Amar você naquilo que se perdeu em mim.Estar em você naquilo que nem mesmo você acreditava existir.Subsistir no abismo de nós dois... Você que não precisa falar.Eu que não me encontro no teu silêncio. Eu que necessito tanto da tua voz. Você que diz que não sei ouvir.Você que demonstra afeto no toque. Eu que me antecipo a tuas mãos.Você que gosta tanto do meu cabelo.Eu que não vivo sem teu sorriso.Você que repara nas pintas das minhas costas. Eu que percebo cada detalhe do teu olhar.Eu que amo você de boné.Você que me adora de botas.Você que é tão sério.Eu que me divirto com tua cara de mal.Você que não é fácil. Eu que posso ser bem difícil.Você que é tão compenetrado. Eu que sou tão distraída.Você que me diz ter mudado. Eu que te falo: continuo a mesma.Você que está mais leve e não quer mais as coisas pesadas de antes. Eu que flutuo no céu dos teus olhos. Você que se faz de durão. Eu que só me dobro com gentilezas. Você que procura a conexão de uma saudade. Eu que só quero me desconectar da loucura de qualquer explicação. Você que enlouquece no meu cheiro. Eu que te tenho inteiro na minha pele. Você que me procura e recua. Eu que te recebo e não tenho medo. Você que tem medo que a história se repita. Eu que me entrego à memória do que ainda não aconteceu. Você que já não sabe o que quer. Eu que sei exatamente o que não quero. Você que tinha tantos planos. Eu que só queria o momento. Você que não sabe dos meus erros. Eu que não conheço teus enganos. Você que queria casar. Eu que já te pertencia. Você que agora precisa de tempo. Eu que hoje já não quero esperar. Eu que não soube me entregar. Você que se arrisca em me perder. Você que finge que não liga. Eu que não te digo do meu ciúme. Você que me ama e não quer. Eu que te amo e me afasto. Seguimos os dois... Desencontrados! Nesse amor sem concessões... (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 22h00 [ ] [ envie esta mensagem ] Estranho é não saber te dizer dessa saudade, daquilo que mais me faz falta em você. Esquisito é ter que te deixar partir pra poder voltar a me sentir. Insano é consentir que você me perca, te perder mil vezes pra quem sabe me encontrar nesse labirinto de nós dois...
Loucura foi permitir que nos déssemos às costas por pura impaciência de desvendarmos os caminhos... (Cris...)
$ei que não entendo nem metade do que já sentiu por mim. Por absoluta ausência de comunicação. Sei que não entende nem metade do que sinto por você. Por absoluta ausência de paciência. Eu preciso ouvir, você não precisa falar, nos amamos desinformados. A sobriedade das sobras. (...) A chuva sempre está vestida para velório. A chuva lava bagunçando. Deixa tudo mais sujo. Muito mais verdadeiro. (Fabrício Carpinejar) - Postado por: Cris ® às 22h56 [ ] [ envie esta mensagem ]
Procura mais de si mesma pra não se perder do pouco que restou . Pra não endurecer. Pra não admitir que tudo foi engano. Pra não desacreditar. Pra não deixar morrer dentro dela o que sempre lhe foi verdadeiro. Pra aceitar suas limitações. Pra reconhecer que não é tão nobre assim, que, por vezes, abandona suas flores e é só tempestades (procura seu sol, só encontra trovões... )Pra parar de querer ser senhora da situação. Pra entender que o coração erra também e que os sentimentos traem (certezas se dissolvem na covardia daqueles que não sabem olhar mais fundo). Pra não insistir em perguntas. Pra não buscar desculpas. Pra encarar as respostas não dadas (suadas-não ditas-sentidas). Sangrar constatações, isso dói. Abandonar suas crenças, dói ainda mais ... Não há como se encontrar quando se perdem convicções.As horas andam e as fendas são tantas... Atenções desperdiçadas, história interrompida, já não há mais como voltar. Frestas apenas, nenhuma porta aberta, segredo algum pra guardar ... Sobram falhas, restam medos, e o tempo vai tecendo vazios, e só... (Cris...) - Postado por: Cris ® às 15h43 [ ] [ envie esta mensagem ]
To com saudade do teu cheiro na minha pele. Saudade de arder na tua febre quando tua boca me põe louca, teu suor invade meus poros, tua língua explora meu corpo e teus lábios me fazem amor... Saudade da tua voz sussurrando no meu ouvido, me pedindo pra dizer que eu sou tua, arrancando minha roupa, me arrepiando inteira quando me puxa para a tua fome, me deixando nua no momento em que queimo no teu beijo, me afogo no teu fogo, mergulho no teu gosto, arranho tuas costas, e sussurro que sou tua... (completa e irremediavelmente tua...!) Saudade de dormirmos agarradinhos, acordar no teu toque, na música que nos desperta, no instante em que me vejo nos teus olhos e o desejo arde de novo em nós... Saudade até, de quando você me deixa de lado por causa do violão (um dia ainda sumo com ele... eu juro! rs). Saudade da canção que brota gostosa da tua boca, do tom dos teus olhos que muda conforme você sorri (cor de mel quando você está sério, mais verdes quando está feliz), do timbre da tua voz me arrepiando, do teu coração no ritmo do meu corpo quando te enxergo por dentro e você me olha tão fundo e me canta o amor. Saudade de tudo que me faz lembrar você, até do blues que nem curto muito, mas que agora escuto só porque de um certo modo te traz pra mais perto de mim. Saudade do mundo inteiro cabendo aqui no meu quarto quando você na minha cama está, me amansa na tua loucura, me enlouquece no teu cheiro, na hora exata em que te caço entre lençóis e me derramo nua em teu suor. Saudade do teu sorriso, aquele que torna tudo mais fácil, num instante de ternura única, que não sei bem o porquê você parece querer esconder (teu sorriso revela o teu lado mais bonito). Saudade até do teu mau-humor quando quero conversar e não deixo você dormir. Saudade até mesmo de você me dizendo que faço tudo errado, e eu retrucar, só para não ficar por baixo, que você não acerta uma. Saudade do vinho, do cheiro, do beijo, do fondue e da pizza. Saudade de ouvir você corrigindo a pronúncia do meu francês que eu nem sabia ser francês (RS), saudade de corrigir os pequenos deslizes do teu português. Saudade de cada detalhe da nossa história, do que fomos e de tudo que ainda podemos ser. Memória do que está por vir. Saudade do que não aconteceu (ainda!). De pegar a estrada pra praia ouvindo Laura Pauzini ( e nem adianta fazer cara feia, você deu idéia, agora agüenta RS ). De pão de queijo no Hotel Fazenda. De fazer amor, na serra, em frente à lareira. Da casinha na montanha, no mato, na cidade ou no campo (com você em qualquer lugar). Do fogão à lenha, do melhor feijão que você já comeu na tua vida (aquele que vou aprender a fazer só pra você). Da nossa cozinha e da varanda. Do jardim, cheiro de mato e lavanda, e o melhor cheiro: o teu!. Do periquito Ludovico e do papagaio Gervásio (RS). Do beija-flor todas as manhãs na nossa janela. De ouvir Beatles com teu filho. De ter você e ele comigo, contar histórias pra ele dormir, brincar de bicho-papão, fazer caretas no espelho, chorar de tanto rir. Deitar na grama e contar estrelas, pular amarelinha, soltar pipa, jogar bola, ralar o joelho, rolar no chão. De ser cúmplice dos teus atos, descobrir o mundo na ternura do teu abraço. Ser o motivo do teu riso, a rotina da tua pele, a promessa dos teus olhos, a proposta da tua boca, a resposta do beijo. Pulsar no teu íntimo... Fazer do teu lugar o meu... Por tudo isso, pelo que eu sinto e que sei você sente também. Por você, por mim, é que te ensaio um poema, arrisco na rima, me perco no verso. Só para te dizer dessa saudade. Pra te falar o quanto você me faz falta, do quanto te quero, pra te mostrar que não é a ausência de afeto o que há, talvez o que sobra dentro de nós morra um pouco no gesto falho, na entrega pela metade, nas palavras repetidas, no silêncio egoísta, do medo de ser nós mesmos, de expor nossos defeitos, e de repente descobrir que em meio a tantas diferenças somos tão iguais...Sinceramente não sei. Só sei que não quero desistir, quero continuar tentando, descobrir o jeito certo do teu jeito se encaixar no meu. Porque estamos apenas começando. Porque não quero deixar que se perca em mim o desejo de permanecer em nós dois. Cris... - Postado por: Cris ® às 21h35 [ ] [ envie esta mensagem ]
Não quero agora pensar nas tuas razões, te fazer entender.meus motivos, meus argumentos podem ser óbvios, mas talvez apenas pra mim. Difícil esperar, mais ainda dar o primeiro passo. Não que eu não acredite que você não vai dar, não que eu duvide que eu não vou saber esperar.Ou quem sabe a espera deva ser tua e o passo deva ser meu? Nem estou bancando a ofendida, querendo te mostrar como posso da forma mais difícil te fazer entender. É que certas coisas simplesmente se embaralham, e fica um misto de vontade e inércia, algo como um desejo que já nem sabe se quer ou o que quer de verdade. É incrível como sempre batemos de frente, eu que achei ter aprendido a contornar... Tenho feito muito isso, no trabalho, com as pessoas que me irritam, com as situações que me tiram do sério, exercito diariamente a minha paciência mais que impaciente, respiro, conto até 1.000, e contorno, e olha que (euzinha, esse ser naturalmente impaciente) tenho conseguido alcançar, até sem maiores esforços, o equilíbrio de algo que em mim nunca existiu ( a paciência em meio a tanta falta dela), mas com você é tão difícil (você que me é verdadeiramente importante). Procuro a calma e só encontro terremoto, você atropela o que sinto e eu ultrapasso teus limites, te peço a paciência que com você já não tenho, e você não me pede mais nada, diz que eu preciso a aprender viver com minhas dúvidas, porque nada é certo e nem sempre tudo se explica. E eu me calo pra tentar me ouvir no teu silêncio porque se eu falo eu te invado, e se eu silencio você não me sente, e se você se arrisca, eu não me entrego, e quando eu me atiro, você se segura.Perco a minha naturalidade, você retoma o seu controle, se fecha de novo em você. E eu tento te alcançar outra vez, tento te encontrar sem me perder, tento ter você sem deixar de ser eu, me procuro nos teus olhos pra não deixar no escuro de novo o seu coração, mergulho no que eu não entendo pra nunca mais voltar a viver na superfície, me afundo, me afogo, mas nunca mais volto pro meu mundinho particular, e se, de repente, faço tudo errado como você diz, é pra tentar não deixar você voltar ao teu, mas daí acabo te invadindo e você me fala coisas que me fazem doer, e eu acabo te ferindo tentando te mostrar os motivos que me trouxeram até aqui, meus medos, minhas angústias, tudo aquilo que você não me pergunta, porque espera o meu tempo, coisas que não compreendo em você porque, na verdade, de uma certa forma, refletem eu mesma, tantas diferenças nossas, e a mesma maneira de querer tudo do nosso jeito, urgência latente de querer tudo pra ontem, de não querer mudar nada por ninguém, mas sei lá, de uma forma ou de outra tenho aprendido a ceder e, estranha e contraditoriamente, com você tenho aprendido a ser menos ansiosa, a olhar mais atentamente pro outro pra não me perder de vista, a te entender mais pra compreender melhor a mim. (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 21h35 [ ] [ envie esta mensagem ] Eram duas esperas que não tinham como dar errado...Ele sempre a quis, desde o primeiro momento que a viu. Ela nunca mais deixou de ser dele, desde aquele primeiro instante em que descobriu que era ele tudo o que sempre esperou, mesmo sem saber... Ele não... sabia que seria ela, ela sempre fora a sua espera... Ela nem imaginava, mas teve a certeza no momento em que ele a olhou e o que ela viu foi a si mesma, ela vivia inteira naquele olhar...Ela se via nele e poderia tê-lo amado pra sempre... E, ao contrário do que ele pensava, ela não queria que ele mudasse, só queria que ele fosse ele mesmo, sem medo... Mas, esse medo conseguiu ser maior... E ele? Covarde-frustrado, provavelmente vai amá-la assim: naquele pra sempre que, contrariando a canção, nunca acaba... É que não se terminam coisas que não se exaurem... Essa é a sina daqueles que não se permitem ir ao fundo do que sentem: permanecem sem ficar, amam sem viver, de fato, o amor (covardia tem seu preço). E ela seguirá sem arrependimentos. E ele até conseguirá seguir por algum tempo, mas seguindo e voltando acabará vivendo daquilo que, estranhamente, não se permitiu viver... viverá da lembrança dela, perdido no precipício de si próprio continuará amando-a em silêncio. Aquele silêncio de abismo... Aquele que desperdiça afetos, que destrói sonhos, que não dá atenção ao vento... Porque como alguém já disse um dia: “não basta amar, é preciso cuidar do amor, há que se dar muita atenção ao vento...” E é assim que nesse amor medroso, descuidado, desatento de si mesmo, que de repente o vento sopra mais forte, corações escapam... E o mundo gira tão rápido que já não cabe mais naquele abraço. E é assim que duas esperas se perdem sem ao menos terem dado errado... (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 14h53 [ ] [ envie esta mensagem ]
E de repente vem essa coisa esquisita Nostalgia, saudade, vontade de voltar no tempo Tempestade muda no peito Um silêncio que já não entendo Uma desculpa que já não encontro Movimento distraído do vento E o outono chega E os dias passam... E tudo parece estranho Como uma história que se perde sem que termine Como um sonho que não chega ao fim Como se verdades partissem E eu, desavisada, ficasse Como se o sol, subitamente, chorasse E eu, distraída, esperasse flores Como se a chuva, insistente, inundasse E eu, sonhadora, Colhesse estrelas.. (Cris...) - Postado por: Cris ® às 21h28 [ ] [ envie esta mensagem ]
E eu escrevo... Mais uma vez... Nem sei por que ainda insisto, tanta coisa já foi dita, mas quanto mais se fala parece que menos se pode ouvir... Quem sabe, agora, só mesmo o silêncio possa ser entendido... Talvez seja mais fácil nada falar, não pensar em certas coisas, ou pelo menos fingir que não pensa, fingir que não sente, fingir que está tudo bem e se apegar àquele discurso covarde: “eu tentei, fiz de tudo, mas não consegui”... Talvez pudesse mesmo ser fácil desse jeito. É... Talvez... Isso se quando você encostasse a cabeça no travesseiro não viesse aquela sensação desesperadora de estar perdendo o melhor de você, de estar cada vez mais longe da sua essência. Isso se quando fosse só você com você mesmo não se sentisse completamente perdido, esmagado por teus medos, numa vida sem sentido... Talvez pudesse ser possível se não “sobrasse tanta falta” dentro do seu peito, se não faltasse tanta verdade nos teus dias. Se não sobrasse tanta falta de atitude. (Algo de mentira nunca vai admitir história... E onde está a verdade daquilo que você vive agora? Nunca houve... e o que era insuportável, estranhamente se mantém...). Até quando se pode agüentar o que já não se suporta? Até quando obrigações podem ser maiores que sentimentos? Até quando se resisti ao que te arrebenta o peito? Até quando o limite do insuportável se sustenta? Quanto tempo mais para que você, de fato, ouça? Quanto tempo ainda pra que você realmente escute? O que grita teu silêncio e o que nossas palavras agora calam!( a canção mostra e você não vê, o coração pede e você não entende...). Até quando vai deixar de viver a verdade do que sente? Até quando vai conseguir mentir pra si mesmo, se perdendo de você? A frustração terá que te arrastar feito um furacão até que não sobre mais nada? Só a falta de você mesmo? Quantos sinais mais você precisa pra que entenda que só quando nos vemos inteiros no outro, que só quando o olho no olho acontece sem medo, que só quando falamos sem meias verdades, que só quando o coração dispara e o corpo todo espera é que sempre fará valer a pena. Destino que se cumpre na pele, desejo onde o acaso não existe e dúvida nenhuma há. Só a certeza daquilo que você sempre esperou e sabia que assim seria no exato momento que acontecesse. A cumplicidade imediata de uma intimidade que só quem sente o outro por inteiro consegue entender. Algo que transcende distâncias, motivos e mágoas. Algo como prece de anjo, como sopro de um sonho bom, como tua verdade mais inteira. Coisas do fundo mais fundo da tua alma, e que nada de fora(coisas que só com os olhos se vê) pode mudar. É uma crença maior daquilo que pulsou dentro da gente naquele instante em que tudo passou a fazer sentido pra nós (aquele primeiro instante em que você me olhou e eu me vi ali completamente tua, inteiramente dentro de você) O arrepio antes mesmo do toque, a febre, o beijo... invadindo, pulsando...! E cada desejo se encaixou, e todo o resto não importou, e cada promessa se cumpriu (mesmo antes que nada disséssemos). Sem pressa! Quando nenhuma dúvida existiu, e o mundo todo parou, sem erros ou enganos! Momento perfeito, instante que permanece... e grita dentro da gente, mesmo com todo esse silêncio...! (Cris...) “Se liga, busque felicidade, pra existir história tem que existir verdade”
- Postado por: Cris ® às 20h27 [ ] [ envie esta mensagem ]
Quis te falar de tudo isso que cresceu dentro da gente, deixando saudade dentro do peito e uma vontade louca de fazer parar o tempo no momento exato do teu gosto na minha boca, da tua febre na minha pele. Naquele instante em que você transpirava meus poros e meu corpo respirava teus pêlos. Tudo era afago e desejo, urgência e ardência, loucura que trazia paz. Mas por um motivo que não entendo, e que agora já nem tento, você não quis ouvir... E tudo foi perdendo o sentido. Gestos, promessas, afetos, carinhos e atenções... Tudo foi ficando para trás. E tanta coisa foi acontecendo em nossas vidas sem que de fato você se deixasse acontecer de verdade em mim. Sei que há muito mais a ser contado e encarado, mas o medo como sempre é maior, e tudo foi se acumulando... É...”tanta coisa foi acumulando em nossas vidas e eu fui sentido falta de um vão pra me esconder, aos poucos fui ficando mesmo sem saída, perder o vazio é empobrecer. Não vou querer ser a dona da verdade, também tenho saudade, mas já são quatro e tal...” É isso, ainda tenho saudade sim, mas parece tão tarde agora... e já nem sei mais se o que falo ainda faz algum sentido (pra você, antes ainda pra mim). A verdade (se é que existe alguma) é que to empobrecendo desse sentimento, ando me perdendo do que nunca fui... Nunca fui tão inteira nas sobras, tão completa nas frestas. Nunca havia me dado assim. Nunca fui perfeita, mas com você me entreguei sem pudores, fui você na parte mais bonita de mim... Fui puta, fui santa, sacana, inocente, indecente e pura. Fui tudo e além do que podíamos ser (do que você nos permitiu ser). Fui sincera do início ao fim (um fim que nunca houve de um início que nunca existiu...) (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 23h06 [ ] [ envie esta mensagem ] Uma tentativa de um novo blog... Embora, eu esteja numa daquelas fases em que tudo em mim pede silêncio... Fase de poucas palavras... Tentarei estar aqui e lá... http://precisoaproveitarvoce.blogspot.com/
- Postado por: Cris ® às 17h16 [ ] [ envie esta mensagem ] Queria qualquer coisa agora (qualquer coisa que nem precisava ser boa, nada daquela coisa bonita que tanto desejei), podia ser qualquer coisa sem jeito, sem (Cris...) "Te vejo errando e isso não é pecado, exceto quando faz outra pessoa sangrar" (Pitty) - Postado por: Cris ® às 16h26 [ ] [ envie esta mensagem ]
É porque eu ainda insisto em te dizer certas coisas. Insisto em te enxergar por dentro, antecipar teus passos, antever seus medos... E tolamente ainda espero que você mesmo consiga ir além... Além do planejado, além do combinado e do ensaiado, além da reta traçada, da rota marcada, além de fórmulas prontas, além do “burburinho” e convenções, sou muito mais pelas intenções... Segundas, terceiras, quartas... Todas! Boas? Más? Quaisquer que forem. Desde que sejam inteiras, sem medo, sem pressão, nada por obrigação. Intenções... Minhas! Tuas! Verdadeiramente nossas! Assumidas! Sem ensaios ou disfarces! Autênticas. Simplesmente como são, não como convém! E tudo que vejo é você retrocedendo, e ainda tento, juro que tento não julgar... Mas, olha que ta difícil, difícil não sentir aquela coisinha “feia” aqui dentro, aquela raiva que surge quando penso em tudo que já falamos, de tudo que já ouvi de você. Em tudo que já vivemos. Pior que sei que foi verdadeiro, pena que se quebrou antes que você de fato pudesse entender... Se bem que não acredito na quebra daquilo que nunca foi inteiro, e hoje, só consigo te ver assim: pela metade, seguindo e voltando, incompleto e perdido! Sei lá, talvez tudo daquilo que você sempre reclamou, seja mesmo o que serve pra você... Talvez as coisas intensas é que te assustem tanto, as mornas são mais fáceis de lidar... E você me diz que se desespera quando perde o controle das coisas, e tenta se apegar no discurso covarde de que certas coisas simplesmente não podem ser, não adianta insistir... porque choveu, porque o “mundo” inteiro “ligou”, porque o cachorro latiu, porque o vento soprou, porque você adoeceu... (o corpo sempre adoece quando a alma tem medo). Pra você tudo é porque não tinha que ser, você procura as falhas e só vê as coisas externas. Sem se olhar, você não enxerga o que realmente importa: o que você sente no mais dentro de você! Se nada acontece por acaso, não foi por acaso que não tivemos dúvida! Mas, isso você não vê ou não quer. Já nem sei... Tudo sinalizando a nossa história, e você preferindo acreditar no que não é bom... prefere o presságio ruim aos sinais que nos fizeram chegar até aqui... Tudo em nome de uma falsa paz, de um cara todo certinho, que erra o tempo todo com ele mesmo, que mantém o “controle” e deixa passar o que sempre quis. Olha, que se for pra ser assim, prefiro o descontrole (completo!) do que viver uma mentira qualquer de uma vida contida, vazia de momentos que façam seu coração bater mais forte e seu corpo inteiro estremecer! Porque se for pra amar que seja até o último instante. Que seja sem fôlego. Há de se abrir o peito e deixar, de um só golpe, a coisa acontecer! É... mas, se ainda insisto e te falo, é porque ainda acredito, ou pelo menos tento... tento acreditar que um dia você vai entender que para se conhecer e amar alguém de verdade nem uma vida inteira basta se você não estiver atento ao que te passa por dentro. Porque o tempo, meu caro, e foi você mesmo que me disse, e eu, é claro, não esqueci, “o tempo é convenção dos homens”, e o homem, ah, esse aí, pro meu gosto, anda cheio de convenções demais... É como eu disse, prefiro as intenções, a intenção verdadeira que brota daquele momento, único! Em que os olhos falam à alma, os corpos se (con)fundem e um único instante faz nossa vida inteira valer a pena! Porque sou exagerada? Provavelmente... mas, quer saber? Prefiro assim... E, se o sentimento é mesmo assim tão forte como você diz não consigo pensar em outra forma de viver isso que não EXAGERADAMENTE! - Postado por: Cris ® às 16h01 [ ] [ envie esta mensagem ]
É preciso buscar asas onde, de repente, só vemos abismos. Procuro, desesperadamente, o céu que hoje não vejo nos teus olhos. Resisto a deixar de acreditar nas flores dessa primavera que chega perdida em ventos, de um cinza que se nega a partir. Oscilo entre o que queria esquecer e a verdade me faz sempre querer lembrar. Luto para não descrer de tudo, para não duvidar do que me foi autêntico desde o primeiro momento. Hoje, todas essas coisas já não me são tão claras, são mais como aquelas que nunca foram, como tantas outras que nunca serão. Tolice tentar entender a fraqueza humana. Explicar o que não tem justificativa. Se é verdade que “decepção não mata, ensina a viver” sigo tentando aprender, embora a lição me pareça, agora, incompreensível... (Cris...) Podia esperar de qualquer um essa fuga, esse fechamento. Mas não de você, se sempre foram de ternura nossos encontros e mesmo nossos desencontros não pesavam, e se lúcidos nos reconhecíamos precários, carentes, incompletos. Meras tentativas, nós. Mas doces. Por que então assim tão de repente e duro, por quê?
- Postado por: Cris ® às 17h05 [ ] [ envie esta mensagem ]
DAS COISAS QUE CONTINUO SEM SABER DIZER Eu sempre me perco nas palavras quando tento te falar dessas sensações todas que me despertas cada vez que com um simples olhar você me arrepia inteira e me tens toda antes mesmo que me toques. E quando, finalmente, me puxas para tua saudade, já sou completa e irremediavelmente tua. E quando teus dedos desenham meu rosto e tua língua vagarosamente contorna meus lábios e deliciosamente mergulha na minha boca, cada palavra minha flutua no seu céu do teu beijo... me transformo! Já não sou eu, nem rima nem verso. Uni-verso! Meu universo em você! (Em você encontro sempre a parte mais bonita de mim...)
(Cris...)
- Postado por: Cris ® às 11h21 [ ] [ envie esta mensagem ]
DAS COISAS QUE NÃO SEI DIZER Porque quando você não me diz nada é quando mais te escuto Porque quando não te falo nada é quando você mais me entende
Há momentos (e não são poucos) que só o teu silêncio fala dentro de mim. Do que agora sinto nenhuma palavra é capaz de contar. É na quietude da tua pele que todas as minhas palavras respiram e silenciosamente gritam no pulsar do teu corpo colado ao meu. Pêlo a pêlo, poro a poro, transpiro você. Em momentos assim, somos céu aberto em pétalas sussurrando estrelas, e até os anjos fazem amor. Não há certo, nem errado, todo pecado é puro. Tudo é santo e bendito, é início sem o fim. Sou toda instinto e todos os teus sentidos são meus. E eu aqui com essa tola mania de querer traduzir em palavras o que só o corpo conhece e o coração consegue entender. Você toma meu corpo e traz minha alma pra dentro da tua. O que eu posso te dizer? Como digo disso que eu sinto cada vez que você beija minha boca, me põe louca, e tua língua(vagarosamente) cumpre a rotina da minha pele? E quando penso que já não há mais nada neste corpo que arde e queima sob teus dentes que você já não conheça e explore deliciosamente, você reinventa minhas formas, determina minhas vontades num desejo que conheço tão bem, e que no entanto, me surpreende a cada instante... Como te falar de todas essas sensações que me despertas? Dessas coisas tantas que enlouquece e amansa? Do que desassossega e acalma? Como te falo da entrega desvairada e do coração em revoada em dia de céu azul? Como conto da loucura mansa das tuas mãos ao despir minhas roupas revelando meu corpo até minha alma ficar nua? E, o que dizer dessa ternura tão tua? Do modo como depois do amor louco que a gente faz, você me abraça, me traz para teu peito, e me puxa inteira para a tua paz? E doce, e lento... tece flores sobre meus lábios, afaga meus cabelos até que eu adormeça nos teus sonhos e amanheça no teu beijo... E como descrevo o momento que desperto, acordo nos teus olhos, e você me aperta de novo tão gostoso no teu corpo, me ama no teu silêncio mais intenso, e sem palavras me toma no teu desejo mais puro...? Há sons(os nossos) que só o silêncio compõe... (Cris...) “O meu amor tem um jeito manso que é só seu E que me deixa louca quando me beija a boca A minha pele toda fica arrepiada E me beija com calma e fundo Até minh'alma se sentir beijada” (Chico Buarque)
- Postado por: Cris ® às 11h33 [ ] [ envie esta mensagem ] Dizer eu te amo agora, tão cedo, seria leviano. Eu sei! Estamos apenas começando... Mas, não dizê-lo me parece tão errado-estranho-precipitado-demorado(seja lá o que for) quanto. Porque já amo cada gesto teu. Porque quando me senti completamente fora desse mundo, perdida de mim mesma, sem rumo e sem caminho, sem nenhuma vontade de chegar, quem dera permanecer, você apareceu e me trouxe pros teus braços, de imediato me fez perceber que era ali o único lugar que eu sempre quis estar. Porque você veio com tanta calma, sem pressas ou urgências, e no entanto, tudo foi acontecendo tão depressa, tão intenso... ( tão rápido você na minha cama, tão doce você na minha entrega). Porque me afundei no teu corpo e foi como se eu sempre estivesse estado ali... E, agora, me vejo assim, meio boba, sem saber se é hora, sem saber como, sei saber se devo te dizer... Te dizer desse sentimento que cresce dentro de mim, mas que por ora, não quero(nem sei se sei) definir... Tentar explicar isso, nesse momento, seria como indagar se tudo vai dar certo, duvidar do que sempre esteve predestinado a acontecer... e quando penso nisso, a única coisa que me vem à mente é você me dizendo que já deu... Porque quando duas esperas se encontram não tem como dar errado... (Cris...)
“E eu só queria que fosse bom, foi incrível” (Marla de Queiroz)
- Postado por: Cris ® às 20h56 [ ] [ envie esta mensagem ] Bolhas, meninas e nuvens...
Ei, psiu! Olha aqui! Vem cá! Desfaça essa cara amarrada e me encontra lá. Lá onde? Ora onde! Ali, lá, bem aqui... pertinho! Naquela nuvem! Qual? A branquinha? Ah, não! A outra, ao lado. Aquela! Aquela cor-de-rosa que guarda um segredo lilás e uma verdade toda azul. Aquela que de dia brinca com o sol e de noite vira estrela? Isso! Essa mesmo! Já esteve lá? Estive! Mas, já não sei como voltar... Esqueci como se chega até ela... É fácil, vem cá que eu te ensino, é só dobrar a esquina e seguir em frente toda vida pelo céu dos teus sonhos. Ou, querendo, você pode simplesmente fechar os olhos, ou ainda, pegar carona com a primeira bolha de sabão que passar. Dizem que ela as assopra o tempo todo. Ela quem? A menina! Aquela? É... aquela! Mas, quem dizem? Eles, oras! Eles quem? Os anjos que moram naquela nuvem. Dizem o que mesmo? Que aquela menina não se cansa de soprar bolinhas de sabão na esperança que você não perca a próxima que passar, e veja, e volte, e venha... Eu nunca quis... O quê? Perdê-la... Então, vem que ela continua lá esperando por você! Mas, você tem que ser ágil porque elas(as bolinhas de sabão!) duram o momento exato de um sorriso e podem vir acompanhadas da realização de um pedido, e há quem diga que estão sempre ao alcance das mãos, porém, há de se saber enxergá-las, e tocá-las, e retê-las, e deixar-se levar! E quanto tempo dura um sorriso? Ah, isso depende de quem o recebe. De como é sentido. Para alguns pode durar a eternidade de um instante, para outros a brevidade de tudo que poderia ser eterno e não foi... (nem perceberam). Hum... e, quando vêm acompanhadas? Do pedido que se realiza? É! Quando você sorri sem pretensões... (Cris...) - Postado por: Cris ® às 21h14 [ ] [ envie esta mensagem ]
Injusto seria se eu te falasse de certezas apenas, e te cobrasse verdades que não me pertencem. O silêncio é o limite daquilo que nem toda sinceridade pode alcançar. Pode ser ponte ou abismo. Porque, por vezes, até o que nos é mais autêntico se confunde nas palavras que calamos por puro medo de perder. Como se pudéssemos perder o que nunca chegamos a ter . Há muito mais falta nesse dias em que não te escrevo. Nessas horas em que não te falo é quando mais me apercebo dessa ausência. A maior falta que sinto é daquilo que não nos aconteceu. Nosso pecado maior foi aquele que não cometemos. Queria poder te falar dessa saudade, mas é difícil falar de algo que grita silêncios dentro da gente. A boca se cala pra não sangrar palavras sem volta de um querer egoísta que não consegue mais ser completo no silêncio ou nas palavras... Queria poder encontrar um sentido nessa ausência que nos cerca. Nessa falta de nós mesmos. Um significado nas palavras que não ousamos pronunciar. Queria agora, na nudez do teu olhar, te mostrar o que meus lábios silenciam, e o que meu corpo calado teima (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 18h40 [ ] [ envie esta mensagem ]
"(...) E quando um rapaz e uma moça dessas se encontram, seja por um momento ou por horas, tanto faz, mas por algum motivo, não importa, eles não querem se separar..." (Caio Fernando de Abreu)
- Postado por: Cris ® às 22h43 [ ] [ envie esta mensagem ] Das ingenuidades sinceras
Os olhos dela só sabiam o dele... E era doce sempre! O via puro, inteiro! Porque ela o enxergava por dentro. Tão fundo... Porque se desprendia dos olhos incrédulos do mundo, que só vão até onde a retina pode alcançar. Os dela não, iam além, eram dele...! Porque ela o olhava feito menina. Porque se desfazia de olhares rasos (a superfície, pura e simples, não cabia no seu olhar). Porque, em horas como essa, deixava de lado o olhar corrompido de adulto, e alcançava a essência... O via com inocência. (Os olhos dela, criança, nos dele...). Porque não julgava, queria cuidar! Porque sempre, e a despeito de tudo, conseguia ver suas flores, e se preciso fosse, (re)moveria seus espinhos, curaria suas dores, e delicadamente, beijaria seus medos, beberia dos seus segredos, e mostraria que ela o entenderia mais do que ele pudesse pensar. Porque o culpava tão pouco. E o queria tão perto. E o amava tão mais...! (Porque meninas vão sempre ser meninas, e nunca vão deixar de acreditar, ainda que a mulher, vez por outra, insista em dizer o contrário...)
(Cris...) - Postado por: Cris ® às 23h48 [ ] [ envie esta mensagem ]
E de novo esse silêncio... Silêncio que não contenho e que não fujo. Quero! Silêncio que espero e que procuro. Busco!Silêncio! Presságio doce caindo em meus lábios. Prece! Dos Deuses! Manhãs de girassóis e céu... Canções de estrelas e mar... Desejos! Borboletas pousando (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 12h32 [ ] [ envie esta mensagem ]
Não consigo conter esse silêncio que cresce vez em quando dentro do meu peito. Silêncio que arrepia e não explica. Fica! Silêncio de lua-promessa. Não há pressa! Silêncio de sonho que não decifro. De multidão que se cala. Silêncio que cai estrela, permanece chuva e segura o sol na palma da mão. Silêncio de tempo adormecido. Silêncio que não defino. Sinto! Silêncio de espera talvez. De encontro quem sabe. Não sei! Não sei o que é. Sei o que não. Não é silêncio de abismo. Não é triste, não é denso, não pesa, ao contrário, acalma...! Leva e eleva! Me toma inteira, e me mostra o silêncio mais puro. O silêncio dos anjos...! (Silêncio de anjos dançando no céu dos teus olhos quando teus lábios mergulham nos meus, e nossos silêncios se encontram....) (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 20h00 [ ] [ envie esta mensagem ] Das coisas que sempre serão
Não eram palavras. Não era o que foi dito. Era o que se calou (ficou por dizer...). Não era silêncio. Era o que o vento contou. Não era som. Era o sussurro do mar. Não era sério. Era sincero. Brincadeira séria de amar. Não era caso. Era raro. Carinho de nuvens. Destino sem acasos. Não era o que não se via. Eram os olhos que se procuravam o tempo todo. Não era o olhar que por vezes fugia. Era o que no peito crescia. Não era a fome. Era o que nela nunca morria. Não era arrepio. Era vontade da pele. Não era febre. Era o que neles ardia. Não era o que tentavam resistir. Era o que aceitavam sentir. Não era a espera. Era o que sabiam existir. Não era a falha. Era a falta. Não era ausência. Era encontro. Não eram frestas. Eram pétalas. Não era história. Era memória do corpo. Não era manso. Era pecado de anjos. Não era fúria. Era afago de chuva. Não era música. Era um despertar doce. Um adormecer - Postado por: Cris ® às 18h58 [ ] [ envie esta mensagem ] QUANDO NOS PERDEMOS DE NÓS MESMOS
E depois de tanto tempo, você me vem, me chega e me fala, me conta de você. Me conta das tuas dores, que já nem sei bem ao certo se são essas mesmas ou tantas outras, mas que por certo te doem tanto quanto. Fico muda, te ouço sem saber o que dizer. Mas, ainda que eu soubesse, naquela hora, você não iria me ouvir. Você falava, jorrava palavras de uma vez , como se nelas conseguisse se expulsar, expelir toda dor. E, depois de dias, aqui estou! Tentando te falar o que na hora não soube dizer, não que eu saiba agora, ainda não sei! Mas, te escrevo, sem saber ao certo se as palavras são para você ou para mim... Sabe, você me vem à mente, e a todo instante te ouço de novo. Te vejo me dizendo novamente que já não conseguiria me olhar nos olhos. Você se diz perdido e eu não me acho. Porque quando você some de si mesmo, eu me ausento de nós dois. Porque quanto mais tento te reter mais me escapo. Porque quanto menos as lágrimas são possíveis mais te sinto doer irreversível dentro de mim. Porque te sinto num labirinto e o início já não é fácil, como naquela carta de Caio em que ele diz: “Procuro o fio, há só a meada” e se pergunta onde será que tudo começa. E, me pergunto, e te pergunto: onde será que tudo se perdeu? Mais uma vez o fio nos escapa, e tudo que há é esse pulsar das coisas, da vida que não pára, e algo vai se desprendendo da gente, como se deixássemos de existir. Como se a parte mais bonita tivesse toda ficado para trás. E, eu fico aqui tentando encontrar as palavras certas, maneiras possíveis de te falar e de te mostrar que o caminho continua lá, e é sempre possível que você se receba de volta... Procuro o jeito não encontro a forma. Queria agora te falar de paz, força e fé. Te entregar sonhos, milagres e flores. Te (re)compor em versos, poesias e rimas. Mas, se tudo posso porque acredito, nada seria suficiente porque você agora não. Porque o que te sobra agora é só a falta de si mesmo. O fio da tua crença se solta a todo momento, no meio daquilo que pensa estar perdido (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 19h36 [ ] [ envie esta mensagem ]
Silêncios se rompem, mas palavras não alcançam. Nem silêncios, nem palavras, já não dizem nada (não abraçam). Ele não se permite o olhar dela. Ela já não procura o dele... Ele fala sem ouvir. Ela talvez já não esteja ali. Não quando já não se importa - Postado por: Cris ® às 18h04 [ ] [ envie esta mensagem ] SILÊNCIOS DE UMA TEMPESTADE
Um dia frio, um céu perdido em cinza(s). Fora: o vento! Incessante, cortando! Dentro: um algo que não defino! E que, no entanto, corta igual! Talvez um vazio, talvez uma espera que já não espera, talvez uma tristeza que já não consegue chorar, talvez uma dor que já nem sabe como sangrar. Há uma lágrima querendo acontecer, mas não encontra um jeito ( peito segura a chuva, coração contém a explosão!). Ponto-de- fuga-cego, a mesma música ainda, os mesmos erros também! Mas, tudo parece meio bobo agora. Quando o céu desaba silencioso não há como questionar tempestades. Não questiono nada então, deixo de procurar “teus sinais”, não me confundo mais. Deixo tudo como está. Fica tudo certo na aparente quietude de teus medos. Tudo previsto e ensaiado. Talvez se contente assim! Não eu! Não me satisfaço com essa coisa morna. Amor que desperdiça afetos, segredos impedindo o gesto, adiando o olhar. Dor pra mim tem que sangrar! Amor só serve se arder!. Porque amor por vezes dói, e têm horas que dói muito, aí não tem jeito, há de se deixar sangrar... Dói pela gente, muito mais pelo outro. Não dá pra simplesmente calar... Por isso, hoje eu saio!A porta permanece aberta, contudo não vou entrar (é saindo que estou...). A distância é a mesma, sempre foi e eu “estive o tempo todo aqui”, e não vou dizer que “só você não viu”, porque sei que viu, notou e quis, maaaaas... É... Tem sempre um mas. Estou farta de mas! Não quero mas. É o mais que quero! Não menos, não mas, MAIS! Complexo? Não! Simples assim! É chegada a hora de esvaziar-me além do vazio(esvaziar-me além de mim mesma), deixar de lado o que me tornei pra voltar a ser o que sempre fui. Preciso me sentir de novo, sangrar minhas dores, doer inteira até o fim. Preciso partir, enfim... Não de você! De mim! (Porque já não sangro e o sentimento é estranho...). Abandono-me então! Não abandono o sonho, tampouco você! Deixo-me perder nesse instante, pra quem sabe um dia me encontrar inteira de novo ! Sigo! Não sei bem por onde, ainda não diviso o caminho, pode ser que eu volte(só não sei quando, nem como, nem se...)! Por agora apenas vou. E juro. Sem olhar pra trás! “ Por hoje não”! Ao menos hoje não vou olhar pra trás...
(Cris...) “Quem sabe isso passe Sendo eu tão inconstante... Quem sabe eu volte cedo ou Não volte mais...” (Ana Carolina)
- Postado por: Cris ® às 19h25 [ ] [ envie esta mensagem ] Um silêncio outro
Ando calada. Tanto ainda por contar, mas nada sai. Um grito mudo na garganta, tempestade silenciosa dentro do peito... Palavras somem numa ausência... Leio um conto de Caio Fernando de Abreu (incrível, e pra você vai parecer repetitivo, que seja! Mas, no meu mais profundo silêncio é sempre ele que procuro, é sempre nele que me escuto...). Repito-me então! Sempre, sempre e sempre! E leio, e leio, e leio... e quanto mais o leio mais me sinto... Cada frase, cada palavra me toma de forma avassaladora. Alguns de seus textos poderiam não me dizer nada, mas sempre dizem... Algo sempre me toca (e toca fundo...) Por vezes, prendo-me mais nos trechos que no todo, e não raro, o simples título fala inteiro para mim. Como esse: “Uma história de borboletas”, e o trecho: “Tudo é natural, basta não teres medos excessivos, trata-se apenas de preservar o azul das tuas asas”... E eu aqui, tentando arrancar algo desse teu silêncio covarde (excesso dos teus medos...), tentando encontrar asas onde o azul já se perdeu há muito tempo. E querendo! Querendo muito ter uma história pra contar. Queria uma história agora ( a nossa...), uma história de borboletas, mesmo que já não houvesse borboleta alguma ( mas há, só não sei ao certo em qual momento ela abandonou sua própria história...). Há ainda tanto por dizer, tudo por acontecer, e uma história que não termina, e que, no entanto, já não sei contar... É que existem coisas que palavras não contam (o silêncio já foi mais preciso, não hoje!). Quando o olhar cala e borboletas não vê(e)m, o amor não encontra a fala, desaprende o gesto. Alturas não bastam e não há asas pro azul. Quando o gesto falta, sobram silêncios... E já não são os mesmos! São apenas silêncios, e só... (Tantos silêncios já não contam nossa história) (Cris...) - Postado por: Cris ® às 19h31 [ ] [ envie esta mensagem ] O verão de um outono cinza Foi de repente, sabe esses acasos que de tão anunciados acontecem assim quando menos se espera? Pois é, foi assim... Depois de todas as buscas, depois de todas as primaveras, outonos e invernos, nessa ordem? Eu poderia dizer que “não necessariamente”, mas isso seria óbvio demais. Sem problemas, sou óbvia também... Mas, a verdade é que não sei, nada sei da tal “ordem” das coisas, confesso que me atrapalho toda com seqüências e formas de. Nunca começo pelo início e não raras vezes me perco no meio de um fim... Mas, eu estou fugindo do assunto. Falava da espera. Não! Falava da falta dela... da busca incessante, que abruptamente cessa (sem que ao menos se perceba) no meio de um nada e atravessa folhas, flores, cinzas e ventos... e pode ser nessa ordem mesmo. Se você quiser. Ou não... É, mas tem o verão, ainda não falei dele. É que ele tinha o momento exato de acontecer. E aconteceu... Aconteceu exatamente naquela hora boba em que ela distraída não esperava mais nada, ou algo assim muito parecido com um nada, sabe?... Um nada de saudade, um nada de medo. Um nada de verdade ou de afetos, de segredos ou apegos. Um nada de mágoas ou de espinhos. Um nada de flores ou dores, sonhos ou abismos. Um nada que ferisse, um nada que fechasse, um nada que esperasse, um nada que sangrasse, um nada que mentisse ou cantasse, partisse ou calasse, um nada que rodasse ou escapasse, um nada que mexesse ou encantasse, um nada de silêncio ou arrepio, um nada de mistério,um nada de sério, um nada de graça, um nada de errado, um nada sentido, um nada perdoado... um nada de sol, um nada de frio... Um nada de nada no meio de um tudo que lhe sorriu num de repente mais que esperado... E bem ali, no centro de um nada, no dentro mais fundo de uma “tarde lenta”, nos ombros de um outono morno, no in-verso de um inverno tolo, numa primavera-brisa-promessa Foi que ela aconteceu de novo nos lábios dele... (Numa tarde de outono de um verão mais-que-perfeito...!)
(Cris...)
- Postado por: Cris ® às 13h28 [ ] [ envie esta mensagem ] Ando perdida... Novidade nenhuma, os que me conhecem sabem que vivo perdida. É fato! Sou mesmo assim. Para falar a verdade acho que já nasci perdida, sem rumo. Acho que já nasci questionando tudo, sempre fui a menina dos “por quês”. Sempre tentando encontrar respostas, mesmo quando já havia desistido das perguntas, mesmo quando ainda nem havia perguntas... Tantas vezes antecipo-me em respostas, para as quais ainda nem existem perguntas, me derramo antes da chuva... Antevejo a estrada, e quase sempre sei onde ela vai dar, e não raras vezes, me perco no meio daquilo que eu já sabia, mas não queria. E, quando me (pres)sinto assim, recuo! Repito-me! Talvez eu saiba exatamente o que fazer para mudar isso, só não sei se quero. Entre o “saber” e o “fazer” há muita coisa no meio, muito a ser reconhecido e descartado. Acho mesmo que a grande verdade é que não quero me libertar de velhas amarras, ainda que o nó esteja tão frouxo... Tenho dificuldade (Cris...) “Não vai ser (Chico Buarque e Tom Jobim) - Postado por: Cris ® às 00h13 [ ] [ envie esta mensagem ]
Aquele vazio de um nada Aquele desejo quase sem máscara Aquele arrepio por dentro Aquele quase de um instante que insiste Aquela quase-saudade que fica Quando o balanço impreciso das horas No movimento indeciso dos dias No encaixe quase perfeito do tempo Quase permite o momento voltar Hora em que ela quase sente falta daquela quase-história de amar...
(Cris...)
- Postado por: Cris ® às 09h54 [ ] [ envie esta mensagem ]
Tenho vivido dias em que um “não”, esse advérbio que de tão pequeno poderia muito bem passar despercebido, e que no entanto, grandiosamente presente, não fala, grita! Tem estado, constante e insistente, antecedendo meus verbos, pontuando meus dias. O estranho é que o que seria para “negar”, determina meus desejos (ou a falta deles, já nem sei mais...), questiona o que penso e a todo momento me interroga... NÃO quero? NÃO espero? NÃO sou? NÃO estou? NÃO sei? NÃO tenho ou NÃO entendo? Certezas? Verdades? Tristezas? Dúvidas? Mentiras? Ilusões? Certezas me escapam a toda hora... Será por que, em realidade, são meras ilusões, nítidas fantasias do que se espera que se diga? Verdades que se atropelam, mentiras que se transformam para mascarar a dúvida, enganar a dor, emprestar amor onde o carinho não chega e o gesto se perde? NÃO, NÃO, NÃO... Definitivamente NÃO! Não sou feita de certezas, não acredito em verdades plenas, mentiras ingênuas ou tristezas extremas... Não acredito em dores que não sangram, ilusões que de tão tolas: calo! Contudo, vez em quando, tudo me toca e me machuca... Ainda assim, nesse eterno paradoxo de mim mesma, creio! Continuo e busco...! Pois, tudo que tenho é isso: essa busca constante, e como um dia escreveu Clarice (de forma tão plena): “(...)Eu não digo que eu tenha muito, mas tenho ainda a procura intensa e uma esperança violenta. Não esta sua voz baixa e doce. E eu não choro, se for preciso um dia eu grito (...)” (Cris...) - Postado por: Cris ® às 20h37 [ ] [ envie esta mensagem ]
Quero estar... ...Não só na tua mente, quero não só te fazer pensar, um momento imaginar... Quero mais, eu sempre quero mais! Quero todos os teus pensamentos, cada momento teu.Quero estar na tua mente, no teu corpo, em tudo que sentes. Quero ser teu fogo, tua fonte e teu afago, te dar de comer, inundar a tua sede... Quero respirar na tua pele, pulsar no teu íntimo. Quero o que há de mais inconfessável nos teus sonhos, o que há de mais secreto nos teus desejos, o que há de mais sacana na tua boca... Dos teus pecados o que há de mais santo, o mais profano das tuas virtudes... Quero ser a insensatez da tua lógica. Da tua loucura: a lucidez! Da tua timidez: a audácia! Da tua calma: a pressa! Do teu normal: o insano! Quero ser o teu contraste, tua verdade e teu disfarce, teu passo e teu impasse, teu porto e tua fuga, o teu sol e tua lua, teu dia e tua chuva, teus caminhos e teus desvios... tua reta, tua rota, tuas ruas e tuas curvas... Quero estar no que há de mais fundo do teu corpo, no que há de mais dentro de você... Quero todos os teus sentidos, cada gemido teu... Quero teus plurais, te quero inteiro,irregular... escravo-no comando, altivo-submisso, de joelhos, me dobrando, me domando, TODO MEU! (De mim quero apenas o que permanece de você... Meu corpo eternamente marcado por tuas mãos... Teu cheiro para sempre em mim...!)
(Cris...) - Postado por: Cris ® às 21h07 [ ] [ envie esta mensagem ]
“Derrubo meus olhos no chão sem medo no coração, Porque sei que, às vezes, a noite cai de luto, mas o dia Amanhece quando eu peço...” (Donzela Guerreira) Estou (re)mexendo minhas dores, encarando-as de frente,(re)ajustando o foco, desfazendo os nós... indo ao chão, entregando-me à noite escura, sentindo cada nuance do meu cinza, indo ao fundo mais escuro dos meus medos pra poder (re)descobrir, enfim, a clareza dos meus dias, a beleza do meu mundo... Sangrar abundante velhas mágoas até o fim, para só assim poder (re)escrever a minha história, buscar a vida...! Refazer a trajetória, (re)inventar a canção, (re)desenhar o coração, e pulsar de novo: inteira... intensa...! No meu vermelho mais vivo...! E dançar... ...rubra em teus braços ! Porém... É noite ainda, mas tem nada não Uma hora eu peço: “Amanhece meu sol...! Dança comigo?”
(Cris...)
- Postado por: Cris ® às 19h10 [ ] [ envie esta mensagem ]
Faz tanto tempo que não te escrevo, há muito, teus silêncios me roubaram as palavras... ( e elas eram todas para você... tímidas-implícitas-explícitas-safadas...!Tuas sempre!). Hoje já perderam totalmente o sentido ( agora que a falta se espalha e a ausência se faz acostumar). Contudo, não minto (não fujo do que sinto), penso ainda vez em quando em você (mais vezes do que quando...). Mas, já não sofro pelo que não entendo... Falta agora, só sinto daquilo que não foi dito. Saudade hoje, somente do que ficou subentendido e nem mesmo sei se você se deu conta... Do que poderia ter sido “perfeito não fosse antes quebrado...”, não fosse antes partido-perdido, jogado no precipício dos teus medos (esquisito isso, para quem diz nunca ter amado alguém assim (assim como? Fala pra mim... mas, fala agora, já! Antes que tudo se desfaça de vez, antes que vire nada, poeira, “só mais uma canção na madrugada”) coisa estranha amor que não ama e tem tanto medo de perder) Medo de perder... Foi aí, exatamente aí, no medo de me perder que você se perdia, e não percebia (ou não queria perceber) os indícios de um fim que atropelava o início, que de tão doce assusta...! Mas, o carinho ainda existe e os caminhos são tantos: todos! No entanto... Tolos desperdícios vão se repetindo... Há céus, há asas, paraísos e rosas... e você preferindo abismos... Calo-me...! (Cris...) "Então a suspeita bruta: não suportamos aquilo ou aqueles que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós (...) Não, não suportamos essa doçura(...) Doeria mais tarde, quem sabe, de maneira insensata e ilusória como doem as perdas para sempre perdidas, e portanto irremediáveis, transformadas em memórias iguais pequenos paraísos-perdidos. Que talvez, pensava agora, nem tivessem sido tão paradisíacos assim (...)” (Caio Fernando de Abreu) - Postado por: Cris ® às 19h50 [ ] [ envie esta mensagem ] Ele era lindo... E tinha um sorriso... Ah! Aquele sorriso! Era sol! O mais lindo que ela já viu... Sorriso largo num rosto de menino Lábios perfeitos numa voz máscula de homem que sabe o quer (e como conseguir...) Largo, cheio, pleno! Preenchia, envolvia... Chegava antes de tudo, Antecipava qualquer festa Justificava qualquer espera E... Despertava... Sonhos? Também... Olhares e sonhos Suores e sonhos Flores e sonhos Fomes e sonhos Desejos e sonhos Sonhos e beijos... E falando em sonhos, e falando em beijos... Ela descobriria, mais tarde, que morava nos sonhos dele
E descobriria, finalmente, que melhor que aquele sorriso Só mesmo o beijo... Porque se o sorriso era sol, flores em pleno inverno O beijo antecipava todas as primaveras, ultrapassava qualquer sonho Tinha cheiro azul e colorido de estrelas Era céu sem esperas! (E o céu nunca tinha sido tão doce...) E o resto? O sonho antes do beijo, o beijo além do sonho? O resto foi (é) tudo... O mundo inteiro cabendo num único gesto... Silêncio de pele, movimento de corpos, Roçar de pêlos, pétalas, poros e pernas Um (a)mar em chamas Líquido-gemido-lambido-gostoso que queima Sussurros-arrepios-lençóis... E os sonhos se cumprindo( molhados...!) em segredo...Desejo, saliva e suor...!
(Cris...)
"(...).O cheiro do teu corpo persiste no meu durante dias... -Caio Fernando de Abreu- - Postado por: Cris ® às 19h11 [ ] [ envie esta mensagem ]
Dos teus segredos conte-me somente o necessário, ou melhor, não me conte nada, são teus! Do teu íntimo quero apenas a parte que me cabe: tua pele, teu cheiro, teus poros, teu corpo, teu suor... a febre que te queima por dentro quando antecipo teus medos e te deito rente aos meus sonhos e te aninho em meus seios e te sinto menino no meu amor...! Nesse instante te alcanço a essência e te vejo tão nítido... tua sede me é tão clara e sei tanto da tua fome e sei tudo de você... No teu silêncio te leio inteiro e dele quero apenas o que as palavras não alcançam quando me (ante)vejo (nua...!) tão dentro de você Quando atravesso teu mundo e pontuo teu desejo... no fundo dos teus olhos danço...( tua...!) em cadências de estrelas, que escapam do teu olhar e vão (vou) morar no céu do teu beijo... (Cris...) - Postado por: Cris ® às 17h45 [ ] [ envie esta mensagem ]
Em noites de tempestades (momentos de sentimentos- metades) (de amor partido ao meio) Alimento-me do vento Pensamento solto Vejo teu rosto Teus lábios pousam de novo nos meus sonhos Sinto teu gosto E, tudo então se transforma... A tormenta se desmancha Sou chuva mansa Roubo... ...” flores do teu cheiro” Me derramo... ...em pétalas sobre teu corpo Te amo... ... em nuvens... Te sopro estrelas...!
(Cris...)
- Postado por: Cris ® às 20h22 [ ] [ envie esta mensagem ]
Ando em plena confusão... Há dias que nada sinto, pés no chão, simplesmente sigo ( se bem que isso tem sido tão raro, meus pés já não cabem nesse “curto espaço de (não) amar”, querem voar... mas eu não quero! Porque sou assim mesmo, pura contradição, enquanto os sentimentos me re(viram) por dentro, eu só queria nada sentir... seguir apenas, mas não, ando mais naqueles outros dias(todos...!) em que sou toda sentimento, inteira coração... A verdade é que ultimamente ando sentindo muita saudade... Saudade daquelas que te arranca da terra pela raiz e te joga inteira na tempestade.Você fica ali bem no meio do furacão, no centro da ventania...Tudo te toca, e te (re)vira do avesso (um carrossel de emoções, um céu de sensações... rodando, girando...). Silêncios em movimento, palavras roubadas pelo vento, alma que fala tão dentro, sussurros perdidos no tempo... Tudo passa diante de meus olhos, tão rápido, confuso... sem rumo... Meu mundo (girando, pulsando...) dentro disso tudo. Me busco, me sondo, me procuro, não me encontro... Então corro (em vão), e choro, e chovo, e vento, e volto... Não penso! Pulso, sangro, não fujo, amo! Mas, é sempre tudo tão estranho, e de vez em quando dói tanto que me agarro a qualquer detalhe, a qualquer coisa que me faça acreditar em tudo outra vez (acreditar nessa saudade “outra”, saudade estranha, desatenta, desajeitada, desajustada, sei lá! Saudade-Silêncio-Esquisita, não grita...! Não alcança.. mas existe tal qual como a minha...). Me agarro a isso, nem procuro (des)culpas, simplesmente, tão pura e ingenuamente me agarro a uma vontade, a uma verdade qualquer (até porque não sei se existem verdades que não se contestem...) Li certa vez (André Gonçalves, o cara escreve muito) e transcrevo: “(...)Verdade? O que é a verdade, senão uma mentira repetida e repetida e repetida até que se formem cristais de meias-certezas?(...)" Então, talvez seja isso, ou não... o que importa? A verdade é que sinto saudade e que não consigo apenas seguir... Queria terra firme, queria poder fincar meus “pezinhos” no chão, cravá-los na terra com todas as minhas forças, eu bem que tento(queria a calmaria), mas quanto mais tento mais me sinto flutuando, me vejo “pequenininha”, rodando, girando..., e meu coração ainda lá, cada vez mais lá, no centro do furacão... Talvez seja o próprio... (Porque em dias como esse: dessa saudade maior, dias em que nem verdades, nem mentiras existem... apenas SAUDADE! já não sei ao certo se é meu coração que se joga ao vento ou se é ele a própria ventania...)
(Cris...)
- Postado por: Cris ® às 21h34 [ ] [ envie esta mensagem ] Vem cá, chega mais perto Encosta tua alma no meu peito Descansa teus medos no meu colo Deixa-me sussurrar ao teu ouvido qualquer verdade Ou talvez quem sabe, qualquer mentira doce, qualquer coisa... Algo que nos dê sentido e que nos faça acreditar que tudo ainda tem jeito Que o sonho ainda existe (resiste...) E que a despeito de ausências, segredos, (des)crenças... A essência prevaleça e que o amor não seja desfeito Ao contrário, cresça! Pra que no teu medo de me perder, você não me perca de fato Sempre...!
(Cris...) - Postado por: Cris ® às 17h51 [ ] [ envie esta mensagem ]
E então? Por que essa cara de quem nada entende, esse jeito de menino indefeso, esse olhar de quem nada quer enquanto vai me desnudando com os olhos e me devorando por dentro? E esse sorriso safado me deixando sem fôlego? E essa barba por fazer procurando meu rosto, buscando meu gosto, me querendo em você?!!! Arrepio que desce tecendo-teso-roçando-gostoso-pescoço- fome-febre-pele-pêlo-poro-adoro... esse teu cheiro macio...! Então pensa, então vem e me prensa! Deixa de espera! Então vem! Que te espero também! Então vem! Que te quero bem mais! Vem e me faz teu des(a)tino! Vem que eu imagino... Tuas mãos comendo da minha fome, (re)inventando meu gosto, explorando meu corpo, (pres)sentindo meu gozo, querendo que eu peça... Sei que tem pressa (também tenho) Sei que já não se agüenta (também já não agüento)... Sei que a saudade arrebenta o peito, e o coração pulsa inteiro na boca, e o corpo todo fica pronto pro beijo... Sei que tua vontade cresce inteira na minha sede e nossos corpos ardem em urgências... Eu sei, você sabe, sabemos.... mas mesmo assim a demora... Nossa história suspensa, a tua hora se perde na minha... Você me aguarda e espera meu passo E eu te querendo agora, espero teus braços, te (a)guardo em mim...
(Cris...) - Postado por: Cris ® às 21h12 [ ] [ envie esta mensagem ]
Um dia o sentimento deixa de ser raso Deixa de ser “meio”, metade-partida-vazia Um dia deixa de ser “casca”, pequeno nas sobras e escasso na entrega... Deixa de ser vento-desatento-sem jeito-momento vago sem tempo. Um dia deixa de ser gesto gasto e volta a ser afago- afeto-olhar... Insinuação da pele, canção de (a)mar Um dia volta a ser madrugadas de estrelas, encontro de corpos, bocas, almas e sonhos... Manhãs de olhares-promessas-intenções... conversa sem pressa, riso fácil, momento-colo-refúgio... toque-poro-pele-febre-arrepio, olhar doce, sorriso de sol, gosto de céu... Um dia deixa de ser verbo pra voltar a ser beijo-desejo-malícia-carícia-delícia-sussurro-magia..., pra voltar a ser TUDO, pra voltar a ser AMOR...! Dia em que o AMOR volta a ser de AMAR... ! Um dia... Por agora a vida segue nos “enquantos”... Segue seu rumo e todo momento fica meio bobo, e o mundo gira sem “quandos” Roda gigante de sentimentos distantes, saudades se movendo em círculos, vontade esquisita, e o tempo passa sem “instantes” e a vida inteira ali, na palma das mãos Frágil como flor, novamente espera, sua cor...
(Cris...)
- Postado por: Cris ® às 16h36 [ ] [ envie esta mensagem ] Palavras (procuro-as, mas já não as espero) . Sentimentos (ainda os tenho, todos aqui, mas tão dentro, tão fundo, mais meus...). Canções (todas elas ainda aqui, mas tão silenciosas agora...). Palavras, sentimentos, canções, mas me faltam as “razões”... Sinto, pulso, grito por dentro, mas é tudo tão fundo, tão interno, sentimentos submersos pulsando silêncios dentro do peito, garganta presa, lábios que se movimentam sem som. Como um filme mudo, voz que não sai, boca presa no beijo guardado, sonho contido numa realidade inventada... Tramas de um drama mil vezes sofrido por não saber ao certo o que te queima, o que te arde, o que te prende e te amarra, o que te engasga e te impede de sentir e “ser” por inteiro você. O mundo gira inteiro dentro de mim, mil voltas dou, e de repente (ou tão lentamente, quem sabe?) me vejo no mesmo lugar (fica sempre aquela sensação que por mais que eu tente, por mais que eu busque não saio de onde comecei). Olho a porta, examino as frestas, vigio fendas e falhas, não vejo flores, não encontro respostas... Terá sido porque desisti delas? Porque bebendo de tantos silêncios as perguntas se perderam no vazio das águas do teu (a)mar? (“mar aberto” de rasas emoções, semiventos de meios sentimentos?). Terá sido pela ausência cada vez mais constante, por aquele “primeiro minuto daquele primeiro instante” em que já não vejo teu rosto, em que já não sinto teu gosto? Terá sido pelo carinho interrompido no gesto que se deteve em medos, segredos, ilusões? E teu olhar triste pela distância que escolheste e a solidão que impuseste a ti mesmo? É, por mais que eu procure, não encontro as “razões”. Sei que também sangras, mas talvez não te doa tanto assim, ou talvez ainda não parou pra pensar naquilo que um dia pode não estar aqui ( ou estar ainda, mas tão diferente...). Caminhos não são sem volta e escolhas não são para sempre, mas certos caminhos sim, mas certas escolhas sim... Portas se fecham... O definitivo não existe! O sentimento é tão forte, mas o gesto tão pobre... Não entendo! Nem mais tento... Deixa o vento soprar...! (Cris...)
- Postado por: Cris ® às 13h06 [ ] [ envie esta mensagem ] _ Como você está? _ Não estou... _ Como assim não está? _ Assim mesmo, não estou _ Assim como? _ Sem “comos”, nem “assins”, sem “estar”... _ Hum... (pausa). Você está triste? _ Não! _ Está com algum problema? _ Não! _ Me conta algo bom então... _ Por que quer que eu te conte algo bom? _ Oras por que? Porque quero saber de você _ E o que quer saber de mim? _ Quero saber como você está. Está estranha... _ Então já sabe como estou _ Como? _ É, disse que estou estranha _ E por que está assim? _ Assim como? Estranha? _ É... _ Será que é por que “chove lá fora e aqui faz tanto frio”? _ É? _ Não _ Então por que é? _ Será que tudo tem um por que? _ Não tem? _ Achava que tinha... _ E não acha mais? ( Silêncio...) _ Você ainda não me respondeu... _ O que? _ O que o que? _ O que não te respondi? _ Porque mudou de idéia _ Mudei? _ Ai, ai... hoje ta difícil... Deixa pra lá! _ Deixo! (Silêncio...) _ Chove por aí ainda? _ E faz tanto frio? _ Não! (Silêncio...) Continua...
- Postado por: Cris ® às 19h39 [ ] [ envie esta mensagem ] (Continuação...)
_ Estou preocupado com você! _ Por que? _ Porque você continua estranha... _ Ser ou estar ou continuar estranha... é tão preocupante assim? _ Muitas vezes é... _ Não se preocupe! _ Tarde demais! _ Estamos assim então: eu: estranha! Você: preocupado! E lá fora continua chovendo... _ Putz! Pára com isso, e me diz logo o que você tem _ Aí que está, não tenho nada... nem rosas, nem abismos, nem pétalas, nem espinhos... Nothing! _ Hum... Então tá! Se prefere não falar, não vou insistir. Como queira!! _ Não quero nada! _ Caraca! O que você quer que eu te fale? _ Nada! _ Você está querendo me perguntar algo? _ Não! _ Milagre! Você tem sempre alguma pergunta (risos) _ É, tenho sempre... mas ultimamente ando sem me importar com as respostas... Esgotaram-se as perguntas! _ Essa não é você. Ta doente? (risos) _ Talvez... mas, já não dói... _ Sabe de uma coisa? _ Nada! Não sei de nada! _ Desisto! To indo! _ Como quiser! _ Só queria entender... _ Eu também já quis um dia... _ E quando foi? _ Quando ainda havia perguntas... - Postado por: Cris ® às 19h35 [ ] [ envie esta mensagem ] Mais um ano termina, 2007 se despede! Daqui a algumas horas segue seu caminho e não volta nunca mais... Mas, num breve momento seus olhos irão se deparar com o olhar de tudo aquilo que um dia quis ser e que hoje talvez signifique o oposto do que, de fato, se tornou... Mas, já não importa se não traz mais nos olhos os sonhos, os planos, as flores, mudanças e esperanças que tanto imaginou... Já não importa porque já cumpriu seu tempo, e foi exatamente, aquilo que fizeram dele... Errou, acertou, sorriu, chorou... foi ao céu, brincou com as estrelas, não teve asas, não soube sonhar... plantou flores, respirou amores, se embriagou de vida... reteve-se nos espinhos, não se abriu pro vento, não teve tempo, não se permitiu sentir... foi colorido, foi dolorido, foi branco, foi preto, foi cinza e azul... foi inteiro, gigante, pequeno... foi metade, tempestade, sereno... foi leve, foi pleno, verdade, mentira, foi cru... foi sol, foi chuva, rotas marcadas, caminhos inesperados, retas intermináveis, curvas sem fim... E foi assim mesmo, como lhe deixaram ser... foi tudo e foi nada também... Muitos nem sequer o notaram, e foi assim que ele partiu... Ou quase... ainda resta um tantinho dele, um pouquinho dele que ainda resiste até que se feche seu ciclo e o “Novo” possa chegar... E, ainda que se diga que tudo se repetirá outra vez, o fato é que algo acontece e ainda que por um breve instante (ou por um longo, quem sabe?), planos, sonhos, mudanças e esperanças brilham num novo olhar... Quem dera, esse brilho fosse constante e que se renovasse a cada manhã, quem dera que todo o instante fosse aquele não somente de sonhar... Sonhar também, é claro! Não me entendam mal, mas queria mais crença nesses sonhos, mais atitude nas minhas crenças...! Então é isso... pé no chão, coração nas nuvens (nuvens sim, pq. não? Lá, mais pertinho Dele...) e a vida nas mãos... Porque se os sonhos te pulsam a alma, porque se é eles que te dão asas, é chegada a hora de voar...!
Uma prece para 2008... Senhor! Que ao me deparar com meu semelhante De olhar cansado, rosto marcado pelo tempo, Cabeça branca, pele castigada pelo sol, Alma castigada pela vida... Que eu possa mais do que me compadecer, Mais do que lágrimas rolarem Que eu possa, de fato, fazer algo por ele, mas não somente por ele... Que eu possa buscar verdadeiras mudanças Primeiro internas(para que as externas realmente aconteçam) Que eu me afunde mais e mais pra dentro de mim Buscando-me, transformando-me... Para que só assim eu possa emergir mais limpa, e saiba por onde começar... Para que eu possa ir além das intenções e abandonar de vez esse meu discurso vazio de ações...! Amém...!
Que 2008 seja um ano de verdadeiras transformações...!
- Postado por: Cris ® às 18h25 [ ] [ envie esta mensagem ]
E tuas frestas agora para o que resta das minhas dúvidas... Nas tuas fendas, verdades inteiras do que sinto... Nas metades todas tuas, flores sobram de meus meios... E assim, entre enganos e planos, entre emendas e fendas, almas e frestas, arestas... E bem assim, entre caminhos e escolhas, carinhos e folhas, entre saudades e ausências, entre passos e acasos, vontades, carências e afagos, entre mágoas e sonhos, dores e flores... Entre estrelas e pétalas, luas e chuvas, ruas e curvas... Entre paraísos e abismos, dramas e medos, tramas e beijos, desfechos/desejos, rumores/segredos... suores e amores... Nós dois...! E, tudo tão junto, tão simples, completo e complexo, tão sem nexo, tão normal... tudo tão justo, tão rente, tão longe, tão perto... tão confuso, tão pleno...! E, tudo aqui... tão de cara para mim, tão de frente pra você... Como um sonho depois, dentro e além de outro sonho... Como a vida na superfície invisível da dor que não se mostra (apenas lateja)... Como tristezas inexatas e certezas densas (dessas que não se encara...) Como casca tateando feridas, tão rasa, tão escassa... Cicatrizes finas de algo que não se enxerga(sente-se apenas), vozes que se calam em olhares, silêncio caindo feito prece(muda e funda...) calando na pele, despertando fomes e febres... Tudo tão irreal, tão desigualmente igual..., tão estranho e triste, como algo que fere e machuca , dor insistente que ao mesmo tempo cura... LOUCURA? É... como certas loucuras, daquelas sem culpas, entende? Daquelas tão estreitas nas falhas, tão desfeitas das farpas, tão largas de afetos, tão cheias... tão inteiras em suas metades, tão intensas de carinhos, verdades e gestos... Loucura... insana e mansa... imaculada e pura...! Tão doce... como o sal que escorre de tua face no momento que tua saudade morre no meu beijo, e minha vontade cresce na tua... E o momento... Momento de olhares sem pressa, de carinhos tão cúmplices Momento em que todas as promessas se cumprem na pele... Momento em que me dizes que passam dias, passam meses, passam anos e o teu amor continua tão meu... Momento em que te falo, que TE AMO TANTO, que TE AMO AINDA e MAIS... através do tempo, para todo o SEMPRE e ALÉM... Momento do meu corpo sob o teu...!
(Cris...)
"Uma emoção assim só se compara a tudo que nós já passamos juntos..."
- Postado por: Cris ® às 17h36 [ ] [ envie esta mensagem ]
Há dias de espera Há dias de busca Dias de luta Dias de fuga Dias de noites sem lua... Desato em chuvas Espero meu sol Estrelas não vê(e)m...
(Cris)
- Postado por: Cris ® às 13h35 [ ] [ envie esta mensagem ]
E aquele seu “ TE AMO” bem ali... Sussurrado no meu ouvido Escorregando pelo meu pescoço Descendo pelo meu ombro Beijando... ... Meus seios (meu mundo) Arrepiando pela minha pele Escorrendo suavemente pelo meu ventre Brincando no meu umbigo Abrindo caminho... Mexendo comigo Invadindo meus meios (meu tudo...) Penetrando... Preenchendo... Minhas fendas Minhas frestas Minha vida...
(Cris)
E... "... Aonde quer que eu vá levo você no olhar..."
- Postado por: Cris ® às 08h40 [ ] [ envie esta mensagem ]
E agora essa vontade estranha Quase profana De te pegar de jeito Te arrancar do meio desses teus devaneios E te mostrar de verdade Sem rodeios Como é de fato uma saudade (ato urgente, ardente, premente...) É Seu Moço! Porque saudade tem vezes, É química esquisita Reage na pele E os poros todos querem gritar Mas, ela teima Sangra silêncios...
(Cris) - Postado por: Cris ® às 20h41 [ ] [ envie esta mensagem ] Hoje é dia Dia em que estou... Na verdade, nem sei se “estou”... Se estou aqui ou aí Por que será que há dias que nada parece existir, e tudo parece se perder? Nem eu, nem você Nem “sou” ou “estou”... Hoje é dia que leio e releio... a mim, a você... E não encontro nenhum de nós dois... Dia em que me afogo em versos perdidos em rimas sem sentido Sonhos desconexos, sentimentos incontidos... Hoje é dia que me perco em trechos de Caio Dia em que me ensaio, dia em que palavras se tornam prece (silenciosa), algo que você (pre)sente, e nem ao menos entende... não consegue (d)escrever... Mas, eu precisava tanto... Precisava tanto reter o encanto... e te dizer..., mas estranho, as palavras já não me são tão fáceis nesse momento.Estranho nada! Há muito que já não sei o que te dizer (o que poderia te dizer que já não tenha dito?), mas sei lá... ainda assim queria... (quero, preciso...). Hoje eu queria, precisava te falar... tentar ao menos...,e te escrever... para quem sabe te fazer entender, mas entender o que? Escrever o que? Já nem sei mais... Na verdade, as únicas palavras que me ocorrem agora não são minhas, são dele, sempre dele (Caio Fernando de Abreu). É, as palavras não são minhas, mas com certeza, se eu fosse te escrever, te diria: “(...)Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para vc, para mim.
SOL...! É, amanhã tem sol Apesar de todas as ventanias desses nossos dias... Porque tem dia que é assim Doido, doído, louco, varrido, sem razão, todo coração, sem sentido, sentido, sofrido, vivido até o fim... Dia da mais pura contradição, da loucura mais doce... Dia em que deliberadamente não procuro tua saudade na minha pele Propositalmente não te espero, minto que não te quero É, mas tem jeito não, finjo... prendo o coração... escondo a alma, não encontro a calma... me encolho, me despeço, nada peço, não espero tuas respostas, te dou às costas, não insisto, me (des)faço... me (re)viro, nem disfarço... acabo de novo de frente com você... VOCÊ, SEMPRE VOCÊ...! Contraditoriamente me repito em você... (Ah, hoje é dia... Dia em que a noite cresce indecente E, essa vontade escandalosa se perde na tua boca...) (Cris) E, ela esteve o tempo todo ali Pactuou carícias com o vento Tramou sonhos com as flores Confidenciou segredos com a lua Chorou ausências com a chuva Renasceu em amores com o sol Tudo, enquanto ele não vinha De repente o céu se abre em prece Estrelas se dispersam num poema sem tema E o vento sopra mais forte outra vez... E ela partiu, e ele não viu Nem mesmo ela Mal se deu conta que aos poucos partia Mas, o vento não parava de soprar... E sem que ela ao menos quisesse se viu em outro mundo A rota era nova Um novo rumo Um outro tempo... Já não conseguia voltar ao momento Pensamento solto Momento sem volta Como um vício, queria ainda o início Já não conseguia Sem forças, deixou-se levar... O caminho não estava definido Mas o vento continuava a soprar... (Sabe, ele sopra incessantemente...) Voltar? Quem é que sabe? Ela não sabia É, ela não sabia se voltaria A decisão já não era dela... Quando esperas ficam demasiadamente longas E saudades se prolongam sem a resposta da pele Conversas, promessas Propostas, respostas Razões, emoções Ilusões, contradições Caminhos, carinhos Atenções, intenções Momentos, sentimentos... Ficam a mercê do vento... (É, mas ainda tem o amor...!) (Cris) Aqui, sozinha começo a pensar... Fico imaginando, pensando... Divago em você... Leio um texto de Carpinejar E tal como ele Fico me perguntando O que estará você fazendo agora? Em seu texto, Fabro se pergunta qual seria a cor da solidão dela E tenta adivinhar o que estaria ela fazendo naquele momento E eu aqui, ainda que sozinha nesse instante Não falo de solidão, só saudade me ocorre Sei que ela não é só minha Então, não é a cor da tua solidão que quero saber Não é em solidão que penso Penso se nesse momento estariam nossas saudades se esbarrando... (?) E se saudade tivesse uma cor Qual seria a cor da tua, amor? Lá fora o céu tá de um azul Que até me dá medo (perfeito demais...) E, aqui dentro eu só consigo pensar Na cor da tua saudade... Sigo lendo o texto, e me perguntando se “coisas” como essas (um texto, um céu, uma música, uma cor...) (Saudade... Vontade...) te fazem pensar em mim desse jeito também... (?) E o céu lá fora gritando em azul... E o texto... E essa frase: “Nesse momento, eu adivinhando o que está fazendo coincide com você imaginando o que estou fazendo. É quase como estar junto” (...) É quase como se minha boca sorvesse o vermelho do teu cheiro, a cor do teu mundo...! (Cris) Havia silêncio nela e algo que não decifrava Sondava-se, buscava-se, nada encontrava Aproximava-se de si mesma, olhava-se no espelho Reflexo invertido de si mesma... Ela não se via Nua por fora, sentimentos revirados por dentro... De costas afastava-se, então, daquela imagem que já não era sua Esvaziava-se, já não sentia... Buscava sua alma enquanto o coração partia... (Cris) Toda vez que a minha saudade se desmancha na tua boca... Toda palavra é poema. Todo poema é asa. Toda asa é pétala. Toda pétala é casa. Toda casa é céu. Todo céu é azul. Todo azul é noite. Toda noite é estrela. Toda estrela é sentimento. Todo sentimento é sinceridade. Toda sinceridade é cumplicidade. Toda cumplicidade é gesto. Todo gesto é afeto. Todo afeto é música. Toda música é chuva. Toda chuva é canto. Todo canto é sereia. Toda sereia é lua. Toda lua é cheia. Toda cheia é a alma. Toda alma é calma. Toda calma é abraço. Todo abraço é olhar. Todo olhar é mar. Todo mar é doce. Todo doce é pele. Toda pele é febre. Toda febre é cor. Toda cor é cheiro. Todo cheiro é colo. Todo colo é poro. Todo poro é flor. Toda flor é (de)lírio. Todo (de)lírio é desejo. Todo desejo é carinho. Todo carinho é sorriso. Todo sorriso é caminho. Todo caminho é sol. Todo sol é sonho. Todo sonho é nuvem. Toda nuvem é dia. Todo dia é viagem. Toda viagem é vida. Toda vida é corpo. Todo corpo é vento. Todo vento é beijo. Todo beijo é história. Toda história é de AMOR... ... A nossa...! (Cris) Chegou feito brisa, a tocou de mansinho, sussurro suave nos seus lábios, sol derramado no seu beijo Canção do mar, prece dos céus Sorriso solto num olhar de estrelas Intenção do vento Insinuação da pele Sopro de um sonho em asas de borboletas Tarde quente Sol aberto num poema Beijos sem fim Madrugada encantada... Carícias escorridas da fala, palavras doces... A vestiu de flores, a despiu em pétalas, Perfumou de amores... Foi dela A roubou pra ele... E foi assim que ele chegou Na vida dela E foi pra ela... Bem, ela não teria palavras pra contar desse amor Empresta, então, as palavras... E nos versos emprestados de Vinícius é que ela diz a ele mais uma vez: "... Porque tu me chegaste Sem me dizer que vinhas E tuas mãos foram minhas com calma Porque foste em minh'alma Como um amanhecer Porque foste o que tinha de ser...” E poderia ter sido lindo E foi... Pode ser tudo É sempre mais...! (Cris)
A saudade de um A saudade do outro A espera que queima... Palavras breves pra te falar dessa saudade que de breve não tem nada... Dizem que a saudade chega a doer (eu bem sei!) (e você sabe também!) Mas, por que será que há dias que ela dói tanto mais? Arde na pele... (Saudade da tua saudade ardendo na minha...) (Cris) Quando um simples olhar teu despe o desejo mais secreto da minha pele Quando só no teu corpo meu corpo faz sentido Quando só no teu cheiro respiro Quando só na tua boca a minha se acomoda Quando só teu toque tece a minha febre Quando só teu nome permanece na minha pele Quando só no teu gosto meu beijo se faz pouso Quando tua respiração é o único som que ouço Te ensaio poemas, em vão! Silencio-me então... Pois, se só no teu corpo encontro a rima perfeita Não falo
Calo-me em gemidos Arrepio em tuas mãos E, a mais linda poesia Exatamente ali Nos versos que não digo Na rima despida por tua boca Nas palavras dispersas em “olhares, sussurros e pernas”...! Sob um céu de pétalas, sobre um chão de estrelas Pra que palavras, pra que poemas? Amo-te apenas...! (Cris) Quando só nos teus braços repouso meus medos Quando me olhas fundo, sem segredos Me faz esquecer de tudo Meus olhos chovem Teu corpo canta minha fome Tua boca se faz música na minha voz... É quando, então... Teus olhos cantam para mim Tuas mãos me puxam para você Teus dedos deslizam minhas costas Tuas pernas trançam minhas pernas Teu corpo na minha alma encosta Meu coração pulsa na resposta do teu beijo Teu peito arfa no meu cheiro Teus desejos entrelaçam-se nos meus... Me tens toda Te tenho inteiro Enquanto meus sonhos dançam com os teus...! (Cris)
Eram beijos tramados em olhares Desejos derramados em pêlos Vontades desmanchadas na pele... Eram manhãs esquecidas em línguas Tardes (re)vividas em cheiros Noites de entrega sem volta Madrugadas nuas de medos Era sol, poema solto no rosto Encontro de sonhos... Pétalas abertas no calor das pernas Bocas desertas sem o gosto do outro Era brisa Sopro de vida Chuva fina lambendo feridas Molhando de amor, curando da dor... Era colo, era poro, era fome, era sede Era febre, era pacto da pele Eram carícias, delícias benditas... Era pressa, era prece... Tesão, alma, coração... Era perfeito Alma no peito Coração no jeito do beijo Corpos sem tempo queimando em calor Era amor Era maior Éramos nós dois... Era para ser pra sempre Foi além...! (Cris)
È no teu descompasso que encontro meu ritmo Te irrito, te excito Te trago para o meu tom Pinto os olhos, ajeito o cabelo, retoco o batom Meus lábios chovem em você! Minha língua determina teu beijo Tua boca se desmancha na minha Descuido do verso, esqueço da rima Universo mudo do teu corpo, afundo... Me derramo nua sobre cada poro da tua pele Tramo teu gosto Bebo teu cheiro Te encaro Te declaro meu Sou tua...! (Cris)
Para não sofrer ainda mais ela decidiu silenciar... deixar as palavras morrerem dentro dela, resolveu que não ia mais esperar por algo que ela sabia que não viria... Decidiu que não falaria mais nisso, como se não falando não pudesse mais pensar... não pudesse mais sentir... SILÊNCIO... era ela agora quem optava por ele... Ela que já quis tanto as palavras, agora já não quer mais nada, não quer falar, já não quer ouvir (não pelo menos agora)... E pensar que tudo que ela queria era apenas um MOMENTO, um único que fosse... um único momento em que o olhar serenasse as mágoas e apenas as almas falassem... Mas, agora... Agora é só SILÊNCIO, é só um MOMENTO... Momento preso no peito, momento desfeito no jeito torto de demonstrar amor, momento em que a garganta tola ainda arranha um soluço mais tolo ainda, momento de um sussurro morto em que o coração se arrebenta, mas não deixa sair...! Ela precisa de um tempo disso tudo Quem sabe um tempo sem "sentir" ... (Cris) Há momentos que nada sei Que nada sou, que nada quero nem espero Parece que tudo se perde dentro de mim Não me encontro, me olho no espelho, não me vejo... Imagem inversa do meu eu, não me sinto... Não queria que fosse assim, mas é... O pior que nem sei se é tristeza, é estranho Fica tudo quieto, calado aqui dentro... Somem-me certezas, desaparecem-me vontades... Não há fome, não há sede, não há você...! Nada existe, nem saudade há Momento em que não existo Não sinto, não sofro... Momento em que tento o engano Quase consigo...! Quase não dói...! Quase... (Cris) Uma mulher... E o olhar... preso num só desejo! Uma mulher... E o corpo todo solto... num único beijo! Uma mulher... ... E o homem que ama! Uma mulher Contida na fala Exagerada no toque Nem sempre se esparrama Só quando o ama! Uma mulher Inocentemente impura Despudoradamente santa... Uma mulher como nenhuma Uma mulher como tantas...! Uma mulher Metade pecado Metade pureza Inteira amor...! (Cris)
E ela o amou...
Assim mesmo: intenso... desde o primeiro momento.Assim mesmo: por inteiro... desde o primeiro instante.E ela o amou... Mesmo antes do cheiro. Antes mesmo do corpo, do rosto, do beijo, do gosto.Amou-o antes de tudo... E, a despeito de tudo amou-o ainda depois...E ele a amou... Mas de um jeito tão dele...De uma forma que ela tantas vezes não entendia, mas, a amou... E, um dia disse a ela do seu amor (era raro ele falar tão direto assim...) Falou que a amava, que nela pensava.E, que tal qual como ela, se sentia um adolescente quando com ela estava, o coração disparava, as mãos suavam, aquele friozinho na barriga era o mesmo entre os dois...E o pensamento nela, nele... nas horas mais absurdas? Sabe aquele “pensar” totalmente fora do normal? Pois é... ela descobriu que com ele era igual. Sim, ele a amou... e falou...Disse a ela do seu amor como nunca tinha dito antes... Sim, eles se amaram, se amam ainda... No entanto, e estranhamente, o amor parece não ser suficiente... Por que será que tantas vezes amar não basta? Estranho, esquisito, dolorido... Isso não devia ser assim... (Cris) E, eles se amaram... Mas...........Ela queria mais...Ela queria a música, ela queria a dança, ela queria a transa, ela queria o amor... Amor que nem precisava ser pra sempre, bastava ser amor... inteiro... “amor de corpo inteiro” até o fim...! Ela queria o quarto, a sala, a cama, a mesa, o jardim...! Ela queria amor por dentro, por fora.Amor que enche a sala, que ultrapassa a casa, que escancara as portas. Amor que não deixa janelas entreabertas, amor que não se perde nas frestas...Amor que derruba e dói, amor que renasce e constrói...!Amor em qualquer lugar, amor que não vai embora. Amor a toda hora... Amor, feliz pra sempre, agora!Ah, ela queria o amor....Ah, ela queria amar... e queria... Queria mais que a pele...queria a febre, a fome, a sede... todos os poros, todos os cheiros, ela o queria em todos os seus humores, nas suas flores, nos seus espinhos... Ela queria amar mais que o amor, ela queria um amor maior que os dois...Ela queria o toque, o beijo, o cheiro, a chuva, o sol, os dias quentes, o frio...O riso, as lágrimas, verdades sem máscaras,a cara lavada, o sonho mais real, a realidade mais sonhada... Ela queria a palavra errada, o silencio exato... ela queria ouvir qualquer coisa, todas as broncas, ela queria a briga, a rotina, ela queria apenas estar ali...De todas as formas, em todas as horas...Pra sorrir, pra chorar... ela queria a cumplicidade do amar... Ela queria a “chatice” dele, a “caretice”, até mesmo suas grosserias...Ela queria seus erros, seus acertos, suas tristezas, suas alegrias... Ela o queria perfeito, imperfeito... Ela o queria de qualquer jeito...Ela o queria inteiro, sendo ele mesmo, sem medo... Ela queria... ela quer... o AMOR pra AMAR... E ele? O que ele queria? O que ele quer? Ele diz que ela não entende... Pois é, talvez ele esteja certo, muitas vezes ela não consegue, por mais que tente, não consegue... mas queria, ah como queria entender, como queria que ele entendesse o que "ela também não entende"... (Cris)
Há palavras que nada dizem, não pesam... E silêncios que olham nos olhos, revelam... Mas, em dado momento são as palavras que esperamos Mais que isso: precisamos delas! E elas não me chegam... Nas palavras que espero, apenas o silêncio que não quero! Tantas vezes aprendi a te ouvir no silêncio, a te encontrar mesmo na mais longas das esperas Mas agora... Agora o silêncio não me traz paz, ao contrário, desassossega a alma, aperta o coração... É difícil não saber o que acontece, tentar entender, procurar ouvir... em vão! E Nas palavras mudas que machucam No silêncio inquieto que hoje fere
Vou escrevendo palavras Para quem sabe assim conseguir ler teu silêncio...! Tento...! (Cris) Vem amor! Chove em mim outra vez Deixa o vento pro vento E que o tempo seja de novo, nosso!(só nosso) Já é primavera e o sol já brinca com as flores E, tudo aqui respira amores Então, vem logo! Porque nas primaveras já não cabem esperas E no meu coração, só cabe você...! (Cris) Vem,” que pode ser verdade Vem, que pode ser incrível Vem, que pode ser nós dois...!”
Hoje... Não quero conversa, não quero promessa, não quero mistério, não quero (des)culpas...não quero fuga, não faço perguntas, não quero jogos, não questiono... não quero calma, nem a alma hoje eu quero, só quero o momento, nenhum pensamento... Hoje, não penso... AMO! E QUERO... Quero a tua língua mais vadia roubando meu cheiro A tua vontade mais indecente respirando minha pele O teu pecado mais profano maculando minha carne Quero... Tua fome na minha boca, tua língua na minha sede Teu olhar no meu beijo, teu beijo no meu cheiro Quero... Beijar teus medos, desmanchar teus segredos em meus lábios... Desfazer tuas dúvidas no meu gosto, romper o meu silêncio no teu corpo, te fazer amor gostoso, perfeito... e, deixar gritar a fome, fazer chover a sede, pra te mostrar que hoje eu só QUERO VOCÊ...! (Cris) No sumiço de um A ausência do outro Na saudade de um A incerteza do outro Numa saudade arredia Um coração vadio que ainda insistia Num corpo que se despia em vermelho Uma alma se vestia em cinza(s)...! (Cris) Entre rumores, fendas e flores meus lábios ainda são teus Entre medos, emendas, segredos teus momentos continuam meus... Mas, tem o vento O vento que rasga a pele... ... que dilacera a alma e arranca tudo do lugar... Invertem-se os caminhos Mudam-se as direções Dispersam-se sentimentos, momentos, atenções... E tudo parece sem sentido, algo é interrompido O abraço é deixado de lado, a verdade pra depois... E o amor vai se perdendo... ...No vento! No silêncio planejado Nas palavras descuidadas que falam sem alcançar Na saudade estranha que afasta ao invés de abraçar Sentimento distraído, amor distorcido, estranho jeito de amar... E de repente já não há mais como ignorar os sinais E ainda que o pensamento insista, que o sentimento permaneça o mesmo no coração de um, no coração do outro, há o vento... outra direção Então, ainda que não se queira, tudo muda Alteram-se as rotas, desmancham-se as crenças... O carinho mais cúmplice, o gesto mais sincero são deixados para trás Desperdiçam-se os detalhes Desperdiça-se tudo o que poderia haver de mais puro Desperdiça-se a essência Desperdiça-se o amar... (Cris) “Amar é fácil, difícil é cuidar do amor É preciso dar muita atenção ao vento..." Nesse momento... Momento em que percebo que algo está errado Momento em que sinto aquele arrepio a me transpassar o corpo novamente deixando minha alma inquieta, o coração em sobressalto... Momento de aperto no peito, de novo... Momento de uma coisa estranha por dentro Tento pensar em algo bom e ajudar-te de alguma forma Mas, há o silêncio mais uma vez... a saudade apertada, a dor insistente, a angústia de não saber... É como se tudo fosse se repetir outra vez Tudo apagado, dias sem sol... Silêncio, saudade, vazio, dias em branco (cinza...!) sem você Mas, aí páro, te busco... movimento o silêncio, transcendo o tempo e a distância, deixo o pensamento só pro coração, fecho os olhos, te vejo mais nítido, te escuto, te cuido, estou com você... e, ao invés de ser eu, é você que sustenta meu mundo, me segura a mão, e fala baixinho: “Tudo vai ficar bem, eu sempre vou estar aí, prometo...” (Cris)
Hoje, pensei em te escrever Escrever... Pra te contar que algo bom aconteceu, pra te perguntar como você está, pra te falar de coisas sérias, pra te dizer besteiras, falar bobagens, planejar viagens...pra falarmos sem pressa, pra brincarmos de jogos, conversas, intenções... Escrever... Pra te pegar de jeito, sem procurar a causa, sem explicar o efeito...Pra devolver o sol da tua boca, pra roubar flores dos teus lábios... pra te deitar na grama, te arrancando um beijo sob o céu, e sussurrar na tua pele o meu desejo mais sacana... Escrever... Pra te revirar de cima a baixo, te mexer por dentro, criar rimas e climas só pra te irritar um pouco, e te excitar mais...Pra te provocar com meias palavras, e te ouvir dizer:”Vai começar?” Só pra te responder: “Vou sim, vou começar...” Vou começar e não vou te dar tempo, vou começar e, num beijo, vou interromper o teu ”To indo”, vou começar e vou te arrancar o desejo escondido naquilo em que dizes, e naquilo que realmente queres dizer...Vou começar e vou calar tua fala, vou começar e vou te ver como nunca, vou começar e vou ver como tua boca se comporta na minha, vou começar e vou escorregar por tua nuca... vou começar e vou te respirar em pêlos,vou começar e vou te arrepiar em cheiros,vou começar e vou te devorar inteiro... vou começar e vou acabar toda nua, vou começar e vou terminar toda tua... Te escrever... É, eu pensei em te escrever pra te dizer que te amo de um jeito meio bobo, totalmente louco... de um jeito imaturo, inseguro, confuso, já nem sei como... acho mesmo que te amo é sem jeito... amor imperfeito... desse jeito mesmo, bem assim... A verdade é que EU TE AMO muito mais que eu possa escrever, muito mais que você possa entender... E, quis te escrever apenas para que você soubesse que sempre vou estar aqui, que sempre vou estar aí... até o fim... Pensei em te dizer... É, hoje, eu pensei te dizer essas coisas, desisti...Fechei os olhos, te trouxe pra mim, você me sorriu... Não falei, mas você entendeu...Puxou-me para teu gosto, apertou-me no teu rosto, colou teu corpo no meu... E... Roçaram-se os pêlos Arrepiaram-se as vontades Devoraram-se as fomes... E... O tempo voltou, E... O mundo girou D-E-V-A-G-A-R...! (Cris)
Amor... Não diga nada Deita-me os sonhos em teus lábios Acolha-me a alma em tua boca, E me beija devagar... Beija-me...! Hoje, só preciso do teu beijo... Do teu beijo me curando Do teu beijo me arrancando a dor Do teu beijo me abraçando Do teu beijo me fazendo amor... Beija-me...! Assim: demorado e fundo, sem depois... Afunda tua boca na minha boca E, deixa que o mundo pare em nós dois... Beija-me...! Respira em mim Beija-me...! Sem tempo Sem fim...! Beija-me ...! Sem perguntas Sem demora . Beija-me ...! Sem volta BEIJA-ME... AGORA...!!! (Cris)
Quando ele me acorda assim: despreocupado e sereno, entregando-me o SOL como presente, como um poema em busca do AMOR... tudo pára lá fora, qualquer problema fica pequeno, e minha alma se desprende... segue ao encontro dele...instante, sem distância, em que duas almas conseguem se tocar ... e, se assim o fosse ainda que por uma única vez, valeria por uma vida inteira, mas não, ele vai além, me oferece todos os dias... todos os dias ele me traz o SOL...! Amor verdadeiro Amor sem palavras Que chega sem medo Que não se acaba Deus abençoe todo esse amor Que seja lindo Em teu coração Porque em mim eu sei AMO VOCÊ... AMO VOCÊ!!!! Amor verdadeiro Amor que me acalma Que bate no peito Preenche a falta Deus abençoe todo esse amor Que seja lindo Em teu coração Porque em mim eu sei AMO VOCÊ... AMO VOCÊ!!!! -Catedral- “O amor verdadeiro nunca morre” "Fico me perdendo em páginas de diários, em pensamentos e temores, e o tempo vai passando. Covardia é uma palavra feia. Receio de enfrentar a vida cara a cara. Descobri que não me busco ou, se me busco, é sem vontade nenhuma de me achar, mudando o caminho cada vez que percebo uma luz. Fuga, o tempo todo fuga, intercalada por períodos de reconhecimento." -C.F.Abreu- "É tempo de me (re)fazer, eu sei..." Só não sei como... Vontade cravada no corpo Desejo ardendo na pele “Coisa orgânica Conjunção de alma...” Chegou durante seu sono Beijou-lhe os olhos Roubou-lhe a boca... Tirou-lhe a roupa Despiu-lhe o corpo Entrou nos seus sonhos... Ao acordar já não sabia se havia sonhado Mas, ao seu lado, uma rosa Aquela mesma rosa... que ele deixava cada vez que partia depois de terem se amado Ela sorriu... Agarrou-se naquela rosa Enroscou-se no cheiro dele Novamente Dormiu...! "(...) Os meus sonnhos e esperanças eu guardei Posso precisar deles um dia, eu não sei Estou dando um tempo pra pensar E, por minhas as idéias no lugar Tudo que quero é encontra um caminho De volta para o amor Não sei viver sem achar um caminho de volta para o amor Estou olhando, mas as estrelas não brilham mais Estou procurando, mas não vejo os sinais Eu sei que por aí ele deve andar Há de haver um amor pra mim em algum lugar Estou procurando alguém pra me iluminar Não apenas alguém para a noite passar Preciso achar a direção Aceito a sua sugestão E se eu abrir meu coração para você Espero que me diga o que fazer E se me ajudar a recomeçar Vc. sabe que ao seu lado eu sempre vou estar (...) -Way Back into love-
http://www.youtube.com/watch?v=3qAM2zRE3GI Têm dias que sou amor de corpo inteiro... ...VERMELHO! Dias em que meu corpo espera pelo teu... ...TODOS...! |