser entendido... Talvez seja mais fácil nada falar, não pensar em certas coisas, ou pelo menos fingir que não pensa, fingir que não sente, fingir que está tudo bem e se apegar àquele discurso covarde: “eu tentei, fiz de tudo, mas não consegui”... Talvez pudesse mesmo ser fácil desse jeito. É... Talvez...  Isso se quando você encostasse a cabeça no travesseiro não viesse aquela sensação desesperadora de estar perdendo o melhor de você, de estar cada vez mais longe da sua essência. Isso se quando fosse só você com você mesmo não se sentisse completamente perdido, esmagado por teus medos, numa vida sem sentido... Talvez pudesse ser possível se não “sobrasse tanta falta” dentro do seu peito, se não faltasse tanta verdade nos teus dias. Se não sobrasse tanta falta de atitude. (Algo de mentira nunca vai admitir história... E onde está a verdade daquilo que você vive agora? Nunca houve... e o que era insuportável, estranhamente se mantém...). Até quando se pode agüentar o que já não se suporta? Até quando  obrigações podem ser maiores que sentimentos?  Até quando se resisti ao que te arrebenta o peito? Até quando o limite do insuportável se sustenta? Quanto tempo mais para que você, de fato, ouça? Quanto tempo ainda pra que você realmente escute?  O que grita teu silêncio e o que nossas palavras agora calam!( a canção mostra e você não vê, o coração pede e você não entende...). Até quando vai deixar de viver a verdade do que sente? Até quando vai conseguir mentir pra si mesmo, se perdendo de você? A frustração terá que te arrastar feito um furacão até que não sobre mais nada? Só a falta de você mesmo?  Quantos sinais mais você precisa pra que entenda que só quando nos vemos inteiros no outro, que só quando o olho no olho acontece sem medo, que só quando falamos sem meias verdades, que só quando o coração dispara e o corpo todo espera é que sempre fará  valer a pena. Destino que se cumpre na pele, desejo onde o acaso não existe e dúvida nenhuma há. Só a certeza daquilo que você sempre esperou e sabia que assim seria no exato momento que acontecesse. A cumplicidade imediata de uma intimidade que só quem sente o outro por inteiro consegue entender. Algo que transcende distâncias, motivos e mágoas. Algo como prece de anjo, como sopro de um sonho bom, como tua verdade mais inteira. Coisas do fundo mais fundo da tua alma, e que nada de fora(coisas que só com os olhos se vê) pode mudar. É uma crença maior daquilo que pulsou dentro da gente naquele instante em que tudo passou a fazer sentido pra nós (aquele primeiro instante em que você me olhou e eu me vi ali completamente tua, inteiramente dentro de você)  O arrepio antes mesmo do toque, a febre, o beijo... invadindo, pulsando...!  E cada desejo se encaixou, e todo o resto não importou, e cada promessa se cumpriu (mesmo antes que nada disséssemos). Sem pressa! Quando nenhuma dúvida existiu, e o mundo todo parou, sem erros ou enganos! Momento perfeito,  instante que permanece... e grita dentro da gente,  mesmo com todo esse silêncio...!

(Cris...)

“Se liga, busque felicidade,

pra existir história tem que existir verdade”

 



- Postado por: Cris ® às 20h27
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Quis te falar de tudo isso que cresceu dentro da gente, deixando saudade dentro do peito e uma vontade louca de fazer parar o tempo no momento exato do teu gosto na minha boca, da tua febre na minha pele. Naquele instante em que você transpirava meus poros e meu corpo respirava teus pêlos. Tudo era afago e desejo, urgência e ardência, loucura que trazia paz. Mas por um motivo que não entendo, e que agora já nem tento, você não quis ouvir... E tudo foi perdendo o sentido. Gestos, promessas, afetos,  carinhos e atenções... Tudo foi  ficando para trás. E tanta coisa foi acontecendo em nossas vidas sem que de fato você se deixasse acontecer de verdade em mim. Sei que há muito mais a ser contado e encarado, mas o medo como sempre é maior, e tudo foi se acumulando... É...”tanta coisa foi acumulando em nossas vidas e eu fui sentido falta de um vão pra me esconder, aos poucos fui ficando  mesmo sem saída, perder o vazio é empobrecer. Não vou querer ser a dona da verdade, também tenho saudade, mas já são quatro e tal...” É isso, ainda tenho saudade sim, mas parece tão tarde agora... e já nem sei mais se o que falo ainda faz algum sentido (pra você, antes ainda pra mim). A verdade (se é que existe alguma) é que to empobrecendo desse sentimento, ando me perdendo do que nunca fui... Nunca fui tão inteira nas sobras, tão completa nas frestas. Nunca havia me dado assim. Nunca fui perfeita, mas com você me entreguei sem pudores, fui você na parte mais bonita de mim... Fui puta, fui santa, sacana, inocente, indecente e pura. Fui tudo e além do que podíamos ser (do que você nos permitiu ser). Fui sincera do início ao fim (um fim que nunca houve de um início que nunca existiu...)

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 23h06
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Uma tentativa de um novo blog...

Embora, eu esteja numa daquelas fases

em que tudo em mim pede silêncio...

Fase de poucas palavras...

Tentarei estar aqui e lá...

http://precisoaproveitarvoce.blogspot.com/

 

 



- Postado por: Cris ® às 17h16
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Queria qualquer coisa agora (qualquer coisa que nem precisava ser boa, nada daquela coisa bonita que tanto desejei), podia ser qualquer coisa sem jeito, sem tempo ou razão, uma coisa estranha, uma coisa esquisita. Sem cor, sem cheiro, sem pele, sem nome, sem forma, não importa. Qualquer coisa mesmo! Desde que não me fizesse sentir assim (garganta travada, no peito um buraco). Qualquer coisa que não me fizesse desejar que tudo que tanto esperei  jamais tivesse acontecido(nos meus olhos já não encontro você). Não me sinto frágil, o frágil vem antes da quebra, e eu não tive tempo, quebrei antes, inteira.  Pedaços! Foi tudo que restou depois que descobri que de tudo que era perfeito em você, nada poderia se mostrar mais perfeito que essa tua covardia. "Covardia é palavra feia. Receio de encarar a vida" (Caio sempre fala por mim). E casa perfeitamente com todas essas coisas mornas e instantes sem sentido que você anda vivendo (de novo! Depois de tudo!). E você me pede perdão! Eu poderia perdoar qualquer coisa. A falta de amor eu perdoaria, ninguém é obrigado a amar ninguém. Não se perdoa o que não se sente. Apenas é. Eu entenderia. Mas, perdoar um amor que diz sempre ter me esperado, um amor que me quis desde o primeiro momento,  e que não luta por mim? Me diz, como faço isso?

(Cris...)

"Te vejo errando e isso não é pecado,

exceto quando faz outra pessoa sangrar"

(Pitty)



- Postado por: Cris ® às 16h26
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É porque eu ainda insisto em te dizer certas coisas. Insisto em te enxergar por dentro, antecipar teus passos, antever seus medos... E tolamente ainda espero que você mesmo consiga ir além... Além do planejado, além do combinado e do ensaiado, além da reta traçada, da rota marcada,  além de fórmulas prontas,  além do “burburinho” e convenções, sou muito mais pelas intenções... Segundas, terceiras, quartas... Todas! Boas? Más? Quaisquer que forem. Desde que sejam inteiras, sem medo, sem pressão, nada por obrigação. Intenções... Minhas! Tuas! Verdadeiramente nossas! Assumidas! Sem ensaios ou disfarces! Autênticas. Simplesmente como são, não como convém! E tudo que vejo é você retrocedendo, e ainda tento, juro que tento não julgar... Mas, olha que ta difícil, difícil não sentir aquela coisinha “feia” aqui dentro, aquela raiva que surge quando penso em tudo que já falamos, de tudo que já ouvi de você. Em tudo que já vivemos. Pior que sei que foi verdadeiro, pena que se quebrou antes que você de fato pudesse entender... Se bem que não acredito na quebra daquilo que nunca foi inteiro, e hoje, só consigo te ver assim: pela metade, seguindo e voltando,  incompleto e perdido! Sei lá, talvez tudo daquilo que você sempre reclamou, seja mesmo o que serve pra você... Talvez as coisas intensas é que te assustem tanto, as mornas são mais fáceis de lidar... E você me diz que se desespera quando perde o controle das coisas, e tenta se apegar no discurso covarde de que certas coisas simplesmente não podem ser, não adianta insistir... porque choveu, porque o “mundo” inteiro “ligou”, porque o cachorro latiu, porque o vento soprou,  porque você adoeceu... (o corpo sempre adoece quando a alma tem medo).  Pra você tudo é porque não tinha que ser, você procura as falhas e só vê as coisas externas. Sem se olhar, você não enxerga o que realmente importa: o que você sente no mais dentro de você! Se nada acontece por acaso, não foi por acaso que não tivemos dúvida! Mas, isso você não vê ou não quer. Já nem sei... Tudo sinalizando a nossa história, e você preferindo acreditar no que não é bom... prefere o presságio ruim aos sinais que nos fizeram chegar até aqui... Tudo em nome de uma falsa paz, de um cara todo certinho, que erra o tempo todo com ele mesmo, que mantém o “controle” e deixa passar o que sempre quis. Olha, que se for pra ser assim, prefiro o descontrole (completo!) do que viver uma mentira qualquer de uma vida contida, vazia de momentos que façam seu coração bater mais forte e seu corpo inteiro estremecer! Porque se for pra amar que seja até o último instante. Que seja sem fôlego. Há de se abrir o peito e deixar, de um só golpe, a coisa acontecer! É... mas, se ainda insisto e te falo, é porque ainda acredito, ou pelo menos tento... tento acreditar que um dia você vai entender que para se conhecer e amar alguém de verdade nem uma vida inteira basta se você não estiver atento ao que te passa por dentro. Porque o tempo, meu caro, e foi você mesmo que me disse, e eu, é claro,  não esqueci, “o tempo é convenção dos homens”, e o homem, ah, esse aí, pro meu gosto,  anda cheio de convenções demais... É como eu disse, prefiro as intenções, a intenção verdadeira que brota daquele momento, único! Em que os olhos falam à alma, os corpos se (con)fundem e um único instante faz nossa vida inteira valer a pena! Porque sou exagerada? Provavelmente... mas, quer saber? Prefiro assim...  

E, se o sentimento é mesmo assim tão forte como você diz não consigo pensar em outra forma de viver isso que não EXAGERADAMENTE!



- Postado por: Cris ® às 16h01
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É preciso buscar asas onde, de repente, só vemos abismos. Procuro, desesperadamente, o céu que hoje não vejo nos teus olhos. Resisto a deixar de acreditar nas flores dessa primavera que chega perdida em ventos, de um cinza que se nega a partir. Oscilo entre o que queria esquecer e a verdade me faz sempre querer lembrar. Luto para não descrer de tudo, para não duvidar do que me foi autêntico desde o primeiro momento. Hoje, todas essas coisas já não me são tão claras, são mais como aquelas que nunca foram, como tantas outras que nunca serão. Tolice tentar entender a fraqueza humana. Explicar o que não tem justificativa. Se é verdade que “decepção não mata, ensina a viver” sigo tentando aprender, embora a lição me pareça, agora, incompreensível...

(Cris...)

 

Podia esperar de qualquer um essa fuga, esse fechamento.

Mas não de você, se sempre foram de ternura nossos encontros

 e mesmo nossos desencontros não pesavam, e se lúcidos nos

 reconhecíamos precários, carentes, incompletos.

Meras tentativas, nós. Mas doces.

Por que então assim tão de repente e duro, por quê?
( Caio Fernando Abreu)

 



- Postado por: Cris ® às 17h05
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DAS COISAS QUE CONTINUO SEM SABER DIZER

 

Eu sempre me perco nas palavras quando tento te falar dessas sensações todas que me despertas cada vez que com um simples olhar você me arrepia inteira e me tens toda antes mesmo que me toques. E quando, finalmente, me puxas para tua saudade, já sou completa e irremediavelmente tua. E quando teus dedos desenham meu rosto e tua língua vagarosamente contorna meus lábios e deliciosamente mergulha na minha boca, cada palavra minha flutua no seu céu do teu beijo... me transformo! Já não sou eu, nem rima nem verso. Uni-verso!  Meu universo em você!

 

(Em você encontro sempre a parte mais bonita de mim...)

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 11h21
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DAS COISAS QUE NÃO SEI DIZER

 

Porque quando você não me diz nada é quando mais te escuto

Porque quando não te falo nada é quando você mais me entende

Há momentos (e não são poucos) que só o teu silêncio fala dentro de mim. Do que agora sinto nenhuma palavra é capaz de contar. É na quietude da tua pele que  todas as minhas palavras respiram e silenciosamente gritam no pulsar do teu corpo colado ao meu. Pêlo a pêlo, poro a poro, transpiro você. Em momentos assim, somos céu aberto em pétalas sussurrando estrelas, e até os anjos fazem amor. Não há certo, nem errado, todo pecado é puro. Tudo é santo e bendito, é início sem o fim. Sou toda instinto e todos os teus sentidos são meus. E eu aqui com essa tola mania de querer traduzir em palavras o que só o corpo conhece e o coração consegue entender. Você toma meu corpo e traz minha alma pra dentro da tua. O que eu posso te dizer? Como digo disso  que eu sinto cada vez que você beija minha boca, me põe louca, e tua língua(vagarosamente) cumpre a rotina da minha pele? E quando penso que já não há mais nada neste corpo que arde e queima sob teus dentes que você já não conheça e explore deliciosamente, você reinventa minhas formas, determina minhas vontades num desejo que conheço tão bem, e que no entanto, me surpreende a cada instante... Como te falar de todas essas sensações  que me despertas?  Dessas coisas tantas que enlouquece e amansa? Do que desassossega e acalma? Como te falo da entrega desvairada e do coração em revoada em dia de céu azul? Como conto da loucura mansa das tuas mãos ao despir minhas roupas revelando meu corpo até minha alma ficar nua? E, o que dizer dessa ternura tão tua? Do modo como depois do amor louco que a gente faz, você me abraça, me traz para teu peito, e me puxa inteira para a tua paz? E doce, e lento...  tece flores sobre meus lábios, afaga meus cabelos até que eu adormeça nos teus sonhos e amanheça no teu beijo... E como descrevo o momento que desperto, acordo nos teus olhos, e você me aperta de novo tão gostoso no teu corpo, me ama no teu silêncio mais intenso, e sem palavras me toma no teu desejo mais puro...?

 

Há sons(os nossos) que só o silêncio compõe...

 

(Cris...)

“O meu amor tem um jeito manso que é só seu

E que me deixa louca quando me beija a boca

A minha pele toda fica arrepiada

E me beija com calma e fundo

Até minh'alma se sentir beijada”

(Chico Buarque)

 



- Postado por: Cris ® às 11h33
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Dizer eu te amo agora, tão cedo, seria leviano. Eu sei! Estamos apenas começando... Mas, não dizê-lo me parece tão errado-estranho-precipitado-demorado(seja lá o que for) quanto.  Porque já amo cada gesto teu. Porque quando me senti completamente fora desse mundo, perdida  de mim mesma, sem rumo e sem caminho, sem nenhuma vontade de chegar, quem dera permanecer, você apareceu e me trouxe pros teus braços, de imediato me fez perceber que era ali o único lugar que eu sempre quis estar. Porque você veio com tanta calma, sem pressas ou urgências, e no entanto, tudo foi acontecendo tão depressa, tão intenso... ( tão rápido você na minha cama, tão doce você na minha entrega). Porque me afundei no teu corpo e foi como se eu sempre estivesse estado ali...  E, agora, me vejo assim, meio boba, sem saber se é hora, sem saber como, sei saber se devo te dizer... Te dizer desse sentimento que cresce dentro de mim, mas que por ora, não quero(nem sei se sei) definir... Tentar explicar isso, nesse momento, seria como indagar se tudo vai dar certo, duvidar do que sempre esteve predestinado a acontecer... e quando penso nisso, a única coisa que me vem à mente é você me dizendo que já deu...  Porque quando duas esperas se encontram não tem como dar errado...

 

(Cris...)

 

“E eu  só queria que fosse bom, foi incrível”

(Marla de Queiroz)

 

 



- Postado por: Cris ® às 20h56
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Bolhas, meninas e nuvens...

 

 

Ei, psiu! Olha aqui! Vem cá! Desfaça essa cara amarrada e me encontra lá. Lá onde? Ora onde! Ali, lá, bem aqui... pertinho! Naquela nuvem! Qual? A branquinha? Ah, não! A outra, ao lado. Aquela! Aquela cor-de-rosa que guarda um segredo lilás e uma verdade toda azul. Aquela que de dia brinca com o sol e de noite vira estrela?  Isso! Essa mesmo! Já esteve lá? Estive! Mas, já  não sei como voltar... Esqueci como se chega até ela... É fácil, vem cá que eu te ensino, é só dobrar a esquina e seguir em frente toda vida pelo céu dos teus sonhos. Ou, querendo, você pode simplesmente fechar os olhos, ou ainda, pegar carona com a primeira bolha de sabão que passar. Dizem que ela as assopra o tempo todo. Ela quem? A menina! Aquela? É... aquela! Mas, quem dizem? Eles, oras! Eles quem? Os anjos que moram naquela nuvem. Dizem o que mesmo? Que aquela menina não se cansa de soprar bolinhas de sabão na esperança que você não perca a próxima que passar, e veja, e volte, e venha... Eu nunca quis... O quê? Perdê-la... Então, vem que ela continua lá esperando por você! Mas, você tem que ser ágil porque elas(as bolinhas de sabão!) duram o momento exato de um sorriso e podem vir acompanhadas da realização de um pedido,  e há quem diga que estão sempre ao alcance das mãos, porém, há de se saber enxergá-las, e tocá-las, e retê-las, e deixar-se levar! E quanto tempo dura um sorriso?  Ah, isso depende de quem o recebe. De como é sentido. Para alguns pode durar a eternidade de um instante, para outros a brevidade de tudo que poderia ser eterno e não foi... (nem perceberam). Hum... e, quando vêm acompanhadas?  Do pedido que se realiza? É! Quando você sorri sem pretensões...

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 21h14
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Injusto seria se eu te falasse de certezas apenas, e te cobrasse verdades que não me pertencem. O silêncio é o limite daquilo que nem toda sinceridade pode alcançar. Pode ser ponte ou abismo. Porque,  por vezes, até o que nos é mais autêntico se confunde nas palavras que calamos por puro medo de perder. Como se pudéssemos perder o que nunca chegamos a ter . Há muito mais falta nesse dias em que não te escrevo. Nessas horas em que não te falo é quando mais me apercebo dessa ausência. A maior falta que sinto é daquilo que não nos aconteceu. Nosso pecado maior foi aquele que não cometemos. Queria poder te falar dessa saudade, mas é difícil falar de algo que grita silêncios dentro da gente. A boca se cala pra não sangrar palavras sem volta  de um querer egoísta que não consegue mais ser completo no silêncio ou nas palavras... Queria poder encontrar um sentido nessa ausência que nos cerca. Nessa falta de nós mesmos. Um significado nas palavras que não ousamos pronunciar. Queria agora, na nudez do teu olhar, te mostrar o que meus lábios silenciam, e o que meu corpo calado teima em gritar. Queria, sem palavras, poder te fazer entender o que eu nunca entendi... Queria poder te ouvir no meu silêncio. Ir embora de mim pra poder permanecer em você.

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 18h40
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"(...) E quando um rapaz e uma moça dessas se encontram,

 seja por um momento ou por horas, tanto faz,

mas por algum motivo, não importa,

 eles não querem se separar..."

(Caio Fernando de Abreu)

 

Por que ela se apaixonou por ele? Perguntava-se sempre. Bem, ele era bonito. Não! Mais que isso. Era lindo! E tinha o sorriso mais claro que um dia ela já tivesse visto. Poderia ter sido pela beleza aberta, displicente e leve que ele tinha, ou pelo riso fácil, ou pelo jeito gostoso de menino que corre pro mar e se encharca de sonhos, gargalha por nada, e faz do nada o seu tudo, se lambuza do mundo! É... poderia ter sido por todas essas coisas, e talvez tenha mesmo! Mas, havia ainda aquele olhar... E o jeito como ele a olhou naquele primeiro instante... Ele a trouxe inteira pra dentro daquele olhar... Olhar doce de mistério e magia. De um desejo confesso. Sem disfarces! Ela não nega, se entrega! Mas, não era só isso, havia algo mais... Um misto de pecado e ternura, mansidão e loucura. E não foi, (ela jura!) pelo modo como ele a puxou pela cintura, a trouxe para o seu cheiro e sussurrou ao seu ouvido palavras úmidas de amor. Jura também, que não foi pelos corpos colados, e as mãos dele deslizando pela fendas da sua alma e vestido, e o calor da pele-poro-pêlo-arrepio. Ou porque se apagaram todos os medos e estrelas se incendiaram num céu aberto de possibilidades (infindáveis e todas). Ou pelas borboletas no estômago,  sinos tocando no momento do beijo, o frio na barriga, o coração disparado, as mãos suadas e as pernas bambas,  todos esses clichês e tantos outros que não me ocorrem agora...,  todas essas obviedades próprias de um instante como esse, em que a gente fecha os olhos bem forte e pede baixinho pra que não acabe nunca mais. Mas, ainda assim, talvez não tenha sido por tudo isso (não só...). Não só pela forma como ele a amou  naquela noite ( louco e manso, safado e santo...).  Não só pela noite maravilhosa e por todas as outras que se seguiram (puro poema). Mas, pela manhã seguinte em que ele a envolveu nos seus braços, e o mundo coube todo ali dentro da  ternura daquele abraço. Por isso, por tudo e por mais! Por todas as manhãs em que ele sorrindo lhe traz o sol de presente e a olha demorado e fundo, como “naquele primeiro segundo daquele primeiro instante”, e ela ainda se vê lá, no fundo daquele olhar...

 

(Cris...) 

 



- Postado por: Cris ® às 22h43
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Das ingenuidades sinceras

 

 

Os olhos dela só sabiam o dele... E era doce sempre! O via puro, inteiro! Porque ela o enxergava por dentro. Tão fundo... Porque se desprendia dos olhos incrédulos do mundo, que só vão até onde a retina pode alcançar. Os dela não, iam além, eram dele...! Porque ela o olhava feito menina. Porque se desfazia de olhares rasos (a superfície, pura e simples, não cabia no seu olhar). Porque, em horas como essa, deixava de lado o olhar corrompido de adulto, e alcançava a essência... O via com inocência. (Os olhos dela, criança, nos dele...). Porque não julgava, queria cuidar! Porque sempre, e a despeito de tudo, conseguia  ver suas flores, e se preciso fosse, (re)moveria seus espinhos, curaria suas dores, e delicadamente, beijaria seus medos, beberia dos seus segredos, e mostraria que ela o entenderia mais do que ele pudesse pensar. Porque o culpava tão pouco. E o queria tão perto. E o amava tão mais...!

 

(Porque meninas vão sempre ser meninas, e

nunca vão deixar de acreditar, ainda que

a mulher, vez por outra, insista em dizer o contrário...)

 

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 23h48
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E de novo esse silêncio... Silêncio que não contenho e que não fujo. Quero! Silêncio que espero e que procuro. Busco!Silêncio! Presságio doce caindo em meus lábios. Prece! Dos Deuses! Manhãs de girassóis e céu... Canções de estrelas e mar... Desejos! Borboletas pousando em sonhos. Saudades se encontrando. Na pele. No instante do cheiro. No momento do corpo. E uma história (de amor!) de novo acontecendo. E o destino (o nosso!) se cumprindo...( No silêncio de nós dois!)

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 12h32
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Não consigo conter esse silêncio que cresce vez em quando dentro do meu peito.  Silêncio que arrepia e não explica. Fica! Silêncio de lua-promessa.  Não há pressa! Silêncio de sonho que não decifro. De multidão que se cala. Silêncio que cai estrela, permanece chuva e segura o sol na palma da mão. Silêncio de tempo adormecido. Silêncio que não defino. Sinto! Silêncio de espera talvez. De encontro quem sabe. Não sei! Não sei o que é. Sei o que não. Não é silêncio de abismo. Não é triste, não é denso, não pesa, ao contrário, acalma...! Leva e eleva! Me toma inteira, e me mostra o silêncio mais puro. O silêncio dos anjos...!

 

(Silêncio de anjos dançando no céu dos teus olhos

quando teus lábios mergulham nos meus,

e nossos silêncios se encontram....)

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 20h00
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Das coisas que sempre serão

 

 

Não eram palavras. Não era o que foi dito. Era o que se calou (ficou por dizer...). Não era silêncio. Era o que o vento contou. Não era som. Era o sussurro do mar. Não era sério. Era sincero. Brincadeira séria de amar. Não era caso. Era raro. Carinho de nuvens. Destino sem acasos. Não era o que não se via. Eram os olhos que se procuravam o tempo todo. Não era o olhar que por vezes fugia. Era o que no peito crescia. Não era a fome. Era o que nela nunca morria. Não era arrepio. Era vontade da pele. Não era febre. Era o que neles ardia. Não era o que tentavam resistir. Era o que aceitavam sentir. Não era a espera. Era o que sabiam existir. Não era a falha. Era a falta. Não era ausência. Era encontro. Não eram  frestas. Eram pétalas. Não era história. Era memória do corpo. Não era manso. Era pecado de anjos. Não era fúria. Era afago de chuva. Não era música. Era um despertar doce. Um adormecer em nuvens. O silêncio das palavras na melodia do vento. Não era apenas desejo. Era o beijo crescendo no corpo. O volume do gosto. A vertigem do cheiro. Proposta de sol. Resposta de sonhos. Promessa de céu. Prece de estrelas. Não era o que aconteceu. Era o que neles nunca morreu. O que permanece nele. O que fica nela. Existe em um, vive no outro... O mesmo pulsar, a mesma loucura, a mesma vontade, a mesma saudade,  nenhum adeus.!

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 18h58
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QUANDO NOS PERDEMOS DE NÓS MESMOS

E depois de tanto tempo, você me vem, me chega e me fala, me conta de você. Me conta das tuas dores, que já nem sei bem ao certo se são essas mesmas ou tantas outras, mas que por certo te doem tanto quanto. Fico muda, te ouço sem saber o que dizer. Mas, ainda que eu soubesse, naquela hora, você não iria me ouvir. Você falava, jorrava palavras de uma vez , como se nelas conseguisse se expulsar, expelir toda dor. E, depois de dias, aqui estou! Tentando te falar o que na hora não soube dizer, não que eu saiba agora, ainda não sei! Mas, te escrevo, sem saber ao certo se as palavras são para você ou para mim... Sabe, você me vem à mente, e a todo instante te ouço de novo. Te vejo me dizendo novamente que já não conseguiria me olhar nos olhos. Você se diz perdido e eu não me acho. Porque quando você some de si mesmo, eu me ausento de nós dois. Porque quanto mais tento te reter mais me escapo. Porque quanto menos as lágrimas são possíveis mais te sinto doer irreversível dentro de mim. Porque te sinto num labirinto e o início já não é fácil, como naquela carta de Caio em que ele diz: “Procuro o fio, há só a meada” e se pergunta onde será que tudo começa.  E, me pergunto, e te pergunto: onde será que tudo se perdeu? Mais uma vez o fio nos escapa, e tudo que há é esse pulsar das coisas, da vida que não pára, e algo vai se desprendendo da gente, como se deixássemos de existir. Como se a parte mais bonita tivesse toda ficado para trás. E, eu fico aqui tentando encontrar as palavras certas, maneiras possíveis de te falar e de te mostrar que o caminho continua lá, e é sempre possível que você se receba de volta...  Procuro o jeito não encontro a forma. Queria agora te falar de paz, força e fé. Te entregar sonhos, milagres e flores. Te (re)compor em versos, poesias e rimas. Mas, se tudo posso porque acredito, nada seria suficiente porque você agora não. Porque o que te sobra agora é só a falta de si mesmo. O fio da tua crença se solta a todo momento, no meio daquilo que pensa estar perdido em você... Ainda assim, te falo, mesmo sem saber como. Te falo daquele sonho bom, da paz daquelas manhãs em que éramos tão simples, em que tudo acontecia tão fácil, sem planos ou encontros marcados. Tua força era minha fé. E o dia fluía perfeito, e a tarde se abria em flores, e a noite caia feito um milagre. Tua boca era um céu de estrelas em meus lábios, e a madrugada surgia feito um poema, poesia estampada na pele. Versos e rimas silenciosas de nós dois... Tudo era descomplicado e perfeito porque não procurávamos entender, sentíamos apenas. Talvez isso esteja te faltando agora: te sentir por inteiro, encarar teus medos e verdades de frente, com todas as implicações e dores que isso possa te trazer, redescobrir o milagre que é você. Porque todos, sem exceção, somos milagres de Deus, o que acontece, é que por vezes nos culpamos tanto, questionamos muito, indagamos demais, nos perdemos de nós mesmos... Tem uma frase de Clarice Lispector que diz assim:“Tenho que não indagar do mistério para não trair o milagre”. Acho que é isso... Sei que talvez você não esteja me ouvindo, talvez não agora... Mas, sei também que as respostas você já as têm. Falei tanto... quando o que eu mais queria era apenas te desejar uma coisa bem bonita... Te desejo, então, meu sol, que algo lindo te encontre, te apercebas e te sintas, te tome pela mão, te ofereça flores(as tuas) e te traga de volta para a tua fé... E peço!  Peço que nem todos os nossos abismos me impeçam que eu te deseje sempre o lado mais bonito de você...! E que eu sei, continua aí...

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 19h36
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Silêncios se rompem, mas palavras não alcançam. Nem silêncios, nem palavras, já não dizem nada (não abraçam). Ele não se permite o olhar dela. Ela já não procura o dele... Ele fala sem ouvir. Ela talvez já não esteja ali. Não quando já não se importa em entender. Não quando já não insiste em perguntas. Não quando já não lhe interessa as respostas. É um estar sem permanecer. Um ir embora sem partir. Saudade sem a falta. Promessa sem a pele. Vontade sem a espera. Amar sem pertencer. Personagens sem história. Memória do que não aconteceu. Carinho sem afago. Caminho sem atalho. Mágoa sem  lágrima. Erro sem escolha. Acerto sem razão. Perdão que não redime. Febre que não arde. Fogo que não queima, e que no entanto teima... Não apaga. Não incendeia. Não some, nem consome. Mas, continua ali... Não morre. Não vive. Permanece sem ficar... Resiste sem porquês! Como certos finais que não terminam. Como certos amores que se perdem e não acabam.  Como certos sonhos que não morrem. Adormecem! Pra não dizerem Adeus!



- Postado por: Cris ® às 18h04
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SILÊNCIOS DE UMA TEMPESTADE

Um dia frio, um céu perdido em cinza(s). Fora: o vento! Incessante, cortando! Dentro: um algo que não defino! E que, no entanto, corta igual! Talvez um vazio, talvez uma espera que já não espera, talvez uma tristeza que já não consegue chorar, talvez uma dor que já nem sabe como sangrar. Há uma lágrima querendo acontecer, mas não encontra um jeito ( peito segura a chuva, coração contém a explosão!). Ponto-de- fuga-cego, a mesma música ainda, os mesmos erros também! Mas, tudo parece meio bobo agora. Quando o céu desaba silencioso não há como questionar  tempestades. Não questiono nada então, deixo de procurar “teus sinais”, não me confundo mais. Deixo tudo como está. Fica tudo certo na aparente quietude de teus medos. Tudo previsto e ensaiado. Talvez se contente assim! Não eu! Não me satisfaço com essa coisa morna. Amor que desperdiça afetos, segredos impedindo o gesto, adiando o olhar. Dor pra mim tem que sangrar! Amor só serve se arder!. Porque amor por vezes dói, e têm horas que dói muito, aí não tem jeito, há de se deixar sangrar... Dói pela gente, muito mais pelo outro. Não dá pra simplesmente calar... Por isso, hoje eu saio!A porta permanece aberta, contudo não vou entrar (é saindo que estou...). A distância é a mesma, sempre foi e eu “estive o tempo todo aqui”, e  não vou dizer que “só você não viu”, porque sei que viu, notou e quis, maaaaas... É... Tem sempre um mas. Estou farta de mas! Não quero mas.  É o mais que quero! Não menos, não mas, MAIS! Complexo? Não! Simples assim! É chegada a hora de esvaziar-me além do vazio(esvaziar-me além de mim mesma), deixar de lado o que me tornei pra voltar a ser o que sempre fui. Preciso me sentir de novo, sangrar minhas dores, doer inteira até o fim. Preciso partir, enfim... Não de você! De mim! (Porque já não sangro e o sentimento é estranho...). Abandono-me então! Não abandono o sonho, tampouco você! Deixo-me perder nesse instante, pra quem sabe um dia me encontrar inteira de novo ! Sigo! Não sei bem por onde, ainda não diviso o caminho, pode ser que eu volte(só não sei quando, nem como,  nem se...)! Por agora apenas vou. E juro. Sem olhar pra trás! “ Por hoje não”! Ao menos hoje não vou olhar pra trás...

 

(Cris...)

 

“Quem sabe isso passe

  Sendo eu tão inconstante...

 Quem sabe eu volte cedo ou

 Não volte mais...”

(Ana Carolina)

 



- Postado por: Cris ® às 19h25
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Um silêncio outro

História alguma pra contar...

 

 

 

 

 

Ando calada. Tanto ainda por contar, mas nada sai. Um grito mudo na garganta, tempestade silenciosa dentro do peito... Palavras somem numa ausência... Leio um conto de Caio Fernando de Abreu (incrível, e pra você vai parecer repetitivo, que seja! Mas, no meu mais profundo silêncio é sempre ele que procuro, é sempre nele que me escuto...). Repito-me então! Sempre, sempre e sempre! E leio, e leio, e leio... e quanto mais o leio mais me sinto... Cada frase, cada palavra me toma de forma avassaladora. Alguns de seus textos poderiam não me dizer nada, mas sempre dizem... Algo sempre me toca (e toca fundo...) Por vezes, prendo-me mais nos trechos que no todo, e não raro, o simples título fala inteiro para mim. Como esse: “Uma história de borboletas”, e o trecho: “Tudo é natural, basta não teres medos excessivos, trata-se apenas de preservar o azul das tuas asas”... E eu aqui, tentando arrancar algo desse teu silêncio covarde (excesso dos teus medos...), tentando encontrar asas onde o azul já se perdeu há muito tempo. E querendo! Querendo muito ter uma história pra contar. Queria uma história agora ( a nossa...), uma história de borboletas, mesmo que já não houvesse borboleta alguma ( mas há, só não sei ao certo em qual momento ela abandonou sua própria história...). Há ainda tanto por dizer, tudo por acontecer, e uma história que não termina, e que, no entanto, já não sei contar... É que existem coisas que palavras não contam (o silêncio já foi mais preciso, não hoje!). Quando o olhar cala e borboletas não vê(e)m, o amor não encontra a fala, desaprende o gesto. Alturas não bastam e não há asas pro azul. Quando o gesto falta, sobram silêncios... E já não são os mesmos! São apenas silêncios, e só...

 

(Tantos silêncios já não contam nossa história)

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 19h31
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O verão de um outono cinza

 

Foi de repente, sabe esses acasos que de tão anunciados acontecem assim quando menos se espera? Pois é, foi assim... Depois de todas as buscas, depois de todas as primaveras, outonos e invernos, nessa ordem? Eu poderia dizer que “não necessariamente”, mas isso seria óbvio demais. Sem problemas, sou óbvia também... Mas, a verdade é que não sei, nada sei da tal “ordem” das coisas, confesso que me atrapalho toda com seqüências e formas de. Nunca começo pelo início e não raras vezes me perco no meio de um fim... Mas, eu estou fugindo do assunto. Falava da espera. Não! Falava da falta dela... da busca incessante, que abruptamente cessa (sem que ao menos se perceba) no meio de um nada e atravessa folhas, flores, cinzas e ventos...  e pode ser nessa ordem mesmo.  Se você quiser. Ou não... É, mas tem o verão, ainda não falei dele. É que ele tinha o momento exato de acontecer. E aconteceu... Aconteceu exatamente naquela hora boba em que ela distraída não esperava mais nada, ou algo assim muito parecido com um nada, sabe?... Um nada de saudade, um nada de medo. Um nada de verdade ou de afetos, de segredos ou apegos. Um nada de mágoas ou de espinhos. Um nada de flores ou dores, sonhos ou abismos. Um nada que ferisse, um nada que fechasse, um nada que esperasse, um nada que sangrasse, um nada que mentisse ou cantasse, partisse ou calasse, um nada que rodasse ou escapasse, um nada que mexesse ou encantasse, um nada de silêncio ou arrepio, um nada de mistério,um nada de sério, um nada de graça,  um nada de errado, um nada sentido, um nada perdoado... um nada de sol, um nada de frio... Um nada de nada no meio de um tudo que lhe sorriu num de repente mais que esperado... E  bem ali,  no centro de um nada, no dentro mais fundo de uma “tarde lenta”, nos ombros de um outono morno, no in-verso de um inverno tolo,  numa primavera-brisa-promessa

Foi que ela aconteceu de novo nos lábios dele...

 

(Numa tarde de outono de um verão mais-que-perfeito...!)

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 13h28
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Ando perdida... Novidade nenhuma, os que me conhecem sabem que vivo perdida. É fato! Sou mesmo assim. Para falar a verdade acho que já nasci perdida, sem rumo. Acho que já nasci questionando tudo, sempre fui a menina dos “por quês”. Sempre tentando encontrar respostas, mesmo quando já havia desistido das perguntas, mesmo quando ainda nem havia perguntas... Tantas vezes antecipo-me em respostas, para as quais ainda nem existem perguntas, me derramo antes da chuva... Antevejo a estrada, e quase sempre sei onde ela vai dar, e não raras vezes, me perco no meio daquilo que eu já sabia, mas não queria. E, quando me (pres)sinto assim, recuo! Repito-me! Talvez eu saiba exatamente o que fazer para mudar isso, só não sei se quero. Entre o “saber” e o “fazer” há muita coisa no meio, muito a ser reconhecido e descartado. Acho mesmo que a grande verdade é que não quero me libertar de velhas amarras, ainda que o nó esteja tão frouxo... Tenho dificuldade em descartar. Simplesmente não consigo, e mesmo sabendo o que fazer, não faço! Isso deve ser um vício, só pode! Viver perdida, seguir pelos mesmos caminhos, se machucar nos mesmos espinhos, tentar conter abismos que não criei, justificar erros que não são meus (não que eu não os tenha, tenho muitos e pago o preço pelo processo de repetição em que me encontro). Me pego sentindo saudades do que nunca existiu, tentando mudar o que poderia ter sido. Me vejo tentando ler um silêncio que já não diz nada, esperando um gesto onde agora nem mesmo as palavras existem...  Me decepciono e não aprendo, fico ainda tentando entender os porquês. E de tantos “porquês”, constato e me perco, pra não ter que admitir que tudo não passou de um engano...

(Cris...)

 

“Não vai ser em vão
  Que
fiz tantos planos de me enganar
  Como fiz enganos de me encontrar
  Como fiz estradas de me perder ...”

 (Chico Buarque e Tom Jobim)



- Postado por: Cris ® às 00h13
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Aquele vazio de um nada

Aquele desejo quase sem máscara

Aquele arrepio por dentro

Aquele quase de um instante que insiste

Aquela quase-saudade que fica

Quando o balanço impreciso das horas

No movimento indeciso dos dias

No encaixe quase perfeito do tempo

Quase permite o momento voltar

Hora em que ela quase sente falta

daquela quase-história de amar...

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 09h54
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Tenho vivido dias em que um “não”, esse advérbio que de tão pequeno poderia muito bem passar despercebido, e que no entanto, grandiosamente presente,  não fala, grita! Tem estado, constante e insistente, antecedendo meus verbos, pontuando meus dias. O estranho é que o que seria para “negar”, determina meus desejos (ou a falta deles, já nem sei mais...), questiona o que penso e a todo momento me interroga... NÃO quero? NÃO espero? NÃO sou? NÃO estou? NÃO sei? NÃO tenho ou NÃO entendo? Certezas? Verdades? Tristezas? Dúvidas? Mentiras? Ilusões?

Certezas me escapam a toda hora... Será por que, em realidade, são meras ilusões, nítidas fantasias do que se espera que se diga? Verdades que se atropelam, mentiras que se transformam para mascarar a dúvida, enganar a dor, emprestar amor onde o carinho não chega e o gesto se perde?

NÃO, NÃO, NÃO... Definitivamente NÃO!

Não sou feita de certezas, não acredito em verdades plenas, mentiras ingênuas ou tristezas extremas... Não acredito em dores que não sangram, ilusões que de tão tolas: calo! Contudo, vez em quando, tudo me toca e me machuca... Ainda assim, nesse eterno paradoxo de mim mesma,  creio! Continuo e busco...! Pois, tudo que tenho é isso: essa busca constante, e como um dia escreveu Clarice (de forma tão plena):

“(...)Eu não digo que eu tenha muito, mas tenho ainda a procura intensa e uma esperança violenta. Não esta sua voz baixa e doce. E eu não choro, se for preciso um dia eu grito (...)”

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 20h37
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Quero estar...

...Não só na tua mente, quero não só te fazer pensar, um momento imaginar... Quero mais, eu sempre quero mais! Quero todos os teus pensamentos, cada momento teu.Quero estar na tua mente, no teu corpo, em tudo que sentes. Quero ser teu fogo, tua fonte e teu afago, te dar de comer, inundar a tua sede... Quero respirar na tua pele, pulsar no teu íntimo.  Quero o que há de mais inconfessável nos teus sonhos, o que há de mais secreto nos teus desejos, o que há de mais sacana na tua boca...  Dos teus pecados o que há de mais santo, o  mais profano das tuas virtudes... Quero ser a insensatez da tua lógica. Da tua loucura: a lucidez! Da tua timidez: a audácia! Da tua calma: a pressa! Do teu normal: o insano! Quero ser o teu contraste, tua verdade e teu disfarce, teu passo e teu impasse, teu porto e tua fuga, o teu sol e tua lua, teu dia e tua chuva, teus caminhos e teus desvios... tua reta, tua rota, tuas ruas e tuas curvas...

Quero estar no que há de mais fundo do teu corpo, no que há de mais dentro de você...

Quero todos os teus sentidos, cada gemido teu... Quero teus plurais, te quero inteiro,irregular... escravo-no comando, altivo-submisso, de joelhos, me dobrando, me domando, TODO MEU!

 

(De mim quero apenas o que permanece de você...

Meu corpo eternamente marcado por tuas mãos...

Teu cheiro para sempre em mim...!)

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 21h07
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“Derrubo meus olhos no chão sem medo no coração,

Porque sei que, às vezes, a noite cai de luto, mas o dia

Amanhece quando eu peço...”

(Donzela Guerreira)

 

Estou (re)mexendo minhas dores, encarando-as de frente,(re)ajustando o foco, desfazendo os nós...  indo ao chão, entregando-me à noite escura, sentindo cada nuance do meu cinza, indo ao fundo mais escuro dos meus medos pra poder (re)descobrir, enfim, a clareza dos meus dias, a beleza do meu mundo... Sangrar abundante velhas mágoas até o fim, para só assim poder (re)escrever a minha história, buscar a vida...!

Refazer a trajetória,  (re)inventar a canção, (re)desenhar o coração, e  pulsar de novo: inteira... intensa...! No meu vermelho mais vivo...!

E dançar...

...rubra em teus braços !

 

Porém...

 

É noite ainda, mas tem nada não

Uma hora eu peço:

“Amanhece meu sol...!

Dança comigo?”

 

(Cris...)

 

 



- Postado por: Cris ® às 19h10
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Faz tanto tempo que não te escrevo, há muito, teus silêncios me roubaram  as palavras... ( e elas eram todas para você... tímidas-implícitas-explícitas-safadas...!Tuas sempre!). Hoje já perderam totalmente o sentido ( agora que a falta se espalha e a ausência se faz acostumar). Contudo, não minto (não fujo do que sinto), penso ainda vez em quando em você (mais vezes do que quando...). Mas, já não sofro pelo que não entendo... Falta agora, só sinto daquilo que não foi dito. Saudade hoje, somente do que ficou subentendido e nem mesmo sei se você se deu conta... Do que poderia ter sido “perfeito não fosse antes quebrado...”,  não fosse antes  partido-perdido, jogado no precipício dos teus medos (esquisito isso, para quem diz nunca ter amado alguém assim (assim como? Fala pra mim... mas, fala agora, já! Antes que tudo se desfaça de vez, antes que vire nada,  poeira, “só mais uma canção na madrugada”) coisa estranha amor que não ama e tem tanto medo de perder)

Medo de perder...

Foi aí, exatamente aí,  no medo de me perder que você se perdia, e não percebia (ou não queria perceber) os indícios de um fim que atropelava o início, que de  tão doce assusta...!

 Mas, o carinho ainda existe e os caminhos são tantos: todos!

No entanto...

Tolos desperdícios vão se repetindo...

Há céus, há asas, paraísos e rosas... e  você preferindo abismos...

Calo-me...!

(Cris...)   

"Então a suspeita bruta: não suportamos aquilo ou aqueles

que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós (...)

Não, não suportamos essa doçura(...)

Doeria mais tarde, quem sabe, de maneira insensata

e ilusória como doem as perdas para sempre perdidas,

e portanto irremediáveis,

transformadas em memórias iguais pequenos paraísos-perdidos.

Que talvez, pensava agora, nem tivessem sido tão paradisíacos assim (...)”

(Caio Fernando de Abreu)



- Postado por: Cris ® às 19h50
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Ele era lindo... E tinha um sorriso...

Ah! Aquele sorriso!

Era sol!

O mais lindo que ela já viu...

Sorriso largo num rosto de menino

Lábios perfeitos numa voz máscula

 de homem que sabe o quer

(e como conseguir...)

Largo, cheio, pleno!

Preenchia, envolvia...

Chegava antes de tudo,

 Antecipava qualquer festa

Justificava qualquer espera

 

E...

Despertava...

Sonhos?

Também...

Olhares e sonhos

Suores e sonhos

Flores e sonhos

Fomes e sonhos

Desejos e sonhos

Sonhos e beijos...

 

E falando em sonhos, e falando em beijos...

Ela descobriria, mais tarde, que morava  nos sonhos dele

E descobriria, finalmente, que melhor que aquele sorriso

Só mesmo o beijo...

Porque se o sorriso era sol, flores em pleno inverno

O beijo antecipava todas as primaveras,

 ultrapassava qualquer sonho

Tinha  cheiro  azul e  colorido de estrelas

Era céu sem esperas!

(E o céu nunca tinha sido tão doce...)

E o resto?

O sonho antes do beijo, o beijo além do sonho?

O resto foi (é) tudo...

O mundo inteiro cabendo num único gesto...

Silêncio de pele, movimento de corpos,

Roçar de pêlos, pétalas, poros e pernas

Um (a)mar em chamas

Líquido-gemido-lambido-gostoso que queima

Sussurros-arrepios-lençóis...

E os sonhos se cumprindo( molhados...!)

em segredo...Desejo, saliva e suor...!

 

(Cris...)

 

"(...).O cheiro do teu corpo persiste no meu durante dias... 
Guardo, preservo, cheiro o cheiro do teu cheiro grudado no meu.
E basta fechar os olhos pra naufragar outra vez e cada vez mais fundo na tua boca(...)”

-Caio Fernando de Abreu- 



- Postado por: Cris ® às 19h11
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Dos teus segredos conte-me somente o necessário, ou melhor, não me conte nada, são teus!

Do teu íntimo quero apenas a parte que me cabe: tua pele, teu cheiro, teus poros, teu corpo, teu suor... a febre que te queima por dentro quando antecipo teus medos e te deito rente aos meus sonhos e te aninho em meus seios e te sinto menino no meu amor...!

Nesse instante te alcanço a essência e te vejo tão nítido... tua sede me é tão clara e sei tanto da tua fome e sei tudo de você...

No teu silêncio te leio inteiro e dele quero apenas o que as palavras não alcançam quando me (ante)vejo (nua...!) tão dentro de você

Quando atravesso teu mundo e pontuo teu desejo... no fundo dos teus olhos danço...( tua...!) em cadências de estrelas, que escapam do teu olhar  e vão (vou) morar no céu do teu beijo...

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 17h45
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Em noites de tempestades

(momentos de sentimentos- metades)

(de amor partido ao meio)

Alimento-me do vento

Pensamento solto

Vejo teu rosto

Teus lábios pousam de novo

 nos meus sonhos

Sinto teu gosto

E, tudo então se transforma...

A tormenta se desmancha

Sou chuva mansa

Roubo...

...” flores do teu cheiro”

Me derramo...

...em pétalas sobre teu corpo

Te amo...

 ... em nuvens...

Te sopro estrelas...! 

 

(Cris...) 

 



- Postado por: Cris ® às 20h22
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Ando em plena confusão...

Há dias que nada sinto, pés no chão, simplesmente sigo ( se bem que isso tem sido tão raro, meus pés já não cabem nesse “curto espaço de (não) amar”, querem voar... mas eu não quero! Porque sou assim mesmo, pura contradição, enquanto os sentimentos me re(viram) por dentro, eu só queria nada sentir... seguir apenas, mas não, ando mais naqueles outros dias(todos...!) em que sou toda sentimento,  inteira  coração...

A verdade é que ultimamente ando sentindo muita saudade...

Saudade daquelas que te arranca da terra pela raiz e te joga inteira na tempestade.Você fica ali bem no meio do furacão, no centro da ventania...Tudo te toca, e te (re)vira do avesso (um carrossel de emoções, um céu de sensações... rodando, girando...). Silêncios em movimento, palavras roubadas pelo vento, alma que fala tão dentro, sussurros perdidos no tempo...

Tudo passa diante de meus olhos, tão rápido, confuso... sem rumo... Meu mundo (girando, pulsando...) dentro disso tudo. Me busco, me sondo, me procuro, não me encontro... Então corro (em vão), e choro, e chovo, e vento, e volto... Não penso! Pulso, sangro, não fujo, amo! Mas, é sempre tudo tão estranho, e de vez em quando dói tanto que me agarro a qualquer detalhe, a qualquer coisa que me faça acreditar em tudo outra vez (acreditar nessa saudade “outra”, saudade estranha, desatenta, desajeitada, desajustada, sei lá! Saudade-Silêncio-Esquisita, não grita...! Não alcança.. mas existe tal qual como a minha...). Me agarro a isso, nem procuro (des)culpas, simplesmente, tão pura e ingenuamente me agarro a  uma vontade, a uma verdade qualquer (até porque não sei se existem verdades que não se contestem...) Li certa vez (André Gonçalves, o cara escreve muito) e transcrevo: “(...)Verdade? O que é a verdade, senão uma mentira repetida e repetida e repetida até que se formem cristais de meias-certezas?(...)" Então, talvez seja isso, ou não... o que importa?

A verdade é que sinto saudade e que não consigo apenas seguir... Queria terra firme, queria poder fincar meus “pezinhos” no chão, cravá-los na terra com todas as minhas forças, eu bem que tento(queria a calmaria), mas quanto mais tento mais me sinto flutuando, me vejo  “pequenininha”, rodando, girando..., e meu coração ainda lá, cada vez mais lá, no centro do furacão... Talvez seja o próprio...

(Porque  em dias como esse: dessa saudade maior, dias em que nem verdades, nem mentiras existem... apenas SAUDADE! já não sei ao certo se é meu coração que se joga ao vento ou se é ele  a própria ventania...)

 

(Cris...)

 

 



- Postado por: Cris ® às 21h34
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Vem cá, chega mais perto

Encosta tua alma no meu peito

Descansa teus medos no meu colo

Deixa-me  sussurrar ao teu ouvido qualquer verdade

Ou talvez quem sabe, qualquer mentira doce, qualquer coisa...

Algo que nos dê sentido e que nos faça acreditar que tudo ainda tem jeito

Que o sonho ainda existe (resiste...)

E que a despeito de ausências, segredos, (des)crenças...

A essência prevaleça e que o amor não seja desfeito

Ao contrário, cresça!

Pra  que no teu medo de me perder, você não me perca de fato

 Pra que  eu possa continuar “a ver flores em você”

Sempre...!

 

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 17h51
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E então? Por que essa cara de quem nada entende,

esse jeito de menino indefeso,

 esse olhar de quem nada quer enquanto vai

me desnudando com os olhos e me devorando por dentro?

 E esse sorriso safado me deixando sem fôlego?

E essa barba por fazer procurando meu rosto,

 buscando meu gosto, me querendo em você?!!!

 Arrepio que desce tecendo-teso-roçando-gostoso-pescoço-

fome-febre-pele-pêlo-poro-adoro... esse teu cheiro macio...!

 Então pensa, então vem e me prensa! Deixa de espera!

 Então vem! Que te espero também!

Então vem! Que  te quero bem mais!

 Vem e me faz teu des(a)tino!

 Vem que eu imagino...

Tuas mãos comendo da minha fome,

(re)inventando meu gosto, explorando meu corpo,

(pres)sentindo meu gozo, querendo que eu peça...

Sei que tem pressa (também tenho)  

Sei que já não se agüenta (também  já não agüento)...

Sei que a saudade arrebenta o peito,

e o coração pulsa inteiro na boca,

 e o corpo todo fica pronto pro beijo...

Sei que tua vontade cresce inteira na minha sede

 e nossos corpos ardem em urgências...

 Eu sei, você sabe, sabemos....

 mas mesmo assim a demora...  

Nossa história suspensa,

a tua hora se perde na minha...

Você me aguarda e espera meu passo

E eu te querendo agora, espero teus braços,

 te (a)guardo em mim...

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 21h12
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Um dia o sentimento deixa de ser raso

Deixa  de ser “meio”, metade-partida-vazia

Um dia deixa de ser “casca”, pequeno nas sobras e escasso na entrega...

Deixa de ser vento-desatento-sem jeito-momento vago sem tempo.

Um dia deixa de ser gesto gasto e volta a ser afago- afeto-olhar...

Insinuação da pele, canção de (a)mar

Um dia volta a ser madrugadas de estrelas,

encontro de corpos, bocas, almas e sonhos...

Manhãs de olhares-promessas-intenções...

conversa sem pressa, riso fácil, momento-colo-refúgio...

toque-poro-pele-febre-arrepio,

olhar doce, sorriso de sol,  gosto de céu...

Um dia deixa de ser verbo pra voltar a ser

beijo-desejo-malícia-carícia-delícia-sussurro-magia...,

pra voltar a ser TUDO, pra voltar a ser AMOR...!

 

Dia em que  o AMOR  volta a ser de AMAR... !

 

Um dia...

  

Por agora  a vida segue nos “enquantos”...

Segue seu rumo e todo momento fica meio bobo,

e o mundo gira sem “quandos”

Roda gigante de sentimentos distantes,  

saudades se movendo em círculos, vontade esquisita,

e o tempo passa  sem “instantes”

e a vida inteira ali, na palma das mãos

 Frágil como flor, novamente espera, sua cor...

 

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 16h36
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Palavras (procuro-as, mas já não as espero) . Sentimentos (ainda os tenho, todos aqui, mas tão dentro, tão fundo, mais meus...). Canções (todas elas ainda aqui, mas tão silenciosas agora...). Palavras, sentimentos, canções, mas me faltam as “razões”... Sinto, pulso, grito por dentro, mas é tudo tão fundo, tão interno, sentimentos submersos pulsando silêncios dentro do peito, garganta presa, lábios que se movimentam sem som. Como um filme mudo, voz que não sai, boca presa no beijo guardado, sonho contido numa realidade inventada... Tramas de um drama mil vezes sofrido por não saber ao certo o que te queima, o que te arde, o que te prende e te amarra, o que te engasga e te impede de sentir e “ser” por inteiro você. O mundo gira inteiro dentro de mim, mil voltas dou, e de repente (ou tão lentamente, quem sabe?) me vejo no mesmo lugar (fica sempre aquela sensação que por mais que eu tente, por mais que eu busque não saio de onde comecei). Olho a porta, examino as frestas, vigio fendas e falhas, não vejo flores, não encontro respostas... Terá sido porque desisti delas? Porque bebendo de tantos silêncios as perguntas se perderam no vazio das águas do teu (a)mar? (“mar aberto” de rasas emoções, semiventos de meios sentimentos?). Terá sido pela ausência cada vez mais constante, por aquele “primeiro minuto daquele primeiro instante”  em que já não vejo teu rosto, em que já não sinto teu gosto? Terá sido pelo carinho interrompido no gesto que se deteve em medos, segredos, ilusões?  E teu olhar triste pela distância que escolheste e a solidão que impuseste a ti mesmo? É, por mais que eu procure, não encontro as “razões”. Sei que também sangras, mas talvez não te doa tanto assim, ou talvez ainda não parou pra pensar naquilo que um dia pode não estar aqui ( ou estar ainda, mas tão diferente...). Caminhos não são sem volta e escolhas não são para sempre, mas certos caminhos sim, mas certas escolhas sim... Portas se fecham... O definitivo não existe! O sentimento é tão forte, mas o gesto tão pobre... Não entendo! Nem mais tento... Deixa o vento soprar...!

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 13h06
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_ Como você está?

_ Não estou...

_ Como assim não está?

_ Assim mesmo, não estou

_ Assim como?

_ Sem “comos”, nem “assins”, sem “estar”...

_ Hum... (pausa). Você está triste?

_ Não!

_ Está com algum problema?

_ Não!

_ Me conta algo bom então...

_ Por que quer que eu te conte algo bom?

_ Oras por que? Porque quero saber de você

_ E o que quer saber de mim?

_ Quero saber como você está. Está estranha...

_ Então já sabe como estou

_ Como?

_ É, disse que estou estranha

_ E por que está assim?

_ Assim como? Estranha?

_ É...

_ Será que é por que “chove lá fora e aqui faz tanto frio”?

_ É?

_ Não

_ Então por que é?

_ Será que tudo tem um por que?

_ Não tem?

_ Achava que tinha...

_ E não acha mais?

 

  ( Silêncio...)

 

_ Você ainda não me respondeu...

_ O que?

_ O que o que?

_ O que não te respondi?

_ Porque mudou de idéia

_ Mudei?

_ Ai, ai... hoje ta difícil... Deixa pra lá!

_ Deixo!

 

   (Silêncio...)

 

_ Chove por aí ainda?
_ Sim

_ E faz tanto frio?

_ Não!

 

 (Silêncio...)

 

Continua...

 



- Postado por: Cris ® às 19h39
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(Continuação...)

 

_ Estou preocupado com você!

_ Por que?

_ Porque você continua estranha...

_ Ser ou estar ou continuar estranha... é tão preocupante assim?

_ Muitas vezes é...

_ Não se preocupe!

_ Tarde demais!

_ Estamos assim então: eu: estranha! Você: preocupado! E lá fora continua chovendo...

_ Putz! Pára com isso, e me diz logo o que você tem

_ Aí que está, não tenho nada... nem rosas, nem abismos, nem pétalas, nem espinhos... Nothing!

_ Hum... Então tá! Se prefere não falar, não vou insistir. Como queira!!

_ Não quero nada!

_ Caraca! O que você quer que eu te fale?

_ Nada!

_ Você está querendo me perguntar algo?

_ Não!

_ Milagre! Você tem sempre alguma pergunta (risos)

_ É, tenho sempre... mas ultimamente ando sem me importar com as respostas... Esgotaram-se as perguntas!

_ Essa não é você. Ta doente? (risos)

_ Talvez... mas, já não dói...

_ Sabe de uma coisa?

_ Nada! Não sei de nada!

_ Desisto! To indo!

_ Como quiser!

_ Só queria entender...

_ Eu também já quis um dia...

_ E quando foi?

_ Quando ainda havia perguntas...



- Postado por: Cris ® às 19h35
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Mais um ano termina,  2007 se despede! Daqui a algumas horas segue seu caminho e não volta nunca mais... Mas, num breve momento seus olhos irão se deparar com o olhar de tudo aquilo que um dia quis ser e que hoje talvez signifique o oposto do que, de fato, se tornou... Mas, já não importa se não traz mais nos olhos os sonhos, os planos, as flores, mudanças e esperanças que tanto imaginou... Já não importa porque já cumpriu seu tempo, e foi exatamente, aquilo que fizeram dele... Errou, acertou, sorriu, chorou... foi ao céu, brincou com as estrelas, não teve asas, não soube sonhar... plantou flores, respirou amores, se embriagou de vida... reteve-se nos espinhos, não se abriu pro vento, não teve tempo, não se permitiu sentir... foi colorido, foi dolorido, foi branco, foi preto, foi cinza e azul... foi inteiro, gigante, pequeno...  foi metade, tempestade, sereno... foi leve, foi pleno, verdade, mentira, foi cru... foi sol, foi chuva, rotas marcadas, caminhos inesperados, retas intermináveis, curvas sem fim... E foi assim mesmo, como lhe deixaram ser... foi tudo e foi nada também... Muitos nem sequer o notaram, e foi assim que ele partiu... Ou quase... ainda resta um tantinho dele, um pouquinho dele que ainda resiste até que se feche seu ciclo e o “Novo” possa chegar... E, ainda que se diga que tudo se repetirá outra vez, o fato é que algo acontece e ainda que por um breve instante (ou por um longo, quem sabe?), planos, sonhos, mudanças e esperanças brilham num novo olhar... Quem dera, esse brilho fosse constante e que se renovasse a cada manhã, quem dera que  todo o instante fosse aquele não somente de sonhar... Sonhar também, é claro! Não me entendam mal, mas queria mais crença nesses sonhos, mais atitude nas minhas crenças...!

Então é isso...  pé no chão, coração nas nuvens (nuvens sim, pq. não? Lá, mais pertinho Dele...) e a vida nas mãos...

Porque se os sonhos te pulsam a alma, porque se é eles que te dão asas, é chegada a hora de voar...!

 

 

Uma prece para 2008...

Senhor!

Que ao me deparar com meu semelhante

De olhar cansado, rosto marcado pelo tempo,

Cabeça branca, pele castigada pelo sol,

Alma castigada pela vida...

Que eu possa mais do que me compadecer,

Mais do que lágrimas rolarem

Que eu possa, de fato, fazer algo por ele,

mas não somente por ele...

Que eu possa buscar verdadeiras mudanças

Primeiro internas(para que as externas realmente aconteçam)

Que eu me afunde mais e mais pra dentro de mim

Buscando-me, transformando-me...

Para que só assim eu possa emergir mais limpa,

e saiba por onde começar...

Para que eu possa ir além das intenções e abandonar de vez

esse meu discurso vazio de ações...!

Amém...!

 

Que 2008 seja um ano de verdadeiras transformações...!

 

(Cris...)

 

 

 

 



- Postado por: Cris ® às 18h25
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E tuas frestas agora para o que resta das minhas dúvidas... Nas tuas fendas, verdades inteiras do que sinto... Nas metades todas tuas, flores sobram de meus meios... E assim, entre enganos e planos, entre emendas e fendas, almas e frestas, arestas... E bem assim, entre caminhos e escolhas, carinhos e folhas, entre saudades e ausências, entre passos e acasos, vontades, carências e afagos, entre mágoas e sonhos, dores e flores... Entre estrelas e pétalas, luas e chuvas, ruas e curvas... Entre paraísos e abismos, dramas e medos, tramas e beijos, desfechos/desejos, rumores/segredos... suores e amores... Nós dois...! E, tudo tão junto, tão simples, completo e complexo, tão sem nexo, tão normal... tudo tão justo, tão rente, tão longe, tão perto... tão confuso, tão pleno...! E, tudo aqui... tão de cara para mim, tão de frente pra você... Como um sonho depois, dentro e além de outro sonho... Como a vida na superfície invisível da dor que não se mostra (apenas lateja)... Como tristezas inexatas e certezas densas (dessas que não se encara...) Como casca tateando feridas, tão rasa, tão escassa... Cicatrizes finas de algo que não se enxerga(sente-se apenas), vozes que se calam em olhares, silêncio caindo feito prece(muda e funda...) calando na pele, despertando fomes e febres... Tudo tão irreal, tão desigualmente igual..., tão estranho e triste, como algo que fere e machuca , dor insistente que ao mesmo tempo cura... LOUCURA? É... como certas loucuras, daquelas sem culpas, entende? Daquelas tão estreitas nas falhas, tão desfeitas das farpas, tão largas de afetos, tão cheias... tão inteiras em suas metades, tão intensas de carinhos, verdades e gestos... Loucura... insana e mansa... imaculada e pura...! Tão doce... como o sal que escorre de tua face no momento que tua saudade morre no meu beijo, e minha vontade cresce na tua...

 

E o momento...

 

Momento de olhares sem pressa, de carinhos tão cúmplices

Momento em que todas as promessas se cumprem na pele...

Momento em que me dizes que passam dias, passam meses, passam anos e o teu amor continua tão meu...

Momento em que te falo, que TE AMO TANTO, que TE AMO AINDA e MAIS... através do tempo, para todo o SEMPRE  e ALÉM...

Momento do meu corpo sob o teu...!

 

(Cris...)

 

 

 

"Uma emoção assim só se compara a tudo que nós já passamos juntos..."

 



- Postado por: Cris ® às 17h36
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Há dias de espera

Há dias de busca

Dias de luta

Dias de fuga

Dias de noites sem lua...

Desato em chuvas

Espero meu sol

Estrelas não vê(e)m...

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 13h35
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E aquele seu “ TE AMO” bem ali...

Sussurrado no meu ouvido

Escorregando pelo meu pescoço

Descendo pelo meu ombro

Beijando...

... Meus seios

(meu mundo)

Arrepiando pela minha pele

Escorrendo suavemente

pelo meu ventre

Brincando no meu umbigo

Abrindo caminho...

Mexendo comigo

Invadindo meus meios

(meu tudo...)

Penetrando...

Preenchendo...

Minhas fendas

Minhas frestas

Minha vida...

 

(Cris)

 

E...

 "... Aonde quer que eu vá levo você no olhar..."

 



- Postado por: Cris ® às 08h40
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E agora essa vontade estranha

Quase profana

De te pegar de jeito

Te arrancar do meio desses teus devaneios

E te mostrar de verdade

Sem rodeios

Como é de fato uma saudade

(ato urgente, ardente, premente...)

 

É Seu Moço! Porque saudade tem vezes,

É química esquisita

Reage na pele

E os poros todos querem gritar

 

Mas, ela teima

Sangra silêncios...

 

(Cris)

 

 



- Postado por: Cris ® às 20h41
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Hoje é dia

Dia em que estou...

Na verdade, nem sei se “estou”...

Se estou aqui ou aí

Por que será que há dias que nada parece existir, e tudo parece se perder?

Nem eu, nem você

Nem “sou” ou “estou”...

Hoje é dia que leio e releio... a mim, a você...

E não encontro nenhum de nós dois...

Dia em que me afogo em versos perdidos em rimas sem sentido

Sonhos desconexos, sentimentos incontidos...

Hoje é dia que me perco em trechos de Caio

Dia em que me ensaio, dia em que palavras se tornam prece (silenciosa), algo que você (pre)sente, e nem ao menos entende...

 não consegue  (d)escrever...

Mas, eu precisava tanto... Precisava tanto reter o encanto... e te dizer..., mas estranho, as palavras já não me são tão fáceis nesse momento.Estranho nada! Há muito que já não sei o que te dizer (o que poderia te dizer que já não tenha dito?), mas sei lá... ainda assim queria... (quero, preciso...). Hoje eu queria, precisava te falar... tentar ao menos...,e te escrever... para quem sabe te fazer entender, mas entender o que? Escrever o que? Já nem sei mais...

Na verdade, as únicas palavras que me ocorrem agora não são minhas, são dele, sempre dele (Caio Fernando de Abreu). É, as palavras não são minhas, mas com certeza, se eu fosse te escrever, te diria:

 

“(...)Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para vc, para mim.
P.S.: Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem vc nem eu somos descartáveis.
E amanhã tem sol!"

SOL...!

É, amanhã tem sol

Apesar de todas as ventanias desses nossos dias...

 

Porque tem dia que é assim

Doido, doído, louco, varrido, sem razão, todo coração, sem sentido, sentido, sofrido,  vivido até o fim...

Dia da mais pura contradição,  da  loucura mais doce...

Dia em que deliberadamente não procuro tua saudade na minha pele

Propositalmente não te espero, minto que não te quero

É, mas tem jeito não, finjo... prendo o coração... escondo a alma, não encontro a calma... me encolho, me despeço, nada peço, não espero tuas respostas, te dou às costas, não insisto, me (des)faço... me (re)viro, nem disfarço... acabo de novo de frente com você...  VOCÊ, SEMPRE VOCÊ...!

 

Contraditoriamente me repito em você...

 

 

 

 

(Ah, hoje é dia...

Dia em que a noite cresce indecente

E, essa vontade escandalosa

se perde na tua boca...)

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 23h43
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E, ela esteve o tempo todo ali

Pactuou carícias com o vento

Tramou sonhos com as flores

Confidenciou segredos com a lua

Chorou ausências com a chuva

Renasceu em amores com o sol

 

Tudo, enquanto ele não vinha

 

De repente o céu se abre em prece

Estrelas se dispersam num poema sem tema

E o vento sopra mais forte outra vez...

 

E ela partiu, e ele não viu

Nem mesmo ela

Mal se deu conta que aos poucos partia

Mas, o vento não parava de soprar...

E sem que ela ao menos quisesse

se viu em outro mundo

A rota era nova

Um novo rumo

Um outro tempo...

 

Já não conseguia voltar ao momento

Pensamento solto

Momento sem volta

Como um vício, queria ainda o início

Já não conseguia

Sem forças, deixou-se levar...

O caminho não estava definido

Mas o vento continuava a soprar...

(Sabe, ele sopra incessantemente...)

 

Voltar?

Quem é que sabe?

Ela não sabia

É, ela não sabia se voltaria

A decisão já não era dela...

 

Quando esperas ficam demasiadamente longas

E saudades se prolongam sem a resposta da pele

 

Conversas, promessas

Propostas, respostas

Razões, emoções

Ilusões, contradições

Caminhos, carinhos

Atenções, intenções

Momentos, sentimentos...

 

Ficam a mercê do vento...

 

(É, mas ainda tem o amor...!)

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 21h04
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Aqui, sozinha começo a pensar...

Fico imaginando, pensando...

Divago  em você...

Leio um texto de Carpinejar

E tal como ele

Fico me perguntando

O que estará você fazendo agora?

Em seu texto, Fabro se pergunta qual seria

a cor da solidão dela

E tenta adivinhar o que estaria

 ela fazendo naquele momento

E eu aqui, ainda que sozinha nesse instante

Não falo de solidão, só saudade me ocorre

Sei que ela não é só minha

Então, não é a cor da tua solidão que quero saber

Não é em solidão que penso

Penso se nesse momento estariam

nossas saudades se esbarrando... (?)

E se saudade tivesse uma cor

Qual seria a cor da tua, amor?

 

Lá fora o céu tá de um azul

Que até me dá medo

(perfeito demais...)

E, aqui dentro eu só consigo pensar

Na cor da tua saudade...

 

Sigo lendo o texto, e me perguntando se “coisas” como essas

(um texto, um céu, uma música, uma cor...)

(Saudade... Vontade...)

te fazem pensar em mim desse jeito também... (?)

 

E o céu lá fora gritando em azul...

 E, eu aqui tentando saber da tua saudade, querendo adivinhar você

E o texto... E essa frase:

 

“Nesse momento, eu adivinhando o que está fazendo coincide com você imaginando o que estou fazendo. É quase como estar junto” (...)

 

É quase como se minha boca sorvesse o vermelho do teu cheiro,

a cor do teu mundo...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 11h34
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Havia silêncio nela e algo que não decifrava

Sondava-se, buscava-se, nada encontrava

Aproximava-se de si mesma, olhava-se no espelho

Reflexo invertido de si mesma...

Ela não se via

Nua por fora, sentimentos revirados

 por dentro...

De costas afastava-se, então,

 daquela imagem que já não era sua

Esvaziava-se, já não sentia...

Buscava sua alma enquanto

o coração partia...

 

(Cris)

 

 



- Postado por: Cris ® às 13h55
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Toda vez que a minha saudade se desmancha na tua boca...

 

 

Toda palavra é poema. Todo poema é asa.

Toda asa é pétala. Toda pétala é casa.

Toda casa é céu. Todo céu é azul.

Todo azul é noite. Toda noite é estrela.

Toda estrela é sentimento.

Todo sentimento é sinceridade.

Toda sinceridade é cumplicidade.

Toda cumplicidade é gesto.

Todo gesto é afeto. Todo afeto é música.

Toda música é chuva. Toda chuva é canto.

Todo canto é sereia. Toda sereia é lua.

Toda lua é cheia. Toda cheia é a alma.

Toda alma é calma. Toda calma é abraço.

Todo abraço é olhar. Todo olhar é mar.

Todo mar é doce. Todo doce é pele.

Toda pele é febre. Toda febre é cor.

Toda cor é cheiro. Todo cheiro é colo.

Todo colo é poro. Todo poro é flor.

Toda flor é (de)lírio. Todo (de)lírio é desejo.

Todo desejo é carinho. Todo carinho é sorriso.

Todo sorriso é caminho. Todo caminho é sol.

Todo sol é sonho. Todo sonho é nuvem.

Toda nuvem é dia. Todo dia é viagem.

Toda viagem é vida. Toda vida é corpo.

Todo corpo é vento. Todo vento é beijo.

Todo beijo é história.

Toda história é de AMOR...

... A nossa...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 09h33
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Chegou feito brisa, a tocou de mansinho,

sussurro suave nos seus lábios,

sol derramado no seu beijo

 

Canção do mar, prece dos céus

Sorriso solto num olhar de estrelas

Intenção do vento

Insinuação da pele

Sopro de um sonho em  asas de borboletas

 

Tarde quente

Sol aberto num poema

Beijos sem fim

Madrugada encantada...

 Carícias escorridas da fala, palavras doces...

 A vestiu de flores, a despiu em pétalas,

Perfumou de amores...

Foi dela

A roubou pra ele...

 

E foi assim que ele chegou

Na vida dela

E  foi pra ela...

Bem, ela não teria palavras pra contar desse amor

Empresta, então,  as palavras...

E nos versos emprestados de Vinícius é

que ela diz a ele mais uma vez:

 

"... Porque tu me chegaste

Sem me dizer que vinhas

E tuas mãos foram minhas com calma

Porque foste em minh'alma

Como um amanhecer

Porque foste o que tinha de ser...”

 

E poderia ter sido lindo

E foi...

Pode ser tudo

 É sempre mais...!

 

(Cris)

 

 



- Postado por: Cris ® às 09h26
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A saudade de um

A saudade do outro

A espera que queima...

 



- Postado por: Cris ® às 19h12
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Palavras breves pra te falar

dessa saudade que de breve

não tem nada...

 

Dizem que a saudade chega a doer

(eu bem sei!)

(e você sabe também!)

Mas, por que será que há dias

que ela dói tanto mais?

 

Arde na pele...

 

(Saudade da tua saudade ardendo na minha...)

 

(Cris)

 

 



- Postado por: Cris ® às 19h06
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Quando um simples olhar teu despe o desejo

mais secreto da minha pele

Quando só no teu corpo meu corpo faz sentido

Quando só no teu cheiro respiro

Quando só na tua boca a minha se acomoda

Quando só teu toque tece a minha febre

Quando só teu nome permanece na minha pele

Quando só no teu gosto meu beijo se faz pouso

Quando tua respiração é o único som que ouço

Te ensaio poemas, em vão!

Silencio-me então...

Pois, se só no teu corpo encontro

a rima perfeita

Não falo

Calo-me em gemidos

Arrepio em tuas mãos

E, a mais linda poesia

Exatamente ali

Nos versos que não digo

Na rima despida por tua boca

Nas palavras dispersas em

“olhares, sussurros e pernas”...!

 

Sob um céu de pétalas, sobre um chão de estrelas

Pra que palavras, pra que poemas?

Amo-te apenas...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 15h28
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Quando só nos teus braços repouso meus medos

Quando me olhas fundo, sem segredos

Me faz esquecer de tudo

Meus olhos chovem

Teu corpo canta minha fome

Tua boca se faz música na minha voz...

É quando, então...

Teus olhos cantam para mim

Tuas mãos me puxam para você

Teus dedos deslizam minhas costas

Tuas pernas trançam minhas pernas

Teu corpo na minha alma encosta

Meu coração pulsa na resposta do teu beijo

Teu peito arfa no meu cheiro

Teus desejos entrelaçam-se nos meus...

Me tens toda

Te tenho inteiro

Enquanto

meus sonhos dançam com os teus...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 20h21
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Eram beijos tramados em olhares

Desejos derramados em pêlos

Vontades desmanchadas na pele...

 

Eram manhãs esquecidas em línguas

Tardes (re)vividas em cheiros

Noites de entrega sem volta

Madrugadas nuas de medos

 

Era sol, poema solto no rosto

Encontro de sonhos...

Pétalas abertas no calor das pernas

Bocas desertas sem o gosto do outro

 

Era brisa

Sopro de vida

Chuva fina lambendo feridas

Molhando de amor, curando da dor...

 

Era colo, era poro, era fome, era sede

Era febre, era pacto da pele

Eram carícias, delícias benditas...

Era pressa, era prece...

Tesão, alma, coração...

 

Era perfeito

Alma no peito

Coração no jeito do beijo

Corpos sem tempo queimando em calor

 

Era amor

Era maior

Éramos nós dois...

 

Era para ser pra sempre

Foi além...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 19h22
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È no teu descompasso que

encontro meu ritmo

Te irrito, te excito

Te trago para o meu tom

 

Pinto os olhos, ajeito o cabelo,

retoco o batom

Meus lábios chovem em você!

 

Minha língua determina teu beijo

Tua boca se desmancha na minha

Descuido do verso, esqueço da rima

Universo mudo do teu corpo, afundo...

 

Me derramo nua

sobre cada poro da tua pele

Tramo teu gosto

Bebo teu cheiro

 Te provoco, te convoco

Te encaro

Te declaro meu

Sou tua...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 20h23
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Para não sofrer ainda mais ela decidiu silenciar... deixar as palavras morrerem dentro dela, resolveu que não ia mais esperar por algo que ela sabia que não viria... Decidiu que não falaria mais nisso, como se não falando não pudesse mais pensar... não pudesse mais sentir... SILÊNCIO... era ela agora quem optava por ele... Ela que já quis tanto as palavras, agora já não quer mais nada, não quer falar, já não quer ouvir (não pelo menos agora)... E pensar que tudo que ela queria era apenas um MOMENTO, um único que fosse... um único momento em que o olhar serenasse as mágoas e apenas as almas falassem... Mas, agora... Agora é só SILÊNCIO, é só um MOMENTO... Momento preso no peito, momento desfeito no jeito torto de demonstrar amor, momento em que a garganta tola  ainda arranha um soluço mais tolo ainda, momento de um sussurro morto em que o coração se arrebenta, mas não deixa sair...!

 

Ela precisa de um tempo disso tudo

Quem sabe um tempo sem "sentir" ...

 

(Cris)



- Postado por: Cris ® às 13h10
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Há momentos que nada sei

Que nada sou, que nada quero nem espero

Parece que tudo se perde dentro de mim

Não me encontro, me olho no espelho, não me vejo...

Imagem inversa do meu eu, não me sinto...

Não queria que fosse assim, mas é...

O pior que nem sei se é tristeza, é estranho

Fica  tudo quieto, calado aqui dentro...

Somem-me certezas, desaparecem-me vontades...

Não há fome, não há sede, não há você...!

Nada existe, nem saudade há

Momento em que não existo

Não sinto, não sofro...

Momento em que tento o engano

Quase consigo...! Quase não dói...!

 

Quase...

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 13h07
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Uma mulher...

E o olhar...

preso num só desejo!

Uma mulher...

E o corpo todo solto...

num único beijo!

Uma mulher...

... E o homem que ama!

 

Uma mulher

Contida na fala

Exagerada no toque

Nem sempre se esparrama

Só quando o ama!

 

Uma mulher

Inocentemente impura

Despudoradamente santa...

 

Uma mulher como nenhuma

Uma mulher como tantas...!

 

Uma mulher

Metade pecado

Metade pureza

Inteira amor...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 23h06
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Quando o amor vacila

 

 

Eu sei que atrás deste universo de aparências

Das diferenças todas a esperança é preservada.

Nas xícaras sujas de ontem,o café de cada manhã é servido.

Mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir,

e dela não me conformo.

Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora.

Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes,

pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas

eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo o teu jogo triste.

As tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo.

Eu amo a tua alegria,

Mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência,

até pelo que você podia ter sido

se a maré das circunstâncias

não tivesse te banhado nas águas do equívoco...

Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo,

quando sozinha bordo mais uma toalha de fim de semana.

Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.

Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis

Amo teu sistema de vida e morte.

Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual...

Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras,

Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa.

Eu te amo de alma para alma e mais que as palavras,

ainda que seja através delas que eu me defenda

quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis

quando o próprio amor vacila...

 

(Luís Francisco Conceição)

 



- Postado por: Cris ® às 23h01
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E ela o amou...

 

 

Assim mesmo: intenso... desde o primeiro momento.Assim mesmo: por inteiro... desde o primeiro instante.E ela o amou... Mesmo antes do cheiro. Antes mesmo do corpo, do rosto, do beijo, do gosto.Amou-o antes de tudo... E, a despeito de tudo amou-o ainda depois...E ele a amou... Mas de um jeito tão dele...De uma  forma que ela tantas vezes  não entendia, mas,  a amou... E, um dia disse a ela do seu amor (era raro ele falar tão direto assim...) Falou que a amava, que nela pensava.E, que  tal qual como ela, se sentia um adolescente quando com ela estava, o coração disparava, as mãos suavam, aquele friozinho na barriga era o mesmo entre os dois...E o pensamento nela, nele... nas horas mais absurdas? Sabe aquele “pensar” totalmente fora do normal? Pois é... ela descobriu que com ele era igual. Sim,  ele a amou... e falou...Disse a ela do seu amor como nunca tinha dito antes... Sim, eles se amaram, se amam ainda... No entanto, e estranhamente, o amor parece não ser suficiente... Por que será que tantas vezes amar não basta?

Estranho, esquisito, dolorido... Isso não devia ser assim...

 

(Cris)



- Postado por: Cris ® às 13h29
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E, eles se amaram...

 

 

Mas...........Ela queria mais...Ela queria a música, ela queria a dança, ela queria a transa, ela queria o amor... Amor que nem precisava ser pra sempre, bastava ser amor... inteiro... “amor de corpo inteiro” até o fim...! Ela queria o quarto, a sala, a cama, a mesa, o jardim...! Ela queria amor por dentro, por fora.Amor que enche a sala, que ultrapassa a casa, que escancara as portas. Amor que não deixa janelas entreabertas, amor que não se perde nas frestas...Amor que derruba  e dói, amor que renasce e constrói...!Amor em qualquer lugar, amor que não vai embora. Amor a toda hora... Amor,  feliz pra sempre, agora!Ah, ela queria o amor....Ah, ela queria amar... e queria... Queria mais que a pele...queria a febre, a fome, a sede... todos os poros, todos os cheiros, ela o queria em todos os seus humores, nas suas  flores, nos seus espinhos... Ela queria amar mais que o amor, ela queria um amor maior que os dois...Ela queria o toque, o beijo, o cheiro, a chuva, o sol, os dias quentes, o frio...O riso, as lágrimas, verdades sem máscaras,a cara lavada, o sonho mais real,  a realidade mais sonhada... Ela queria a palavra errada, o silencio exato... ela queria ouvir qualquer coisa, todas as broncas, ela queria  a briga, a rotina, ela queria apenas estar ali...De todas as formas, em todas as horas...Pra sorrir, pra chorar... ela queria a cumplicidade do amar... Ela queria a “chatice” dele, a “caretice”, até mesmo suas grosserias...Ela queria seus erros, seus acertos, suas tristezas, suas alegrias... Ela o queria perfeito, imperfeito... Ela o queria de qualquer jeito...Ela o queria inteiro, sendo ele mesmo, sem medo... Ela  queria...  ela quer... o AMOR pra  AMAR... E ele? O que ele queria? O que ele quer? Ele diz que ela não entende... Pois é, talvez ele esteja certo, muitas vezes ela não consegue, por mais que tente, não consegue... mas queria, ah como queria entender, como queria que ele entendesse o que "ela também não entende"...

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 13h28
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Há palavras que nada dizem, não pesam...

E silêncios que olham nos olhos, revelam...

Mas, em dado momento são as palavras que esperamos

Mais que isso: precisamos delas!

E elas não me chegam...

Nas palavras que espero, apenas o silêncio que não quero!

Tantas vezes aprendi a te ouvir no silêncio,

a  te encontrar mesmo  na mais longas das esperas

Mas agora...

Agora o silêncio não me traz paz, ao contrário,

desassossega a alma, aperta o coração...

É difícil não saber o que acontece,

tentar entender, procurar ouvir... em vão!

E

Nas palavras mudas que machucam

No silêncio inquieto que hoje fere

Vou escrevendo palavras

Para quem sabe assim conseguir ler teu silêncio...!

Tento...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 20h45
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Vem amor!

Chove em mim outra vez

Deixa o vento pro vento

E que o tempo seja de novo, nosso!(só nosso)

Já é primavera e o sol já brinca com as flores

E, tudo aqui respira amores

Então, vem logo!

Porque nas primaveras já não cabem esperas

E no meu coração, só cabe você...!

 

(Cris)

 

Vem,” que pode ser verdade

Vem, que pode ser incrível

Vem, que pode ser nós dois...!”

 



- Postado por: Cris ® às 16h51
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Hoje...

Não quero conversa, não quero promessa, não quero mistério, não quero (des)culpas...não quero fuga, não faço perguntas, não quero jogos, não questiono... não quero calma, nem a alma hoje eu quero, só quero o momento, nenhum pensamento...

Hoje, não penso... AMO!

E QUERO...

Quero a tua língua mais vadia roubando  meu cheiro

A tua vontade mais indecente respirando minha pele

O teu pecado mais profano maculando minha carne

Quero...

Tua fome na minha boca, tua língua na minha sede

Teu olhar no meu beijo, teu beijo no meu cheiro

Quero...

 Beijar teus medos, desmanchar teus segredos em meus lábios...

Desfazer tuas dúvidas no  meu gosto, romper o meu silêncio no teu corpo, te fazer amor  gostoso, perfeito... e,  deixar gritar a fome, fazer chover a sede, pra te mostrar que hoje eu só

QUERO VOCÊ...!  

 

(Cris) 

 



- Postado por: Cris ® às 18h58
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No sumiço de um

A ausência do outro

Na saudade de um

A incerteza do outro

Numa saudade arredia

Um coração vadio que ainda insistia

Num corpo que se despia em vermelho

Uma alma se vestia em cinza(s)...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 19h42
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Entre rumores, fendas e flores meus lábios ainda são teus

Entre medos, emendas, segredos teus momentos continuam meus...

Mas, tem o vento

O vento que rasga a pele...

... que dilacera a alma e arranca tudo do lugar...

Invertem-se os caminhos

Mudam-se as direções

Dispersam-se sentimentos, momentos, atenções...

E  tudo parece sem sentido, algo é interrompido

O abraço é deixado de lado, a verdade pra depois...

E o amor vai se perdendo...

...No vento!

No silêncio planejado

Nas palavras descuidadas que falam sem alcançar

Na saudade estranha que afasta ao invés de abraçar

Sentimento distraído, amor distorcido, estranho jeito de amar...

E de repente já não há mais como ignorar os sinais

E ainda que o pensamento insista, que o sentimento permaneça o mesmo no coração de um, no coração do outro, há o vento... outra direção

Então, ainda que não se queira, tudo muda 

Alteram-se as rotas, desmancham-se as crenças...

O carinho mais cúmplice, o gesto mais sincero são deixados para trás

Desperdiçam-se os detalhes

Desperdiça-se tudo o que poderia haver de mais puro

Desperdiça-se a essência

Desperdiça-se o amar...

 

(Cris)

 

“Amar é fácil, difícil é cuidar do amor

É preciso dar muita atenção ao vento..."

 



- Postado por: Cris ® às 20h02
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Nesse momento...

Momento em que percebo que algo está errado

Momento em que sinto aquele arrepio a me transpassar o corpo novamente deixando minha alma inquieta, o coração em sobressalto...

Momento de aperto no peito, de novo...

Momento de uma coisa estranha por dentro

Tento pensar em algo bom e ajudar-te de alguma  forma

Mas, há o silêncio mais uma vez... a saudade apertada, a dor insistente, a angústia de não saber...

É como se tudo fosse se repetir outra vez

Tudo apagado, dias sem sol...

Silêncio, saudade, vazio, dias em branco (cinza...!) sem você

Mas, aí páro, te busco... movimento o silêncio, transcendo o tempo e a distância, deixo o pensamento só pro coração, fecho os olhos, te vejo mais nítido, te escuto, te cuido, estou com você... e, ao invés de ser eu, é você que sustenta meu mundo, me segura a mão, e fala baixinho: “Tudo vai ficar bem, eu sempre vou estar aí, prometo...”

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 20h06
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Hoje, pensei em te escrever

 

Escrever...

 

Pra te contar que algo bom aconteceu, pra te perguntar como você  está, pra te falar de coisas sérias, pra te dizer besteiras, falar bobagens, planejar viagens...pra falarmos sem pressa, pra brincarmos de jogos, conversas, intenções...

 

Escrever...

 

Pra te pegar de jeito, sem procurar a causa, sem explicar o efeito...Pra devolver o sol da tua boca, pra roubar flores dos teus lábios... pra te deitar na grama, te arrancando um beijo sob o céu, e sussurrar na tua pele o meu desejo mais sacana...

 

Escrever...

 

Pra te revirar de cima a baixo, te mexer por dentro, criar rimas e climas só pra te irritar um pouco, e te excitar mais...Pra te provocar com meias palavras, e te ouvir dizer:”Vai começar?”

Só pra te responder: “Vou sim, vou começar...”

Vou começar e não vou te dar tempo, vou começar e, num beijo,  vou interromper o teu ”To indo”, vou começar e vou  te arrancar o desejo escondido naquilo em que dizes, e naquilo que realmente queres dizer...Vou começar e vou calar tua fala, vou começar e vou te ver como nunca, vou começar e vou ver como tua boca se comporta  na minha,  vou começar e vou escorregar por tua nuca... vou começar e vou te respirar em pêlos,vou começar e vou te arrepiar em cheiros,vou começar e vou te devorar  inteiro... vou começar e vou acabar toda nua, vou começar e vou terminar toda tua...

 

Te escrever...

 

É, eu pensei em te escrever pra te dizer  que te amo de um jeito meio bobo, totalmente louco... de um jeito imaturo, inseguro, confuso, já nem sei como... acho mesmo que te amo é sem jeito... amor imperfeito... desse jeito mesmo, bem assim...

A verdade é  que EU TE AMO muito mais que eu possa escrever, muito mais que você possa entender...

E, quis te escrever apenas para que você soubesse que sempre vou estar aqui, que sempre vou estar aí... até o fim...

 

Pensei em te dizer...

 

É, hoje, eu pensei te dizer essas coisas, desisti...Fechei os olhos, te trouxe pra mim, você me sorriu... Não falei, mas você entendeu...Puxou-me para teu gosto, apertou-me no teu rosto, colou teu corpo no meu...

E...

Roçaram-se os pêlos

Arrepiaram-se as vontades

Devoraram-se as fomes...

 

 

E...

O tempo voltou,

E...

O mundo girou

D-E-V-A-G-A-R...!

 

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 14h45
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Amor...

Não diga nada

Deita-me os sonhos em teus lábios

Acolha-me a alma em tua boca,

E me beija devagar...

 

 

Beija-me...!

Hoje, só preciso do teu beijo...

Do teu beijo me curando

Do teu beijo me arrancando a dor

Do teu beijo me abraçando

Do teu beijo me fazendo amor...

 

Beija-me...!

 

Assim:

demorado e fundo,

sem depois...

Afunda tua boca na minha boca

E, deixa que o mundo pare em nós dois...

 

Beija-me...!

Respira em mim

 

 

Beija-me...!

 Sem tempo

Sem  fim...!

 

Beija-me ...!

Sem perguntas

Sem demora

.

Beija-me ...!

Sem volta

BEIJA-ME... AGORA...!!!

 

(Cris)

 

 

 



- Postado por: Cris ® às 20h49
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Quando ele me acorda assim: despreocupado e sereno,  entregando-me  o SOL como presente, como um poema em busca do AMOR... tudo pára lá fora, qualquer problema fica pequeno,  e minha alma se desprende... segue ao encontro dele...instante, sem distância,  em que duas almas conseguem se tocar ... e, se assim o fosse ainda que por uma única vez, valeria por uma vida inteira, mas não, ele vai além, me oferece todos os dias... todos os dias ele me traz o SOL...!



- Postado por: Cris ® às 06h49
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Amor verdadeiro

Amor sem palavras

Que chega sem medo

Que não se acaba

 

Deus abençoe

todo esse amor

Que seja lindo

Em teu coração

Porque em mim eu sei

AMO VOCÊ... AMO VOCÊ!!!!

 

Amor verdadeiro

Amor que me acalma

Que bate no peito

Preenche a falta

 

Deus abençoe

todo esse amor

Que seja lindo

Em teu coração

Porque em mim eu sei

AMO VOCÊ... AMO VOCÊ!!!!

 

-Catedral-

 

“O amor verdadeiro nunca morre”

 

 

 

 

 

 



- Postado por: Cris ® às 00h49
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"Fico me perdendo em páginas de diários, em pensamentos e temores, e o tempo vai passando. Covardia é uma palavra feia. Receio de enfrentar a vida cara a cara. Descobri que não me busco ou, se me busco, é sem vontade nenhuma de me achar, mudando o caminho cada vez que percebo uma luz. Fuga, o tempo todo fuga, intercalada por períodos de reconhecimento."

"Quero ser eu mesma. Será difícil? Com tudo de mau que isso possa trazer. (...) É preciso agora concretizar a idéia: tirá-la dos limites do pensamento, arrancá-la apenas do papel e torná-la um pedaço de mim, decisão cravada no corpo."

 

-C.F.Abreu-

 

"É tempo de me (re)fazer, eu sei..."

Só não sei como...

 

 



- Postado por: Cris ® às 19h58
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Vontade cravada no corpo

Desejo ardendo na pele

“Coisa orgânica

Conjunção de alma...”

 



- Postado por: Cris ® às 18h36
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Chegou durante seu sono

Beijou-lhe os olhos

Roubou-lhe a boca...

Tirou-lhe a roupa

Despiu-lhe o corpo

Entrou nos seus sonhos...

Ao acordar já não sabia se havia sonhado

Mas, ao seu lado, uma rosa

Aquela mesma rosa...

que ele deixava cada vez que partia

depois de terem se amado

Ela sorriu...

Agarrou-se naquela rosa

Enroscou-se no cheiro dele

Novamente

Dormiu...!

 



- Postado por: Cris ® às 18h31
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"(...) Os meus sonnhos e esperanças eu guardei

Posso precisar deles um dia, eu não sei

Estou dando um tempo pra pensar

E, por minhas as idéias no lugar

 

Tudo que quero é encontra um caminho

De volta para o amor

Não sei viver sem achar um caminho de volta para o amor

 

Estou olhando, mas as estrelas não brilham mais

Estou procurando, mas não vejo os sinais

Eu sei que por aí ele deve andar

Há de haver um amor pra mim em algum lugar

(...)

Estou procurando alguém pra me iluminar

Não apenas alguém para a noite passar

Preciso achar a direção

Aceito  a sua sugestão

(...)

E se eu abrir meu coração para você

Espero que  me diga o que fazer

E se me ajudar a recomeçar

Vc. sabe que ao seu lado eu sempre vou estar (...)

 

-Way Back into love-

http://www.youtube.com/watch?v=3qAM2zRE3GI



- Postado por: Cris ® às 21h41
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Têm dias que sou amor de corpo inteiro...

...VERMELHO!

Dias em que meu corpo espera pelo teu...

...TODOS...!



- Postado por: Cris ® às 09h03
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"...Só colado ao teu, meu corpo se sabe corpo.

Por isso, para que nada se perca, para que

não nos percamos, vem......"



 



- Postado por: Cris ® às 09h02
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Não te direi tudo que sinto...Não te direi do meu silêncio.Não te direi da tua dor.Não te direi que vai passar.Não te direi que te sinto perto.Não te direi que andei distante.Não te direi do instante que te preciso.Não te direi que te preciso a todo instante.Não te direi que  te quero agora.Não te direi que irei emboraNão te direi dessa inquietude da pele.Não te direi desse corpo vazio.Não te direi desse frio aqui dentro.Não te direi das promessas que ficaram atrás da porta.Não te direi das palavras frias.Não te direi dos sentimentos do lado de fora.Não te direi daquele dia...Não te direi que minha alma quer recostar em teu peito.Não te direi que meu peito espera teu jeito.Não te direi dos teus medos. ...Não te direi que te vejo nu.Não te direi que conheço seus desfechos.Não te direi que te enxergo cru.Não te direi das tuas razões.Não te direi das minhas dúvidas.Não te direi que às vezes tudo parece desandar...Não te direi que tantas vezes tudo vem "ao revés do peito,ao reverso do espelho, ao avesso das mãos"...E, sobretudo, não te direi do amor...Não te direi dele, não!Não te direi que ele supera e espera.Não te direi que ele cura qualquer dor...Não te direi de milagres e sonhos.Não, não te direi do amor...Não te direi aquilo de que já sabes

e que teu corpo conhece de cor...!

 



- Postado por: Cris ® às 22h30
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"Desaperta o cinto


Tira as calças.


Tenho pressa.


Manda meias e sapatos para um canto


Arranca os botões


Despe a camisa.


Tenho pressa.


Aperta-me entre as pernas


Amarra-me nos braços


Morde-me um beijo


Penetra-me


Enche-me


Preenche-me.


Devagar...


Tenho tempo..."

(D.A)




- Postado por: Cris ® às 23h19
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"Dentro dele tem um menino, com os mesmos olhos de espanto

 e deslumbre de quem procura mistérios,

 com essa gana de mundo, com essa fome encantada.

Dentro dele tem um menino, de cabelo revolto,

 sorriso de sol, pés no chão, corpo salgado de mar,

 joelho esfolado, gargalhada de pássaro,

 sono de bicho no meio da tarde.

Dentro dele tem um menino, com cheiro de fruta,

 mão lambuzada, camisa suja, suor na testa,

que canta alto, diz besteira, fica triste

e disfarça olhando pro lado,

 esconde a lágrima com o dedo

 e limpa o nariz na manga.

 Dentro dele tem um menino que se escangalha de rir,

tem medo da maldade,

se enche de coragem e desafia o perigo,

me diz coisas simples daquelas

que a gente sonha que sejam verdade,

 me namora envergonhado de longe e me rouba uma flor,

me beija de olhos abertos pra ver se não fujo e fala estranho de amor.

Dentro dele tem um menino, e por fora um homem... 

que me faz mulher... e, coloca uma menina dentro de mim...!"

-Tíccia-

 



- Postado por: Cris ® às 22h41
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E, dentro dela, a menina...  a menina daquele menino...!

 

 



- Postado por: Cris ® às 22h18
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Quando A Dor Te Corta...

"Não tenho nada a dizer
Eu fico muda quando a dor te corta
Seu corpo exige atenção
E nessas horas nada mais importa

Nem oração, nem poemas
Nem música, nem televisão
Nem sentir raiva, nem pena
Não adianta fugir, nem segurar sua mão

Vou esperar do seu lado
A tempestade passar
Vou esperar do seu lado
Porque eu só posso esperar

Queria fazer milagres
Te dar alívio pondo a mão no seu peito
Limpar o céu dessas nuvens
E te entregar um dia perfeito

Mas vem a dor feito enchente
Levando o sol, te carregando pro escuro
Levando preces, milagres
E agora eu morro de pressa de chegar ao futuro

Vou esperar do seu lado
A tempestade passar
Vou esperar do seu lado
Porque eu só posso esperar"

 



- Postado por: Cris ® às 14h25
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“O seu beijo fecha o mundo inteiro em nós dois...”

E já não importa o que passou...

Já não importa o que virá depois...

 



- Postado por: Cris ® às 08h21
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Quando se encontraram depois de tanto tempo,

depois de tanto espaço vazio,

de tantas madrugadas frias,

de tantas palavras rudes,

de tantas acusações,

depois de tantas culpas...

nada disseram...

Apenas se olharam

Beijaram-se, despiram-se, amaram-se naquele olhar...

Ele não pediu

Ela não questionou

Beijou-a como se fosse a primeira vez

Amou-a como se fosse a última...

Amaram-se num misto de prazer e fúria

(havia tanta saudade, tanto desejo, mas o som da dureza das palavras que trocaram ainda ecoava  dentro deles...)

Mas, apesar disso e a despeito de tudo

Ele a amou até onde nunca antes a tinha amado...

Até onde nenhum outro  amou, nem ele mesmo...

Ela se entregou  como jamais fizera a ninguém, nem  mesmo a ele ...

E, em cada canto de corpo, em cada fresta de alma:

 amaram-se, completaram-se, foram um só...

Não se despediram,  mais uma vez nada disseram...

Partiram ... não sabiam se iam se ver novamente,

não tinham a certeza de nada, apenas do AMOR... !

 



- Postado por: Cris ® às 21h05
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Corpo inerte, parado... espera

Coração apertado, encolhido... aguarda

Mente em profusão... Pensamento em turbilhão

tenta encontrar um motivo,um único que seja,

que faça sentido pra essa dor que invade,

que deixa sem rumo, perdida, sem saber...

Dor que desmente os sentidos do corpo,

que aparentemente anda, fala, trabalha, continua enfim...

mas, nada sente... olha, mas nada vê, fala, mas nada ouve

Vive sem viver...

Ah, essa saudade apertada, essa dor de não saber...

Nem como, nem quando, nem onde, nem por que...

(Cris)

 



- Postado por: Cris ® às 21h15
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