:::Cris... ® :::


.::Preciso

Tanto

Aproveitar

Você ::.


Beijar teus olhos, olhar tua boca....

"Toda vez que te olho crio um romance"

Cris...®


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E de novo esse silêncio... Silêncio que não contenho e que não fujo. Quero! Silêncio que espero e que procuro. Busco!Silêncio! Presságio doce caindo em meus lábios. Prece! Dos Deuses! Manhãs de girassóis e céu... Canções de estrelas e mar... Desejos! Borboletas pousando em sonhos. Saudades se encontrando. Na pele. No instante do cheiro. No momento do corpo. E uma história (de amor!) de novo acontecendo. E o destino (o nosso!) se cumprindo...( No silêncio de nós dois!)

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 12h32
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Não consigo conter esse silêncio que cresce vez em quando dentro do meu peito.  Silêncio que arrepia e não explica. Fica! Silêncio de lua-promessa.  Não há pressa! Silêncio de sonho que não decifro. De multidão que se cala. Silêncio que cai estrela, permanece chuva e segura o sol na palma da mão. Silêncio de tempo adormecido. Silêncio que não defino. Sinto! Silêncio de espera talvez. De encontro quem sabe. Não sei! Não sei o que é. Sei o que não. Não é silêncio de abismo. Não é triste, não é denso, não pesa, ao contrário, acalma...! Leva e eleva! Me toma inteira, e me mostra o silêncio mais puro. O silêncio dos anjos...!

 

(Silêncio de anjos dançando no céu dos teus olhos

quando teus lábios mergulham nos meus,

e nossos silêncios se encontram....)

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 20h00
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Das coisas que sempre serão

 

 

Não eram palavras. Não era o que foi dito. Era o que se calou (ficou por dizer...). Não era silêncio. Era o que o vento contou. Não era som. Era o sussurro do mar. Não era sério. Era sincero. Brincadeira séria de amar. Não era caso. Era raro. Carinho de nuvens. Destino sem acasos. Não era o que não se via. Eram os olhos que se procuravam o tempo todo. Não era o olhar que por vezes fugia. Era o que no peito crescia. Não era a fome. Era o que nela nunca morria. Não era arrepio. Era vontade da pele. Não era febre. Era o que neles ardia. Não era o que tentavam resistir. Era o que aceitavam sentir. Não era a espera. Era o que sabiam existir. Não era a falha. Era a falta. Não era ausência. Era encontro. Não eram  frestas. Eram pétalas. Não era história. Era memória do corpo. Não era manso. Era pecado de anjos. Não era fúria. Era afago de chuva. Não era música. Era um despertar doce. Um adormecer em nuvens. O silêncio das palavras na melodia do vento. Não era apenas desejo. Era o beijo crescendo no corpo. O volume do gosto. A vertigem do cheiro. Proposta de sol. Resposta de sonhos. Promessa de céu. Prece de estrelas. Não era o que aconteceu. Era o que neles nunca morreu. O que permanece nele. O que fica nela. Existe em um, vive no outro... O mesmo pulsar, a mesma loucura, a mesma vontade, a mesma saudade,  nenhum adeus.!

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 18h58
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QUANDO NOS PERDEMOS DE NÓS MESMOS

E depois de tanto tempo, você me vem, me chega e me fala, me conta de você. Me conta das tuas dores, que já nem sei bem ao certo se são essas mesmas ou tantas outras, mas que por certo te doem tanto quanto. Fico muda, te ouço sem saber o que dizer. Mas, ainda que eu soubesse, naquela hora, você não iria me ouvir. Você falava, jorrava palavras de uma vez , como se nelas conseguisse se expulsar, expelir toda dor. E, depois de dias, aqui estou! Tentando te falar o que na hora não soube dizer, não que eu saiba agora, ainda não sei! Mas, te escrevo, sem saber ao certo se as palavras são para você ou para mim... Sabe, você me vem à mente, e a todo instante te ouço de novo. Te vejo me dizendo novamente que já não conseguiria me olhar nos olhos. Você se diz perdido e eu não me acho. Porque quando você some de si mesmo, eu me ausento de nós dois. Porque quanto mais tento te reter mais me escapo. Porque quanto menos as lágrimas são possíveis mais te sinto doer irreversível dentro de mim. Porque te sinto num labirinto e o início já não é fácil, como naquela carta de Caio em que ele diz: “Procuro o fio, há só a meada” e se pergunta onde será que tudo começa.  E, me pergunto, e te pergunto: onde será que tudo se perdeu? Mais uma vez o fio nos escapa, e tudo que há é esse pulsar das coisas, da vida que não pára, e algo vai se desprendendo da gente, como se deixássemos de existir. Como se a parte mais bonita tivesse toda ficado para trás. E, eu fico aqui tentando encontrar as palavras certas, maneiras possíveis de te falar e de te mostrar que o caminho continua lá, e é sempre possível que você se receba de volta...  Procuro o jeito não encontro a forma. Queria agora te falar de paz, força e fé. Te entregar sonhos, milagres e flores. Te (re)compor em versos, poesias e rimas. Mas, se tudo posso porque acredito, nada seria suficiente porque você agora não. Porque o que te sobra agora é só a falta de si mesmo. O fio da tua crença se solta a todo momento, no meio daquilo que pensa estar perdido em você... Ainda assim, te falo, mesmo sem saber como. Te falo daquele sonho bom, da paz daquelas manhãs em que éramos tão simples, em que tudo acontecia tão fácil, sem planos ou encontros marcados. Tua força era minha fé. E o dia fluía perfeito, e a tarde se abria em flores, e a noite caia feito um milagre. Tua boca era um céu de estrelas em meus lábios, e a madrugada surgia feito um poema, poesia estampada na pele. Versos e rimas silenciosas de nós dois... Tudo era descomplicado e perfeito porque não procurávamos entender, sentíamos apenas. Talvez isso esteja te faltando agora: te sentir por inteiro, encarar teus medos e verdades de frente, com todas as implicações e dores que isso possa te trazer, redescobrir o milagre que é você. Porque todos, sem exceção, somos milagres de Deus, o que acontece, é que por vezes nos culpamos tanto, questionamos muito, indagamos demais, nos perdemos de nós mesmos... Tem uma frase de Clarice Lispector que diz assim:“Tenho que não indagar do mistério para não trair o milagre”. Acho que é isso... Sei que talvez você não esteja me ouvindo, talvez não agora... Mas, sei também que as respostas você já as têm. Falei tanto... quando o que eu mais queria era apenas te desejar uma coisa bem bonita... Te desejo, então, meu sol, que algo lindo te encontre, te apercebas e te sintas, te tome pela mão, te ofereça flores(as tuas) e te traga de volta para a tua fé... E peço!  Peço que nem todos os nossos abismos me impeçam que eu te deseje sempre o lado mais bonito de você...! E que eu sei, continua aí...

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 19h36
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Silêncios se rompem, mas palavras não alcançam. Nem silêncios, nem palavras, já não dizem nada (não abraçam). Ele não se permite o olhar dela. Ela já não procura o dele... Ele fala sem ouvir. Ela talvez já não esteja ali. Não quando já não se importa em entender. Não quando já não insiste em perguntas. Não quando já não lhe interessa as respostas. É um estar sem permanecer. Um ir embora sem partir. Saudade sem a falta. Promessa sem a pele. Vontade sem a espera. Amar sem pertencer. Personagens sem história. Memória do que não aconteceu. Carinho sem afago. Caminho sem atalho. Mágoa sem  lágrima. Erro sem escolha. Acerto sem razão. Perdão que não redime. Febre que não arde. Fogo que não queima, e que no entanto teima... Não apaga. Não incendeia. Não some, nem consome. Mas, continua ali... Não morre. Não vive. Permanece sem ficar... Resiste sem porquês! Como certos finais que não terminam. Como certos amores que se perdem e não acabam.  Como certos sonhos que não morrem. Adormecem! Pra não dizerem Adeus!



- Postado por: Cris ® às 18h04
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SILÊNCIOS DE UMA TEMPESTADE

Um dia frio, um céu perdido em cinza(s). Fora: o vento! Incessante, cortando! Dentro: um algo que não defino! E que, no entanto, corta igual! Talvez um vazio, talvez uma espera que já não espera, talvez uma tristeza que já não consegue chorar, talvez uma dor que já nem sabe como sangrar. Há uma lágrima querendo acontecer, mas não encontra um jeito ( peito segura a chuva, coração contém a explosão!). Ponto-de- fuga-cego, a mesma música ainda, os mesmos erros também! Mas, tudo parece meio bobo agora. Quando o céu desaba silencioso não há como questionar  tempestades. Não questiono nada então, deixo de procurar “teus sinais”, não me confundo mais. Deixo tudo como está. Fica tudo certo na aparente quietude de teus medos. Tudo previsto e ensaiado. Talvez se contente assim! Não eu! Não me satisfaço com essa coisa morna. Amor que desperdiça afetos, segredos impedindo o gesto, adiando o olhar. Dor pra mim tem que sangrar! Amor só serve se arder!. Porque amor por vezes dói, e têm horas que dói muito, aí não tem jeito, há de se deixar sangrar... Dói pela gente, muito mais pelo outro. Não dá pra simplesmente calar... Por isso, hoje eu saio!A porta permanece aberta, contudo não vou entrar (é saindo que estou...). A distância é a mesma, sempre foi e eu “estive o tempo todo aqui”, e  não vou dizer que “só você não viu”, porque sei que viu, notou e quis, maaaaas... É... Tem sempre um mas. Estou farta de mas! Não quero mas.  É o mais que quero! Não menos, não mas, MAIS! Complexo? Não! Simples assim! É chegada a hora de esvaziar-me além do vazio(esvaziar-me além de mim mesma), deixar de lado o que me tornei pra voltar a ser o que sempre fui. Preciso me sentir de novo, sangrar minhas dores, doer inteira até o fim. Preciso partir, enfim... Não de você! De mim! (Porque já não sangro e o sentimento é estranho...). Abandono-me então! Não abandono o sonho, tampouco você! Deixo-me perder nesse instante, pra quem sabe um dia me encontrar inteira de novo ! Sigo! Não sei bem por onde, ainda não diviso o caminho, pode ser que eu volte(só não sei quando, nem como,  nem se...)! Por agora apenas vou. E juro. Sem olhar pra trás! “ Por hoje não”! Ao menos hoje não vou olhar pra trás...

 

(Cris...)

 

“Quem sabe isso passe

  Sendo eu tão inconstante...

 Quem sabe eu volte cedo ou

 Não volte mais...”

(Ana Carolina)

 



- Postado por: Cris ® às 19h25
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Um silêncio outro

História alguma pra contar...

 

 

 

 

 

Ando calada. Tanto ainda por contar, mas nada sai. Um grito mudo na garganta, tempestade silenciosa dentro do peito... Palavras somem numa ausência... Leio um conto de Caio Fernando de Abreu (incrível, e pra você vai parecer repetitivo, que seja! Mas, no meu mais profundo silêncio é sempre ele que procuro, é sempre nele que me escuto...). Repito-me então! Sempre, sempre e sempre! E leio, e leio, e leio... e quanto mais o leio mais me sinto... Cada frase, cada palavra me toma de forma avassaladora. Alguns de seus textos poderiam não me dizer nada, mas sempre dizem... Algo sempre me toca (e toca fundo...) Por vezes, prendo-me mais nos trechos que no todo, e não raro, o simples título fala inteiro para mim. Como esse: “Uma história de borboletas”, e o trecho: “Tudo é natural, basta não teres medos excessivos, trata-se apenas de preservar o azul das tuas asas”... E eu aqui, tentando arrancar algo desse teu silêncio covarde (excesso dos teus medos...), tentando encontrar asas onde o azul já se perdeu há muito tempo. E querendo! Querendo muito ter uma história pra contar. Queria uma história agora ( a nossa...), uma história de borboletas, mesmo que já não houvesse borboleta alguma ( mas há, só não sei ao certo em qual momento ela abandonou sua própria história...). Há ainda tanto por dizer, tudo por acontecer, e uma história que não termina, e que, no entanto, já não sei contar... É que existem coisas que palavras não contam (o silêncio já foi mais preciso, não hoje!). Quando o olhar cala e borboletas não vê(e)m, o amor não encontra a fala, desaprende o gesto. Alturas não bastam e não há asas pro azul. Quando o gesto falta, sobram silêncios... E já não são os mesmos! São apenas silêncios, e só...

 

(Tantos silêncios já não contam nossa história)

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 19h31
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O verão de um outono cinza

 

Foi de repente, sabe esses acasos que de tão anunciados acontecem assim quando menos se espera? Pois é, foi assim... Depois de todas as buscas, depois de todas as primaveras, outonos e invernos, nessa ordem? Eu poderia dizer que “não necessariamente”, mas isso seria óbvio demais. Sem problemas, sou óbvia também... Mas, a verdade é que não sei, nada sei da tal “ordem” das coisas, confesso que me atrapalho toda com seqüências e formas de. Nunca começo pelo início e não raras vezes me perco no meio de um fim... Mas, eu estou fugindo do assunto. Falava da espera. Não! Falava da falta dela... da busca incessante, que abruptamente cessa (sem que ao menos se perceba) no meio de um nada e atravessa folhas, flores, cinzas e ventos...  e pode ser nessa ordem mesmo.  Se você quiser. Ou não... É, mas tem o verão, ainda não falei dele. É que ele tinha o momento exato de acontecer. E aconteceu... Aconteceu exatamente naquela hora boba em que ela distraída não esperava mais nada, ou algo assim muito parecido com um nada, sabe?... Um nada de saudade, um nada de medo. Um nada de verdade ou de afetos, de segredos ou apegos. Um nada de mágoas ou de espinhos. Um nada de flores ou dores, sonhos ou abismos. Um nada que ferisse, um nada que fechasse, um nada que esperasse, um nada que sangrasse, um nada que mentisse ou cantasse, partisse ou calasse, um nada que rodasse ou escapasse, um nada que mexesse ou encantasse, um nada de silêncio ou arrepio, um nada de mistério,um nada de sério, um nada de graça,  um nada de errado, um nada sentido, um nada perdoado... um nada de sol, um nada de frio... Um nada de nada no meio de um tudo que lhe sorriu num de repente mais que esperado... E  bem ali,  no centro de um nada, no dentro mais fundo de uma “tarde lenta”, nos ombros de um outono morno, no in-verso de um inverno tolo,  numa primavera-brisa-promessa

Foi que ela aconteceu de novo nos lábios dele...

 

(Numa tarde de outono de um verão mais-que-perfeito...!)

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 13h28
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Ando perdida... Novidade nenhuma, os que me conhecem sabem que vivo perdida. É fato! Sou mesmo assim. Para falar a verdade acho que já nasci perdida, sem rumo. Acho que já nasci questionando tudo, sempre fui a menina dos “por quês”. Sempre tentando encontrar respostas, mesmo quando já havia desistido das perguntas, mesmo quando ainda nem havia perguntas... Tantas vezes antecipo-me em respostas, para as quais ainda nem existem perguntas, me derramo antes da chuva... Antevejo a estrada, e quase sempre sei onde ela vai dar, e não raras vezes, me perco no meio daquilo que eu já sabia, mas não queria. E, quando me (pres)sinto assim, recuo! Repito-me! Talvez eu saiba exatamente o que fazer para mudar isso, só não sei se quero. Entre o “saber” e o “fazer” há muita coisa no meio, muito a ser reconhecido e descartado. Acho mesmo que a grande verdade é que não quero me libertar de velhas amarras, ainda que o nó esteja tão frouxo... Tenho dificuldade em descartar. Simplesmente não consigo, e mesmo sabendo o que fazer, não faço! Isso deve ser um vício, só pode! Viver perdida, seguir pelos mesmos caminhos, se machucar nos mesmos espinhos, tentar conter abismos que não criei, justificar erros que não são meus (não que eu não os tenha, tenho muitos e pago o preço pelo processo de repetição em que me encontro). Me pego sentindo saudades do que nunca existiu, tentando mudar o que poderia ter sido. Me vejo tentando ler um silêncio que já não diz nada, esperando um gesto onde agora nem mesmo as palavras existem...  Me decepciono e não aprendo, fico ainda tentando entender os porquês. E de tantos “porquês”, constato e me perco, pra não ter que admitir que tudo não passou de um engano...

(Cris...)

 

“Não vai ser em vão
  Que
fiz tantos planos de me enganar
  Como fiz enganos de me encontrar
  Como fiz estradas de me perder ...”

 (Chico Buarque e Tom Jobim)



- Postado por: Cris ® às 00h13
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Aquele vazio de um nada

Aquele desejo quase sem máscara

Aquele arrepio por dentro

Aquele quase de um instante que insiste

Aquela quase-saudade que fica

Quando o balanço impreciso das horas

No movimento indeciso dos dias

No encaixe quase perfeito do tempo

Quase permite o momento voltar

Hora em que ela quase sente falta

daquela quase-história de amar...

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 09h54
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Tenho vivido dias em que um “não”, esse advérbio que de tão pequeno poderia muito bem passar despercebido, e que no entanto, grandiosamente presente,  não fala, grita! Tem estado, constante e insistente, antecedendo meus verbos, pontuando meus dias. O estranho é que o que seria para “negar”, determina meus desejos (ou a falta deles, já nem sei mais...), questiona o que penso e a todo momento me interroga... NÃO quero? NÃO espero? NÃO sou? NÃO estou? NÃO sei? NÃO tenho ou NÃO entendo? Certezas? Verdades? Tristezas? Dúvidas? Mentiras? Ilusões?

Certezas me escapam a toda hora... Será por que, em realidade, são meras ilusões, nítidas fantasias do que se espera que se diga? Verdades que se atropelam, mentiras que se transformam para mascarar a dúvida, enganar a dor, emprestar amor onde o carinho não chega e o gesto se perde?

NÃO, NÃO, NÃO... Definitivamente NÃO!

Não sou feita de certezas, não acredito em verdades plenas, mentiras ingênuas ou tristezas extremas... Não acredito em dores que não sangram, ilusões que de tão tolas: calo! Contudo, vez em quando, tudo me toca e me machuca... Ainda assim, nesse eterno paradoxo de mim mesma,  creio! Continuo e busco...! Pois, tudo que tenho é isso: essa busca constante, e como um dia escreveu Clarice (de forma tão plena):

“(...)Eu não digo que eu tenha muito, mas tenho ainda a procura intensa e uma esperança violenta. Não esta sua voz baixa e doce. E eu não choro, se for preciso um dia eu grito (...)”

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 20h37
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Quero estar...

...Não só na tua mente, quero não só te fazer pensar, um momento imaginar... Quero mais, eu sempre quero mais! Quero todos os teus pensamentos, cada momento teu.Quero estar na tua mente, no teu corpo, em tudo que sentes. Quero ser teu fogo, tua fonte e teu afago, te dar de comer, inundar a tua sede... Quero respirar na tua pele, pulsar no teu íntimo.  Quero o que há de mais inconfessável nos teus sonhos, o que há de mais secreto nos teus desejos, o que há de mais sacana na tua boca...  Dos teus pecados o que há de mais santo, o  mais profano das tuas virtudes... Quero ser a insensatez da tua lógica. Da tua loucura: a lucidez! Da tua timidez: a audácia! Da tua calma: a pressa! Do teu normal: o insano! Quero ser o teu contraste, tua verdade e teu disfarce, teu passo e teu impasse, teu porto e tua fuga, o teu sol e tua lua, teu dia e tua chuva, teus caminhos e teus desvios... tua reta, tua rota, tuas ruas e tuas curvas...

Quero estar no que há de mais fundo do teu corpo, no que há de mais dentro de você...

Quero todos os teus sentidos, cada gemido teu... Quero teus plurais, te quero inteiro,irregular... escravo-no comando, altivo-submisso, de joelhos, me dobrando, me domando, TODO MEU!

 

(De mim quero apenas o que permanece de você...

Meu corpo eternamente marcado por tuas mãos...

Teu cheiro para sempre em mim...!)

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 21h07
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“Derrubo meus olhos no chão sem medo no coração,

Porque sei que, às vezes, a noite cai de luto, mas o dia

Amanhece quando eu peço...”

(Donzela Guerreira)

 

Estou (re)mexendo minhas dores, encarando-as de frente,(re)ajustando o foco, desfazendo os nós...  indo ao chão, entregando-me à noite escura, sentindo cada nuance do meu cinza, indo ao fundo mais escuro dos meus medos pra poder (re)descobrir, enfim, a clareza dos meus dias, a beleza do meu mundo... Sangrar abundante velhas mágoas até o fim, para só assim poder (re)escrever a minha história, buscar a vida...!

Refazer a trajetória,  (re)inventar a canção, (re)desenhar o coração, e  pulsar de novo: inteira... intensa...! No meu vermelho mais vivo...!

E dançar...

...rubra em teus braços !

 

Porém...

 

É noite ainda, mas tem nada não

Uma hora eu peço:

“Amanhece meu sol...!

Dança comigo?”

 

(Cris...)

 

 



- Postado por: Cris ® às 19h10
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Faz tanto tempo que não te escrevo, há muito, teus silêncios me roubaram  as palavras... ( e elas eram todas para você... tímidas-implícitas-explícitas-safadas...!Tuas sempre!). Hoje já perderam totalmente o sentido ( agora que a falta se espalha e a ausência se faz acostumar). Contudo, não minto (não fujo do que sinto), penso ainda vez em quando em você (mais vezes do que quando...). Mas, já não sofro pelo que não entendo... Falta agora, só sinto daquilo que não foi dito. Saudade hoje, somente do que ficou subentendido e nem mesmo sei se você se deu conta... Do que poderia ter sido “perfeito não fosse antes quebrado...”,  não fosse antes  partido-perdido, jogado no precipício dos teus medos (esquisito isso, para quem diz nunca ter amado alguém assim (assim como? Fala pra mim... mas, fala agora, já! Antes que tudo se desfaça de vez, antes que vire nada,  poeira, “só mais uma canção na madrugada”) coisa estranha amor que não ama e tem tanto medo de perder)

Medo de perder...

Foi aí, exatamente aí,  no medo de me perder que você se perdia, e não percebia (ou não queria perceber) os indícios de um fim que atropelava o início, que de  tão doce assusta...!

 Mas, o carinho ainda existe e os caminhos são tantos: todos!

No entanto...

Tolos desperdícios vão se repetindo...

Há céus, há asas, paraísos e rosas... e  você preferindo abismos...

Calo-me...!

(Cris...)   

"Então a suspeita bruta: não suportamos aquilo ou aqueles

que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós (...)

Não, não suportamos essa doçura(...)

Doeria mais tarde, quem sabe, de maneira insensata

e ilusória como doem as perdas para sempre perdidas,

e portanto irremediáveis,

transformadas em memórias iguais pequenos paraísos-perdidos.

Que talvez, pensava agora, nem tivessem sido tão paradisíacos assim (...)”

(Caio Fernando de Abreu)



- Postado por: Cris ® às 19h50
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Ele era lindo... E tinha um sorriso...

Ah! Aquele sorriso!

Era sol!

O mais lindo que ela já viu...

Sorriso largo num rosto de menino

Lábios perfeitos numa voz máscula

 de homem que sabe o quer

(e como conseguir...)

Largo, cheio, pleno!

Preenchia, envolvia...

Chegava antes de tudo,

 Antecipava qualquer festa

Justificava qualquer espera

 

E...

Despertava...

Sonhos?

Também...

Olhares e sonhos

Suores e sonhos

Flores e sonhos

Fomes e sonhos

Desejos e sonhos

Sonhos e beijos...

 

E falando em sonhos, e falando em beijos...

Ela descobriria, mais tarde, que morava  nos sonhos dele

E descobriria, finalmente, que melhor que aquele sorriso

Só mesmo o beijo...

Porque se o sorriso era sol, flores em pleno inverno

O beijo antecipava todas as primaveras,

 ultrapassava qualquer sonho

Tinha  cheiro  azul e  colorido de estrelas

Era céu sem esperas!

(E o céu nunca tinha sido tão doce...)

E o resto?

O sonho antes do beijo, o beijo além do sonho?

O resto foi (é) tudo...

O mundo inteiro cabendo num único gesto...

Silêncio de pele, movimento de corpos,

Roçar de pêlos, pétalas, poros e pernas

Um (a)mar em chamas

Líquido-gemido-lambido-gostoso que queima

Sussurros-arrepios-lençóis...

E os sonhos se cumprindo( molhados...!)

em segredo...Desejo, saliva e suor...!

 

(Cris...)

 

"(...).O cheiro do teu corpo persiste no meu durante dias... 
Guardo, preservo, cheiro o cheiro do teu cheiro grudado no meu.
E basta fechar os olhos pra naufragar outra vez e cada vez mais fundo na tua boca(...)”

-Caio Fernando de Abreu- 



- Postado por: Cris ® às 19h11
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Dos teus segredos conte-me somente o necessário, ou melhor, não me conte nada, são teus!

Do teu íntimo quero apenas a parte que me cabe: tua pele, teu cheiro, teus poros, teu corpo, teu suor... a febre que te queima por dentro quando antecipo teus medos e te deito rente aos meus sonhos e te aninho em meus seios e te sinto menino no meu amor...!

Nesse instante te alcanço a essência e te vejo tão nítido... tua sede me é tão clara e sei tanto da tua fome e sei tudo de você...

No teu silêncio te leio inteiro e dele quero apenas o que as palavras não alcançam quando me (ante)vejo (nua...!) tão dentro de você

Quando atravesso teu mundo e pontuo teu desejo... no fundo dos teus olhos danço...( tua...!) em cadências de estrelas, que escapam do teu olhar  e vão (vou) morar no céu do teu beijo...

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 17h45
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Em noites de tempestades

(momentos de sentimentos- metades)

(de amor partido ao meio)

Alimento-me do vento

Pensamento solto

Vejo teu rosto

Teus lábios pousam de novo

 nos meus sonhos

Sinto teu gosto

E, tudo então se transforma...

A tormenta se desmancha

Sou chuva mansa

Roubo...

...” flores do teu cheiro”

Me derramo...

...em pétalas sobre teu corpo

Te amo...

 ... em nuvens...

Te sopro estrelas...! 

 

(Cris...) 

 



- Postado por: Cris ® às 20h22
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Ando em plena confusão...

Há dias que nada sinto, pés no chão, simplesmente sigo ( se bem que isso tem sido tão raro, meus pés já não cabem nesse “curto espaço de (não) amar”, querem voar... mas eu não quero! Porque sou assim mesmo, pura contradição, enquanto os sentimentos me re(viram) por dentro, eu só queria nada sentir... seguir apenas, mas não, ando mais naqueles outros dias(todos...!) em que sou toda sentimento,  inteira  coração...

A verdade é que ultimamente ando sentindo muita saudade...

Saudade daquelas que te arranca da terra pela raiz e te joga inteira na tempestade.Você fica ali bem no meio do furacão, no centro da ventania...Tudo te toca, e te (re)vira do avesso (um carrossel de emoções, um céu de sensações... rodando, girando...). Silêncios em movimento, palavras roubadas pelo vento, alma que fala tão dentro, sussurros perdidos no tempo...

Tudo passa diante de meus olhos, tão rápido, confuso... sem rumo... Meu mundo (girando, pulsando...) dentro disso tudo. Me busco, me sondo, me procuro, não me encontro... Então corro (em vão), e choro, e chovo, e vento, e volto... Não penso! Pulso, sangro, não fujo, amo! Mas, é sempre tudo tão estranho, e de vez em quando dói tanto que me agarro a qualquer detalhe, a qualquer coisa que me faça acreditar em tudo outra vez (acreditar nessa saudade “outra”, saudade estranha, desatenta, desajeitada, desajustada, sei lá! Saudade-Silêncio-Esquisita, não grita...! Não alcança.. mas existe tal qual como a minha...). Me agarro a isso, nem procuro (des)culpas, simplesmente, tão pura e ingenuamente me agarro a  uma vontade, a uma verdade qualquer (até porque não sei se existem verdades que não se contestem...) Li certa vez (André Gonçalves, o cara escreve muito) e transcrevo: “(...)Verdade? O que é a verdade, senão uma mentira repetida e repetida e repetida até que se formem cristais de meias-certezas?(...)" Então, talvez seja isso, ou não... o que importa?

A verdade é que sinto saudade e que não consigo apenas seguir... Queria terra firme, queria poder fincar meus “pezinhos” no chão, cravá-los na terra com todas as minhas forças, eu bem que tento(queria a calmaria), mas quanto mais tento mais me sinto flutuando, me vejo  “pequenininha”, rodando, girando..., e meu coração ainda lá, cada vez mais lá, no centro do furacão... Talvez seja o próprio...

(Porque  em dias como esse: dessa saudade maior, dias em que nem verdades, nem mentiras existem... apenas SAUDADE! já não sei ao certo se é meu coração que se joga ao vento ou se é ele  a própria ventania...)

 

(Cris...)

 

 



- Postado por: Cris ® às 21h34
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Vem cá, chega mais perto

Encosta tua alma no meu peito

Descansa teus medos no meu colo

Deixa-me  sussurrar ao teu ouvido qualquer verdade

Ou talvez quem sabe, qualquer mentira doce, qualquer coisa...

Algo que nos dê sentido e que nos faça acreditar que tudo ainda tem jeito

Que o sonho ainda existe (resiste...)

E que a despeito de ausências, segredos, (des)crenças...

A essência prevaleça e que o amor não seja desfeito

Ao contrário, cresça!

Pra  que no teu medo de me perder, você não me perca de fato

 Pra que  eu possa continuar “a ver flores em você”

Sempre...!

 

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 17h51
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E então? Por que essa cara de quem nada entende,

esse jeito de menino indefeso,

 esse olhar de quem nada quer enquanto vai

me desnudando com os olhos e me devorando por dentro?

 E esse sorriso safado me deixando sem fôlego?

E essa barba por fazer procurando meu rosto,

 buscando meu gosto, me querendo em você?!!!

 Arrepio que desce tecendo-teso-roçando-gostoso-pescoço-

fome-febre-pele-pêlo-poro-adoro... esse teu cheiro macio...!

 Então pensa, então vem e me prensa! Deixa de espera!

 Então vem! Que te espero também!